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Re-União 2017

O Fascismo do bem

March 18, 2019

“Fascismo do bem” é uma expressão coloquial atualmente utilizada para definir uma esquerda autoritária, que reclama dos “fascistas” conservadores, ao passo que ela própria é – ou finge ser – terrivelmente obtusa para a sua própria atitude tirânica e totalitária. Para citar um exemplo, quando a barragem em Brumadinho rompeu – causando uma das maiores tragédias de nossa história recente – não foram poucos os indivíduos que comemoraram a catástrofe, em virtude do fato de que na localidade muitas pessoas haviam votado no presidente Jair Bolsonaro. Na visão distorcida destas pessoas, pelo fato de muitos moradores da região não terem votado no bandido de estimação da esquerda, o poste Fernando Haddad, um criminoso que enfrenta inúmeros processos na justiça, então elas mereciam morrer. 

 

Para compreender a esquerda contemporânea, é fundamental entender que seus adeptos não usam a palavra fascista no mesmo sentido pejorativo que a grande maioria das pessoas. Para a esquerda, fascista quer dizer racista, homofóbico, misógino ou preconceituoso, e não necessariamente alguém que apoia o regime que Benito Mussolini presidiu na Itália, e Francisco Franco presidiu na Espanha. Já começa por aí uma evidente distinção. 

 

Por ter uma visão mais ingênua de mundo, às vezes quase infantil – chegando a ser, necessariamente, muito mais cor-de-rosa, planificada e idealizada do que o normal – a esquerda tornou-se suscetível às chamadas microagressões. Portanto, tudo passará pelo seu radar de ingerências comportamentais e educacionais, e esta vigilância coletiva do comportamento humano acabou gerando a ditadura do politicamente correto; todos devem seguir um  determinado comportamento preestabelecido, para não ferir as sensibilidades alheias. Muito em breve, piadas com negros, homossexuais e outras minorias serão proibidas. E depois, se bobear, vão proibir todo e qualquer tipo de piada. Afinal, de acordo com esta visão de mundo, palavras machucam. É portanto, necessário resguardar as emoções e os sentimentos das pessoas, sobretudo das minorias, evitando assim que se machuquem. Para isto, torna-se necessário fiscalizar, gerenciar e denunciar tudo o que as pessoas falam ou publicam nas redes sociais.    

 

Some-se a isto o fato de que a esquerda é absolutamente irredutível quanto aos seus valores, mesmo que alguns destes valores sejam absolutamente contraproducentes, como por exemplo o igualitarismo. Tudo o que prega igualitarismo deve ser considerado, obrigatoriamente, “do bem”. Por isso, o socialismo e o comunismo, na visão da esquerda – apesar de serem sistemas agressivos, totalitários e cruéis – não são condenados, nem mesmo categorizados da mesma forma que o fascismo e o nazismo. 

 

Enquanto um conservador vai denunciar todos os regimes totalitários como sendo impreterivelmente malignos, brutais, danosos e desumanos – sem abrir exceções ou desculpar qualquer um deles – o mesmo não acontecerá com a esquerda progressista. Apegados demais às suas convicções – que como foi explicado acima, estão impreterivelmente agrilhoadas a uma visão mais fantasiosa de mundo – eles estão plenamente dispostos a ignorar a realidade para defender a sua preciosa ideologia. Por isso vamos encontrar entre estas pessoas aguerridos defensores do socialismo e do comunismo, mesmo que não exista absolutamente nada na realidade prática que apoie os seus argumentos. 

 

A esquerda não raro pratica o mal, achando que está fazendo o bem. Isto pode ser visto no apoio fanático a ideologias totalitárias, como socialismo e comunismo, no aborto, difundido como um “direito” das mulheres, na defesa da prostituição, que é defendida como uma “profissão” – mas é uma degradação social grave – na fantasia de que todas as pessoas do mundo são boas e puras, menos o homem branco capitalista e cristão, que ser rico é demonstração de maldade e egoísmo e ser pobre é um sinal de heroica e graciosa virtude, que todas as culturas são igualmente benévolas, não existindo, portanto, uma cultura superior ou uma cultura inferior – o que é uma falácia, o islamismo é uma arcaica e agressiva cultura  inferior que oprime e escraviza as mulheres (isso as feministas coniventemente não enxergam) – que todos os países do mundo são santos e benignos, menos os Estados Unidos sádico e imperialista, o culpado por todos os problemas da humanidade, que o capitalismo é um sistema destrutivo, e o estado assistencialista é a solução para tudo, que empresários são egoístas e gananciosos e políticos são criaturas angelicais, abnegadas e altruístas, e por aí vai. Eis uma visão de mundo intrinsecamente universitária, refogada por visionários demagogos de plantão, que parece ter saído das páginas de história em quadrinhos de algum personagem vilão da Disney.  

 

E necessário enfatizar, no entanto, que embora esta seja a visão de mundo esquerdista em linha gerais, a esquerda em si é muito diversificada, plural e diluída. Existem inúmeras discordâncias entre eles. E isto não significa que pessoas de esquerda são do mal, não podemos aglutinar em nossas convicções uma visão de mundo similarmente simplória e reducionista. As coisas são mais complexas do que parecem.  Há tantos fatores envolvidos – que vão de doutrinação sistemática à exacerbada cultura estatista que consome o Brasil há décadas – que a solução para qualquer problema passa muito mais por uma meticulosa e consciente análise de causa e efeito, do que pelo convencional diagrama político de esquerda e direita. 

 

Uma coisa é certa, no entanto – temos a obrigação de aprender com as experiências do passado. Nas últimas décadas, na política e na economia o país engrenou dramaticamente para a esquerda. Não deu certo. Isto gerou recessão, uma classe política muito rica, um estado muito poderoso e intervencionista, e um estado paralelo responsável pelos maiores casos de corrupção que o país já viu. Está mais do que na hora de fazer uma pungente curva à direita, para ver se assim resolvemos ao menos alguns destes nefastos problemas. E que possamos desdenhar tanto do “fascismo do mal” quanto do “fascismo do bem”. 

 

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