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Re-União 2017

Ministério da desesquerdização?

March 19, 2019

Recentemente, o deputado federal Heitor Freire, do PSL, apresentou ao presidente Jair Bolsonaro uma proposta para criar a “Secretaria Especial de Desesquerdização da Administração Pública”, cujo objetivo seria eliminar de vez “os agentes da esquerda infiltrados na administração” política do país. A ideia aparentemente é boa, mas cai justamente em uma armadilha que sempre favorece a esquerda, de um jeito ou de outro – a expansão do estado. E representa mais gastos para o cidadão brasileiro, cujos rendimentos sustentam os órgãos públicos deste país.  

 

Ao expandir o estado – com a criação de novas pastas e secretarias – o contribuinte fica cada vez mais refém do Leviatã, tendo que sustentar parasitas através da obrigação compulsória auferida por impostos exorbitantes. E não temos as ferramentas apropriadas para fiscalizar ou exigir eficiência. A solução imediata para eliminar gradualmente a presença da esquerda na administração pública é muito mais simples, e muito mais coesa com uma direita genuína: ela requer a redução do estado. Com menos estado, além dos custos menores, há menos espaço para a esquerda se intrometer. 

 

Para eliminar aos poucos a esquerda da administração pública do país, a melhor solução seria reduzir o imponente, gigantesco, interventor e soviético estado brasileiro. A esquerda gosta do estado, especialmente um estado regulador enorme, que foi expandido ao extremo durante a gestão governamental petista, porque – uma vez sendo capaz de dominá-lo – consegue controlar a sociedade com certa facilidade por meio de leis, decretos e engenharia social. Por outro lado, a esquerda odeia o mercado porque o mercado é um ente orgânico absolutamente descentralizado, que não pode ser plenamente controlado. Por isso a esquerda difunde tanta ojeriza e ódio ao mercado: como ele não pode ser dominado, ela tenta destruí-lo. Para isso, faz campanhas contra o “capitalismo opressor” que na verdade não oprime ninguém, antes o contrário – o capitalismo liberta. A esquerda uma vez no poder sempre se esforça em destruí-lo porque seu objetivo é gerar dependência. A esquerda quer uma população dependente do estado, afinal a pobreza é o seu capital político. O capitalismo, por outro lado, possibilita ao indivíduo ganhar dinheiro, o que lhe confere prosperidade e autonomia. Para quem duvida, que analise com muita atenção a situação da Venezuela. Ali temos o exemplo perfeito de uma esquerda muito bem-sucedida. Na verdade, o mais imperativo de todos os exemplos – um país onde o mercado foi completamente destruído, e praticamente todas as pessoas, como se tornaram paupérrimas, são altamente dependentes do estado. 

 

Ainda que um ministério da desesquerdização pareça uma coisa boa, isso pode gerar o efeito contrário, contribuindo na criação de oportunidades para a esquerda se vitimizar, e afetar sua tão conhecida mania de perseguição. Márcia Tiburi e Jean Wyllys estão de férias no exterior, mas a propaganda que ambos fazem é a de que são “refugiados políticos” (risos), perseguidos por um rocambolesco fascismo circense, que existe unicamente na fantasia política da fértil imaginação destas cômicas criaturas. Até hoje nunca vi uma ditadura que deixa as pessoas livres para irem embora, e à vontade para voltar quando quiserem. Mas para a esquerda o que importa é a narrativa, não a realidade.

 

Ou seja, criar mais uma pasta – ainda que não tenha a esquerda no comando – não jogará a favor de quem quer um Brasil mais dinâmico, próspero e plenamente funcional. O caminho para um Brasil mais pleno é um Brasil com menos estado, e não com mais. E quem entende do jogo político sabe como a esquerda é hábil em manipular todo o tipo de situações a seu favor. 

 

Reduzir o estado e permitir uma ampla expansão do mercado é a solução mais eficiente que pode ser concebida no presente momento. Aí estaremos em um caminho oposto ao da esquerda, conduzindo os brasileiros para um patamar de maior autonomia e prosperidade – e melhor ainda, quanto mais mercado, mais longe ficamos do socialismo. Precisamos seguir o exemplo que todos os países de primeiro mundo seguiram, e nenhum deles colocou em ação uma fórmula mágica secreta, indisponível a nós, muito pelo contrário. O caminho para o pleno progresso e a prosperidade é sempre o mesmo – mais mercado e menos estado. Aliás, o próprio Bolsonaro, muito lúcido, comentou, durante o leilão de aeroportos da Anac: “Onde o Estado brasileiro está, dificilmente as coisas dão certo”. É exatamente este o ponto, presidente! Mais brasileiros no controle de suas vidas, e menos estado atrapalhando. 

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