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Re-União 2017

STF Bolivariano

March 20, 2019

O STF, em suas lancinantes maquinações totalitárias, jamais se cansa de desafiar a sociedade brasileira, em suas ininterruptas invectivas prepotentes e autoritárias para desmoralizar e destruir a democracia que tentamos arduamente preservar, mas que – de uma forma ou de outra – parece se esvair continuamente, como areia entre os dedos. 

 

O Supremo Tribunal da Falácia não cansa de representar o lado errado da justiça. Em sua obstinada determinação em destroçar, suplantar e erradicar a Operação Lava Jato, este deplorável e sórdido poder paralelo desafia a ordem, a moralidade e o bom senso, no seu corrosivo e nefasto propósito absurdo de salvaguardar os maiores corruptos e criminosos da nação, servindo de refúgio permanente para os elementos mais nocivos da sociedade. Definitivamente, o STF pretende entregar o Brasil ao império do crime, e não hesitará um minuto sequer na execução desta missão. 

 

No domingo, populares estenderam uma enorme faixa em Copacabana, no Rio de Janeiro, onde estava escrito “O STF é uma vergonha”. Claramente, uma manifestação de indignação contra a decisão do tribunal discricionário de tirar todos os processos da Operação Lava Jato da República de Curitiba, e despachá-los para a justiça eleitoral. Gilmar Mendes – um dos maiores antagonistas da força tarefa liderada por Deltan Dallagnol – dispensou aos procuradores e ao Ministério Público todo o tipo de ofensas e hostilidades. Citando Everardo Maciel, Gilmar Mendes falou que “força tarefa é sinônimo de patifaria”. O ministro também acusou, indiretamente, Deltan Dallagnol de parcialidade, e disse estar surpreso porque “as partes até agora não arguiram a suspensão destas figuras”, afirmando que a República de Curitiba está orquestrando um “projeto de poder” com um “modelo ditatorial”, o que, ironicamente, descreve muito mais o próprio STF do que a força tarefa da Lava Jato.

 

Como José Nêumanne Pinto declarou em um video publicado recentemente em seu canal no YouTube, “o supremo tribunal federal deu uma ajuda inquestionável ao crime organizado e a corrupção generalizada na política ao resolver por seis a cinco passar (...) todos os processos e ações do passado, do presente e do futuro para a justiça eleitoral”. Como ele mesmo explicou, “isso tem uma lógica. A justiça eleitoral é uma justiça dos políticos, pelos políticos e para os políticos. Os políticos fazem as leis eleitorais (...), depois compõem o tribunal superior eleitoral e depois garantem no supremo as decisões deste tribunal, que só perdoa.” Ou seja, ocorrerá um festival de leniência e anistia para os maiores criminosos e corruptos do país, se nada for feito. Pior ainda, a letargia e a apatia típicas da justiça eleitoral podem fazer com que os processos prescrevam, como afirmou Celina Gonçalves, uma das representantes da sucursal de Brasília do movimento Vem pra Rua. Como Roberson Henrique Pozzobon, procurador do Ministério Público Federal em Curitiba, afirmou, o Supremo, com esta trágica decisão, "passou uma mensagem de esperança para poderosos criminosos de colarinho branco". Ou seja, para quem ainda dava aos ministros o benefício da dúvida, que fique bem claro – eles estão, impreterivelmente, a serviço do crime organizado político. 

 

Todos os poderes da república estão acovardados. A menos que haja uma insurreição popular, absolutamente nada mudará. Diversos populares foram para as ruas em muitas cidades brasileiras no domingo protestar contra a decisão, que é um ataque frontal à autonomia das instituições, e ao exercício pleno do combate à corrupção no país. No congresso nacional, no entanto, ainda são poucos os indivíduos que demonstraram ter coragem suficiente para desafiar o soberano e onipotente STF, que aos poucos se insurge como o governante de fato da nação.  

 

O que o brasileiro não percebe é que aos poucos nossa frágil democracia começa a se esfacelar, e aos poucos trilhamos o caminho para uma implacável ditadura judiciária. O último golpe do STF foi contra a República de Curitiba, em favor dos criminosos e corruptos. Amanhã, o que será? Não temos como prever, embora saibamos de antemão que do STF podemos esperar tudo o que há de pior. Como disse o saudoso Rui Barbosa, “a pior ditadura é a ditadura do Poder Judiciário. Contra ela, não há a quem recorrer”. Sábias e verdadeiras palavras. 

 

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