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Re-União 2017

Em Cuba, falta até papel para os jornais

April 9, 2019

Certa vez, o economista anglo-austríaco Friedrich Hayek disse que socialistas não entendiam absolutamente nada sobre economia. Se entendessem, não seriam socialistas. Verdade absoluta, inegável. Socialistas – em função da lavagem cerebral ideológica que sofreram –, vivem em um mundo de fantasia completamente desconectado da realidade prática; portanto, são completamente incapazes de compreender que sem o capitalismo, uma sociedade não funciona. Todos os países socialistas do mundo sempre precisaram do capitalismo para se manter e sobreviver. Um país socialista entra em colapso justamente quando o capitalismo que o sustentava foi plenamente esgotado. 

 

E o que fazer quando o dinheiro acaba? Mendigar por ajuda.

Cuba – desde a revolução castrista – sempre foi sustentada por alguma potência estrangeira. Primeiro foi a União Soviética, depois o Brasil, e agora é a Venezuela. A população, como sempre famigerada e relegada à própria sorte, é obrigada a sobreviver com a escassez. A elite que está no poder, por outro lado, vive de forma suntuosa e nababesca com a renda gerada pelas commodities e pelo petróleo venezuelano. 

 

Assim como a Venezuela, Cuba está falida e encontra-se desprovida de praticamente tudo. A sorte é que a elite política pode culpar o embargo americano, e a esquerda tupiniquim surfa na crista desta onda, completamente obtusa para o fato de que a anticapitalista ditadura castrista foi a grande responsável por fazer da ilha caribenha um reduto de pobreza, miséria e escassez generalizada. Como produzir riquezas e gerar prosperidade em um ambiente completamente hostil ao empreendedorismo, que até há pouco tempo atrás não permitia a existência de negócios privados? 

 

O que a festiva militância esquerdista omite deliberadamente é que o sonho de todo cubano é conseguir fugir para a Flórida – onde existe a maior comunidade de cubanos expatriados –, pois lá ele será capaz de conquistar uma qualidade de vida muito superior, algo praticamente impossível em Cuba, um lugar onde sequer existem indústrias. Como o jornalista Euler de França Belém escreveu, “a indústria do país [Cuba] está na idade da pedra polida”.

 

Recentemente, o governo da ditadura anunciou que os jornais oficiais do país serão reduzidos pela metade, e sua periodicidade diminuirá. Em função da crise, não é possível gastar dinheiro com nada, nem mesmo com papel para o jornal. Neste aspecto ao menos, a crise é benéfica para a população, pois jornalismo em Cuba não existe há décadas. O que há é doutrinação sistemática e propaganda partidária. Não há absolutamente nada no Granma, por exemplo, que interesse aos cubanos comuns. Ali são publicadas baboseiras ideológicas que parecem saídas de algum folhetim operário bolchevique dos anos 1950. Cuba parou no tempo, e é exatamente isso o que o socialismo faz em uma sociedade. Condena todos a um mortificante nível de retrocesso e estagnação, que torna praticamente impossível para a população – prisioneiros de circunstâncias deploráveis –, conquistar progresso material e prosperidade individual.  

 

O que muito ajuda a população é o contrabando, especialmente de itens de primeira necessidade, como alimentos e medicações. Em ditaduras comunistas – o que inclui Venezuela e Coreia do Norte –, muitas pessoas conseguem comer graças a estes mercados paralelos, que acabam sendo a salvação de muitos. Aqueles que tem um pouco mais de dinheiro são capazes de adquirir alguns “luxos”, como cigarros, chocolates e latas de cerveja. 

 

Os jornais cubanos – existem vários – não passam de veículos oficiais da ditadura. São todos completamente destituídos de serventia, e deveriam falir completamente. Mas que a retrógrada panfletagem política e ideológica seja reduzida pela metade já é uma formidável notícia. Certamente estaremos vibrando no dia em que todos os jornais do partido comunista de Cuba forem fechados para sempre, sendo substituídos por órgãos midiáticos livres e independentes. De preferência, capitalistas e conservadores.  

 

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