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Re-União 2017

No limite

April 17, 2019

A censura arbitrária exercida nestes dias pelo ministro Alexandre de Moraes em nada difere da praticada na ditadura militar.
É um enorme retrocesso -uma vergonha mundial- e um marco na luta dos grupos que mantém o país refém de suas manobras visando a manutenção do poder a qualquer custo.
O cala boca, em si, se auto explica.
A ação do ministro não foi para blindar -como usualmente, vide gilmar- corruptos ou outros tipos de delinquentes.
Foi para proteger um dos próprios ministros, Dias Toffoli, apontado pelo delator Marcelo Odebrecht como participante das maracutaias e da corrupção generalizada que apodrece este país.
O 'amigo do amigo de meu pai’, alcunha divulgada pela revista Crusoé e que supostamente identificaria Toffoli acabou encostando os ministros do STF na parede.
A reação autoritária, já esboçada anteriormente pelo próprio Toffoli, foi rápida e desastrosa.
Como qualquer general de republiqueta das bananas faria -vide Maduro- foi imposta censura de cima pra baixo, pela força de penalidades, multas e bloqueios pura e simplesmente.
E não fica por aí: mais sete pessoas, entre elas o general de reserva Paulo Chagas foram vítimas de bloqueios e intimações.

A ideia, que cresce entre os ameaçados pelo novo governo de Bolsonaro, não é nova, vem desde as frustradas tentativas de instituir o marco civil nos governos petistas e vem sendo aplicada descaradamente, como no caso da condenação à prisão do apresentador Danilo Gentili, acusado de ofender a santa Maria do Rosário.
O autoritarismo do judiciário vai atingindo,nestes tempos, um limite insuportável e perigoso.
É um caminho sem volta.
E uma demonstração evidente de força na queda de braço entre a velha politica corrupta e o governo de Bolsonaro eleito pelo povo.

Ironicamente, aliás, é um ex militar, Bolsonaro, que luta hoje para aprovar emendas que garantam a liberdade de expressão da sociedade e contenham os avanços autoritários do Judiciário.

Há um impasse evidente.
E grave.
Cabe a Bolsonaro, como chefe da nação, colocar o STF em seu devido lugar.
Ou vamos reviver em breve os anos negros da censura, onde a liberdade de expressão será apenas um sonho.
Já vimos esse filme no Brasil.
E os únicos que parecem querer -e precisar- de uma lamentável reprise são os ministros do STF e seus patrões.

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