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Re-União 2017

Como a esquerda mata uma sociedade

April 25, 2019

Existe um elemento muito necessário, fundamental para que a esquerda chegue ao poder – e este elemento é a pobreza. Este é o seu grande triunfo, o seu capital político, sem o qual ela não tem absolutamente nada. Por isso o populismo de esquerda encontrou um território tão fértil na América Latina nas últimas décadas – como aqui há muita pobreza, existe território fértil para o proselitismo político de esquerda. Como a direita sempre foi muito despreparada e displicente – em determinados países do continente, praticamente inexistente – tem sua parcela de culpa por ter permitido que a esquerda chegasse ao poder. 

 

A esquerda odeia a prosperidade, e onde ela está, empenha-se ativamente em destruir o mercado. Uma sociedade próspera é o maior temor da esquerda, pois uma sociedade plenamente funcional e salutar – que obtêm êxito alcançando progresso e desenvolvimento –, torna o estado irrelevante. E sem estado, não há esquerda. Seu desejo insaciável por poder e controle só pode ser alcançado através do estado. O mercado é indiferente a ela, pois é plenamente consciente da ojeriza que a esquerda nutre. Portanto, sua única forma de ter influência e poder é no estado. É muito raro encontrarmos empreendedores na esquerda – a esquerda quer saber apenas de sugar riquezas, jamais cria-las. Quando a esquerda está no poder, pensa apenas em expandir o estado e aumentar os impostos; a carga tributária no Brasil é aviltante e obscena, especialmente quando o assunto são pequenas e médias empresas. Paga-se uma miríade de impostos, de todos os lados: municipais, estaduais e federais, diretos e indiretos. Na equação governamental, a iniciativa privada serve apenas como um caixa automático, que sempre estará ali para saciar as necessidades do estado, como um manancial de recursos financeiros infinitos, que está ali, à sua inteira disposição.  

 

Por mais que a esquerda fique choramingando – atribuindo para si um papel de grande importância que só existe no seu mundo de fantasias –, a verdade é que ela é terrivelmente deletéria para a prosperidade de uma sociedade, especialmente para os mais pobres, que ficam aprisionados em um círculo perpétuo de miséria, impossibilitados de sair. Como o estado tende a se expandir, a carga tributária estará sempre em patamares exorbitantes, aumentando gradativamente, sendo quase impossível para empresas e indivíduos cumprirem com todas as extorsivas obrigações financeiras exigidas pelo estado. Por essa razão a sonegação tornou-se tão recorrente no Brasil. Como consequência direta da extorsão institucionalizada, os mais ricos vão embora, e acabam por levar o seu capital e seus empreendimentos consigo, o que gera mais pobreza. Isso deixa o terreno ainda mais fértil para o oportunista populismo assistencialista de esquerda. 

 

Como a esquerda é completamente incapaz de compreender que pessoas ricas não vivem em uma bolha – isoladas da civilização – mas antes o contrário, estão perfeitamente integradas à sociedade em que vivem, tudo o que se fizer às pessoas ricas terá consequências sobre as mais pobres. Quando políticos de esquerda exigem que o estado cobre mais impostos de uma determinada empresa, por exemplo, isto representa um custo agregado que a empresa irá invariavelmente repassar aos consumidores, aumentando o preço dos produtos. O que efetivamente destrói o já escasso poder de compra dos mais pobres; devemos levar igualmente em consideração o fato da esquerda ignorar completamente a inflação – o chamado imposto oculto –, que perenemente dilacera o poder de compra de todos os cidadãos. Para os pobres, cada centavo conta. Como ativistas, militantes e políticos de esquerda são todos burgueses arrogantes e egocêntricos, é óbvio que eles nunca verão as coisas pelo ponto de vista dos pobres. Por essa razão são tão nocivos, estão sempre exigindo que empresas e pessoas ricas paguem mais impostos, para custear os fetiches e a gastança desenfreada de quem vive do estado. E os pobres que se explodam se o poder de compra deles vai sendo gradualmente depauperado. Ninguém na esquerda se importa de verdade, embora sejam eficientes em dar chiliques em público e fazer showzinhos para gerar comoção e fazer média perante o eleitorado. 

 

O economista Thomas Sowell certa vez falou: “Nosso sistema tributário penaliza aqueles que estão gerando riquezas, para subsidiar aqueles que estão apenas consumindo”. Embora ele estivesse falando dos Estados Unidos, isso se aplica com muito mais rigor ao Brasil, onde a carga tributária é muito superior, atingindo níveis excruciantes. Isso afasta empresas, investidores estrangeiros, e também talentosos empreendedores nacionais, que percebem que é muito mais rentável iniciarem seus negócios em outros países, em nações onde o capitalismo não é malvisto, mas que muitas vezes é contemplado com benefícios fiscais, por gerar valor, riqueza, empregos e produtividade.    

 

A verdade é que o que gera pobreza em um país como o Brasil é o estado – um estado regulador enorme, gigantesco, infinito, com custos, burocracia e idiossincrasias exorbitantes, quase infinitas, que são uma verdadeira obstrução à criação de riquezas. Herança nefasta dos muitos anos de esquerda no poder. Onde a esquerda se prolifera, só haverá estagnação e retrocesso. As únicas coisas que ela produz são fome, desemprego, recessão, miséria, e um estado inchado, arcaico e obsoleto, não raro totalitário. Aonde não existe uma direita forte, haverá uma esquerda parasita. 

 

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