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Re-União 2017

Corra Lava Jato,corra!

April 26, 2019

Aquele que foi um dos maiores escândalos da Era PT – a compra da Refinaria de Pasadena, no Texas, EUA, pela  Petrobras  em 2006 – caminha para prescrição sem que a investigação tenha sido concluída...

Os crimes de corrupção, passiva e ativa, prescrevem em 16 anos, de modo que a Lava Jato tem menos de três anos para fechar o inquérito e entregá-lo ao juiz federal de primeira instância... E a Sociedade Brasileira terá de contar com a celeridade da Justiça para que haja punição...

Pasadena é uma velha refinaria localizada na cidade homônima, no Texas (EUA). Foi comprada pela Petrobras em duas operações sucessivas, a primeira em 2006 e a segunda em 2018. Os principais personagens em ambas as operações foram: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva;  Dilma Roussef, ministra da Casa Civil do governo Lula e presidente do Conselho de Administração da Petrobras; o delator e ex-presidiário Nestor Cerveró, diretor Internacional da Estatal entre 2003 e 2008.

QUATRO BI DE PREJUÍZO
As duas operações deram nada menos de 4 bilhões de reais de prejuízo à estatal, metade dos quais só foi compensada agora, em janeiro de 2019, já sob o governo de Jair Bolsonaro, com a venda da totalidade das ações de Pasadena à americana Chevron.

Ainda assim, até hoje não se sabe qual o valor despendido pela Petrobras na reforma e manutenção da refinaria, que fora comprada como sucata pela belga Astra Oil em 2005 por um preço 27 vezes inferior ao pago pela Petrobras no ano seguinte...A reforma não deve ter custado pouco para despertar o interesse da exigente Chevron...

CINISMO E VILANIA
A história da compra  de Pasadena foi recheada de cinismo e vilania. 

Para entendê-la, é preciso voltar no tempo quase duas décadas. Não pode ser contada sem mencionar um outro personagem relevante da trama, o bilionário belga Albert Frère, o dono da Astra Oil, entre tantas de grande porte do setor energético mundial.

Foi Dilma Rousseff, então ministra das Minas e Energia do governo Lula, quem introduziu Albert Frère no circuito palaciano brasileiro. Ele, que já era íntimo de Dilma, tornou-se amigo de Lula... e ficou no Planalto fazendo o que os bilionários mais sabem fazer: puxar o saco das pessoas certas, na hora certa... Deu dinheiro graúdo para a reeleição de Lula e até ajudou a financiar o filme (puxa-saquismo explícito), “Lula, o filho do Brasil”... 

E com certeza foi ali no ambiente palaciano que nasceram as primeiras tratativas da negociata que seria fechada em duas etapas...Primeiro, em 2006, com a compra da metade das ações de Pasadena e, em 2008, com a compra das ações remanescentes...

BELA "MÁ FÉ"
A presidente do Conselho de Administração da Petrobras, a ex-guerrilheira Dilma Rousseff, autorizou ambas as transações; ao autorizar a segunda, imposta pela justiça americana, alegou que Nestor Cerveró "agiu de má fé" ao esconder do Conselho uma cláusula contratual... segundo essa cláusula a compradora de metade da refinaria estaria obrigada a comprar a totalidade das ações caso entrasse em conflito com quem vendeu... Certamente, forjaram um conflito com a Astra para que a segunda etapa da operação fosse realizada.

A ex-guerrilheira chegaria à Presidência da República  três anos depois, mas deve ter adorado a “má fé” de Nestor Cerveró, pois este foi mantido no topo da direção da Petrobras nos seus dois mandatos presidenciais e só foi preso pela Lava Jato em 2015,por outras falcatruas...

Hoje em casa com tornozeleira eletrônica, Cerveró declarou em delação premiada que a Astra Oil pagou apenas 15 milhões de dólares de propina a funcionários da Petrobras pela compra de Pasadena... por mais essa mentira, deveria perder os benefícios da delação...

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