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Re-União 2017

Cristofobia

May 2, 2019

Logo pela manhã do dia 26, fui surpreendida por uma postagem na rede social que há uns quatros anos apelidei de Foiceburka, por seu evidente caráter ideológico. 
A autora da postagem, Paula Felix, é uma grande amiga pessoal e colaboradora deste site, e o texto em questão advém de uma discussão semântica iniciada há alguns dias. Enquanto não chegamos a um acordo sobre a terminologia, apresento o texto, para o qual peço atenção por ser relevante, importante, para a compreensão da extinção premeditada de judeus e cristãos.

 
Ei-lo: 

Há quem acredite que a perseguição muçulmana a judeus e cristãos é uma disputa religiosa, que o islã pretende superar judaísmo e cristianismo no campo teológico. Bom, isso era o que Maomé pretendia e no que acreditava nos primeiros anos de sua "revelação". Cedo, porém, o embate teológico mostrou-lhe quão rasa, tosca e impotente era a sua versão dos fatos, digamos assim (o que, aliás, prova que se alguma revelação houve, não veio do alto), restando-lhe apenas impô-la pela via militar, o que passou a fazer em Medina.

 

Há, portanto, 1.400 anos o islã não deseja superar o judaísmo e o cristianismo, apenas matar judeus e cristãos, e é por isso, para evitar a constatação da inferioridade teológica, que, nos territórios muçulmanos, é proibido, sob pena de morte, pregar outra religião. 

Ora, se no confronto teológico até o próprio islã reconhece flagrantemente sua impotência, e se no campo militar eles já não detém superioridade, como podem estar se sobrepondo à cristandade? Aí é que está. O islã não é o protagonista disso, mas, por sua natureza, está sendo usado, desde o final do século XIX, início do século XX, conscientemente, como braço armado de uma ideologia anticristã que nasceu na Europa mesmo. Foi ela, a mentalidade revolucionária, materialista, estatista, anticlerical, que seduziu os cristãos, os quais trocaram a fé que fundou-lhes a mais pujante e brilhante das civilizações pelo prato de lentilhas do bem-estar, pela proteção estatal, pela promessa da justiça social. 

 

Esvaziada da sua essência, a civilização ocidental ainda podia ser chamada de cristã, pois seguia orientada pela visão de mundo, pelos valores do judaico-cristianismo. É, pois, contra a cristandade, este coletivo amorfo ou mais ou menos amorfo de cristãos de várias denominações e mesmo não religiosos que retêm em suas vidas valores culturais e morais cristãos, que se insurge o islã.

 

Seu objetivo, repito, não é destruir o cristianismo, pois que se fosse estariam argumentando contra o cristianismo, tentando provar sua falsidade, criando heresias, desvirtuando-o. Os muçulmanos não estão interessados em fazer com que os cristãos desistam de sua fé pela deles, em pregar-lhes outra que eles próprios sabem incapaz de sair-se melhor num embate teológico (e nos valores que orientam a vida quotidiana também, diga-se). Igualmente, não pretendem, com o terrorismo, fazer com que os cristãos verdadeiros desistam de sua fé. Eles e nós sabemos muito bem que, perseguidos, a tendência dos fiéis cristãos é se tornarem ainda mais fiéis, e a da igreja cristã é crescer.

 

Ora, o terrorismo é, por definição, propaganda, e esta, em específico, destina-se, na cristandade, àquelas pessoas que, orientando-se por valores cristãos, não cultivam, contudo, a fé. Estas sim, tendem a se assustar e, pensando que a perseguição islâmica se limitará aos religiosos, se acovardar, entregando-os, entregando os fiéis cristãos, aos "radicais", acreditando que, em troca, serão deixados em paz. O objetivo do terrorismo muçulmano é, portanto, criar, na cristandade, o pensamento de que os radicais islâmicos (terroristas) e os "radicais" cristãos (os que vão à igreja) se equivalem, que este é um assunto pra eles decidirem entre si, e que eles, a cristandade não religiosa, se equivalem aos muçulmanos não radicais que, quando os radicais de ambas as religiões se matarem, desfrutarão de um congraçamento pacífico e mutuamente tolerante.

 

Levada a crer nisso por sua pusilanimidade, por sua covardia, pela mornidão nauseabunda de seus princípios, por deixar-se guiar pelos inimigos de sua fé, que elegeram em troca de conforto, a cristandade fecha os olhos à cristofobia, como antes já fechou ao antissemitismo, o qual, não por coincidência, recrudesce no ocidente. É por isso que quando estiverem se congratulando pela paz obtida sobre o sangue dos mártires que por omissão ajudaram a derramar, lhes sobrevirá repentina destruição.

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