© Todos os direitos reservados

Re-União 2017

Mourão,de esquerda?

May 4, 2019

As declarações e as atitudes recentes demonstradas pelo vice-presidente, Hamilton Mourão, tem deixado os brasileiros cada vez mais desconfiados e apreensivos com relação à sua pessoa; acima de tudo, quem ele realmente é, e a quem ele de fato serve. Indivíduo que foi escolhido por antagonizar a esquerda com mordacidade, agora – mostrando-se favorável ao aborto, posando para fotos sorridentes ao lado de FHC e atacando frontalmente o governo do qual ele deveria ser a salvaguarda – Mourão se mostra uma figura duvidosa, saturada de ambiguidades, pretensiosa e egocêntrica. O que ele realmente pretende, afinal? Quais são suas verdadeira intenções? A direita brasileira – bem como o restante do povo brasileiro – que votou em peso no presidente Bolsonaro justamente para tentar escapar do totalitarismo globalista, da tirania progressista do PT e do iminente processo de venezuelização do país, foram todos traídos? É bem possível. 

 

Evidentemente, nunca vamos saber ao certo quais são as reais intenções de Mourão, embora o tempo, juntamente com suas atitudes, possam nos dar alguma ideia. No entanto, sua prepotência e ambição em desarticular o novo governo são altamente suspeitas. Agora, mais do que nunca, precisamos observá-lo. O militar da reserva pode estar subordinado a interesses escusos que nem sequer imaginamos. E sua aproximação com a esquerda a com a mídia nacional são igualmente preocupantes.  

 

Só porque um indivíduo é militar, não significa que ele não tenha simpatia pela esquerda, ou não seja um socialista convicto; ele pode simplesmente estar mantendo suas convicções em segredo. Erramos ao acreditar que um militar é de direita pelo simples fato de ser um militar, ainda que o exército brasileiro tenha uma relevante tradição anticomunista. As forças armadas, enquanto instituição, sem dúvida merecem o louvor e a gratidão do povo brasileiro. Nos salvaram do comunismo duas vezes; a primeira vez em 1935, quando foi deflagrada a Intentona Comunista, e quase trinta anos depois, durante a contra revolução de 1964. Este país só não foi transformado em um deplorável inferno totalitário graças à atuação resoluta dos guardiões fardados da nação. 

 

No entanto, sempre existiram militares simpatizantes da esquerda política nas forças armadas. Isso é um fato incontestável. A caserna nunca foi capaz de se livrar permanentemente da tradição marxista-leninista. Para que o leitor tenha uma ideia da gravidade do problema, saiba que foram militares que deflagraram a Intentona Comunista; no entanto, eles foram vencidos em combate quando militares legalistas receberam ordens do governo federal para conter o levante e encarcerar os amotinados. 

 

Há algumas décadas atrás, foi publicado postumamente um livro escrito pelo militar Sylvio Frota, intitulado “Ideais Traídos – A mais grave crise dos governos militares narrada por um de seus protagonistas”. Neste livro, Sylvio Frota relata como os governos militares inclinaram-se ostensivamente para a esquerda em políticas externas e econômicas, e afirma sem pudor algum que indivíduos notórios, como o presidente Ernesto Geisel, estavam totalmente alinhados com a esquerda política. Portanto, um indivíduo não se torna confiável pelo simples fato de ser um militar. Farda não é atestado de idoneidade ou integridade. É sumariamente necessário compreendermos isso. 

 

Outra coisa que precisamos entender é que estamos no meio de uma guerra política e ideológica sem precedentes na história. De um lado, temos os globalistas, desesperados para entregar o país para a Nova Ordem Mundial; do outro, temos os nacionalistas, que querem um Brasil para os brasileiros. O primeiro grupo vai fazer de tudo para cooptar integrantes do atual governo. Eles não jogam por regras honestas – estamos lidando com coalizões variadas de grupos diversos, dispostos a tudo para alcançar os seus objetivos. O mais urgente deles é entregar o Brasil para o mercado financeiro internacional. No atual cenário político, altamente turbulento, não haverá paz, normalidade ou calmaria. É uma ilusão pensar assim. A luta e a vigília serão sempre permanentes. Nos resta tentar decifrar como eles irão jogar esse jogo. Será que pretendem derrubar Bolsonaro e colocar Mourão no seu lugar? Mourão atuaria então como um fantoche dos globalistas, uma ferramenta política facilmente manipulável e disposta a implementar a agenda totalitária da ONU no Brasil? É bem possível. No entanto, não há como saber ao certo o que farão, ao menos por enquanto. No entanto, as aberrações que Mourão profere, como pedir, por exemplo, que Jair saia da direita e vá para o centro, fornece pistas interessantes sobre suas sórdidas intenções políticas.  

Infelizmente, há esquerdismo por todo o lugar. O Brasil não se livrará tão cedo desta maldição. Nós precisamos permanecer atentos, e aprender a identificar os inimigos. Eles estão infiltrados em todos os lugares. Até mesmo nas forças armadas. O momento não é de tranquilidade, mas de observação dinâmica, sagacidade e estratégias inteligentes. 

Share on Facebook
Share on Twitter
Please reload

Posts Em Destaque

Flagrante atentado à ordem pública

November 19, 2019

1/10
Please reload

Arquivo
Please reload

Siga
  • Facebook Basic Square
  • Twitter Basic Square
  • Google+ Basic Square