© Todos os direitos reservados

Re-União 2017

Esquerda não compreende o pragmatismo da realidade

May 10, 2019

A esquerda, com o seu cansativo fetiche por um estado grande, mostra que não compreende de forma alguma os elementos que viabilizam a ação humana. Como ela deseja fomentar a pobreza – pois este é o seu capital político – ela é completamente indiferente aos problemas e obstáculos que um estado regulador soviético invariavelmente cria em uma sociedade. Um destes obstáculos é a aviltante burocracia estatal, que dificulta a geração de riquezas e a prosperidade, que é imprescindível para se combater a pobreza. 

 

O grande problema da esquerda é dar uma ênfase absurda à sua ideologia, ao passo que ignora completamente o pragmatismo da realidade.

A realidade, por exemplo, já mostrou dezenas de vezes que o socialismo não funciona, mas a esquerda política insiste na implementação desta utopia, sem atentar para as suas consequências lógicas.

Por quê? Porque são indivíduos comprometidos com uma ideologia, e não com o indivíduo, tampouco com o progresso e o desenvolvimento da sociedade. Militantes progressistas ignoram completamente o pragmatismo da realidade, tanto quanto ignoram os impulsos e as deficiências inerentes à natureza humana. O estado é uma estrutura de poder, e como tal, sua maior prioridade será a expansão discricionária do seu poder, e não as necessidades da população. A classe política aumenta a carga tributária constantemente porque os dirigentes governamentais desejam ficar ricos, e não porque estão morrendo de vontade de ajudar os pobres. A esquerda, no entanto, tende a ignorar todos estes fatos. Para eles, o importante é implementar o socialismo, não importa se isso vai gerar totalitarismo, escravidão institucionalizada, miséria crônica, servidão compulsória e carnificinas famélicas. A especialidade da esquerda é ignorar as urgências e deficiências da realidade, em sua insistência infantil para implementar uma fantasia política. 

 

A esquerda, além de não ser racional, é excessivamente sentimental; não raro esquerdistas ficam sinceramente ressentidos quando um pobre, um negro da periferia ou um ambulante é maltratado ou discriminado, no entanto eles são completamente incapazes de lutar contra o inimigo correto, e buscar soluções viáveis para os problemas que eles aparentemente “tentam resolver”. Acreditam ingenuamente que o positivismo legalista do estado é a solução para tudo. Por exemplo, para a pobreza, a única coisa em que são capazes de pensar é em assistencialismo estatal. Isso ajuda os pobres temporariamente, mas se eles não tiverem uma chance de sair da pobreza, serão dependentes do estado pelo resto de suas vidas. Os pobres tem o direito de se desenvolver e ter objetivos como todas as pessoas, sem discriminação. Não devem ser tratados como mascotes políticos inferiores e incapazes, obrigados a se contentar com as migalhas que o estado lhes dá, enquanto a classe política, que nada produz, fica cada dia mais rica. Outra solução seria reduzir os impostos efusivamente – todos eles, tanto os diretos quanto os indiretos –, pois o pobre deve ficar com o fruto do seu trabalho. Não é moralmente correto que, tendo que lutar arduamente pela sobrevivência, os pobres sejam compelidos a dar 70% da sua renda para o estado, para sustentar os marajás políticos. 

 

No que diz respeito à pobreza, a solução mais eficaz é lutar ostensivamente por liberdade econômica. Começamos removendo toda a burocracia, todos os obstáculos e todos os custos para se abrir micro, pequenas e médias empresas, assim permitindo que os pobres possam ser donos do próprio negócio. No Chile, por exemplo, um pobre pode montar sua sapataria na garagem da sua casa, e regularizar a sua empresa gratuitamente. No Brasil, além da burocracia aviltante, os custos são proibitivos, o que deixa o pobre permanentemente atrelado à sua condição de pobreza, e relegado pelo resto de sua vida à informalidade. Se ele for ousado o suficiente para montar o seu próprio negócio, ele terá que pegar um empréstimo em algum banco, e vai começar sua jornada de empreendedor extremamente endividado. No Brasil, a burocracia estatal também é terrível para quem pretende montar uma empresa em área residencial; dependendo do tipo de negócio, é proibido, o que obriga os pobres a terem que arcar com custos agregados, como o aluguel de algum imóvel comercial. Ou seja, no Brasil sempre se fez de tudo para que os pobres permanecem pobres indefinidamente. Isso quando não retrocedem, tornando-se paupérrimos indigentes que vivem abaixo da linha de pobreza. Tudo por culpa do estado, que dificulta o empreendedorismo, e por conseguinte, a geração de prosperidade. 

 

Recentemente, Bolsonaro informou que pretende estimular a economia, removendo ao menos uma parte da excruciante burocracia que serve como um dos principais obstáculos ao empreendedorismo. O presidente recentemente assinou uma medida provisória que beneficia pequenas e médias empresas, permitindo que estas iniciem as atividades em até dois dias, sem necessidade de alvará. Ainda que mais medidas liberalizantes sejam necessárias, é um excelente começo para fomentar o empreendedorismo no Brasil.  

 

Antiempreendedorismo e anticapitalismo são metástases socialistas, que fomentam a pobreza, a miséria e a servidão. Um governo efetivamente dinâmico e eficiente deve criar facilidades para que o pobre saia de sua condição de pobreza, e torne-se um empreendedor de sucesso. Assistencialismo é um paliativo que não ataca as causas do problema. Mas isso é explicado pelo fato da esquerda desejar manter a população no maior nível de pobreza possível, pois a miséria é o seu capital político. Criar indivíduos altamente dependentes do estado é a sua grande prioridade.  

Share on Facebook
Share on Twitter
Please reload

Posts Em Destaque

Flagrante atentado à ordem pública

November 19, 2019

1/10
Please reload

Arquivo
Please reload

Siga
  • Facebook Basic Square
  • Twitter Basic Square
  • Google+ Basic Square