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Re-União 2017

Xi Jinping – Ditador genocida inimigo da humanidade

May 15, 2019

 

Desde que tornou-se o líder supremo do dragão asiático em 2012, absolutamente tudo na China – com a possível exceção dos projetos governamentais desenvolvimentistas, que em absolutamente nada ajudam a população, e que foram financiados por enorme expansão de crédito artificial, cujo débito muito em breve vai gerar a mais dramática recessão financeira da história – piorou sistematicamente. E a liberdade da sociedade, que diga-se de passagem, nunca foi lá essas coisas, nem mesmo no tempo da China imperial, está gradualmente se esfacelando, para aos poucos deixar de existir. 

 

Xi Jinping é um ditador malévolo, brutal e terrivelmente sistemático, que está concentrando uma incomensurável quantidade de poder e atribuições em sua pessoa, como não se via desde os tempos do ditador Mao Tsé-tung. Sem dúvida nenhuma o homem mais poderoso da China em décadas, em uma conferência do Partido Comunista Chinês realizado há alguns meses, o déspota afirmou que pretende estabelecer uma unidade de pensamento e objetivos entre os seus correligionários, e não permitirá qualquer espaço para divergências. 

 

Com o sistema de crédito social controlando de forma discricionária, arbitrária e inflexível a vida de um bilhão e quatrocentos milhões de habitantes – com penalidades que infligem restrições pessoais e profissionais severas a quem não obedece as diretrizes governamentais em absolutamente tudo –, Xi Jinping pretende também erradicar o que considera ser o maior obstáculo para a sua soberania pessoal: a religião. 

 

A política oficial de estado é o ateísmo marxista-leninista. Acreditar em Deus, Cristo Jesus ou ter qualquer afiliação religiosa é uma grave ofensa penal. Embora nunca tenha existido liberdade religiosa na China, desde que Xi Jinping assumiu o poder, tudo se tornou proporcionalmente pior. 

 

O cristianismo sempre encontrou resistência e hostilidade por parte de diversos governos desde que começou a disseminar-se, tanto no ocidente como no oriente. A ojeriza ao cristianismo não é nova ou recente, muito pelo contrário. No Japão, houveram períodos terríveis de proscrição e perseguição a cristãos. Na China, nunca foi diferente. Quando o missionário presbiteriano Robert Morrison chegou na China em 1807, ele próprio não sabia que encontraria tanta hostilidade. Naquela época, o trabalho missionário era restrito a algumas poucas localidades, sendo ostensivamente proibido no resto do país. Determinado a ensinar o cristianismo para os chineses, Morrison pretendia também traduzir a Bíblia para o mandarim; não obstante, naquela época os chineses eram proibidos de ensinar o seu idioma para estrangeiros, sob pena de morte. O missionário, no entanto, conseguiu encontrar pessoas dispostas a lhe ensinar a língua, mas para não levantar suspeitas – e sobretudo para não colocar em risco a vida das pessoas que lhe ensinavam o idioma –, Morrison ficou um ano sem sair de casa. Depois de muito estudo, no entanto, ele conseguiu aprender o mandarim, e levou vinte e cinco anos para traduzir integralmente a Bíblia para este idioma.  

 

A vida na China para Morrison não foi nem um pouco fácil. Ele enfrentou obstáculos imensos em sua trajetória de evangelização. Em certas ocasiões, houveram pessoas que descobriram ou desconfiaram que ele estava tentando aprender mandarim, e exigiram dinheiro do missionário para não contar as autoridades o que ele estava fazendo. Morrison, evidentemente, cedia à extorsão para não colocar em risco as pessoas que o ajudavam. De certa maneira, a história do missionário Robert Morrison é um excelente exemplo das enormes dificuldades generalizadas que o cristianismo sempre enfrentou na China. 

 

É verdade, no entanto, que hoje a perseguição é sistemática, sendo dirigida a todas as religiões. Budistas, muçulmanos, cristãos, falun gongs, são vítimas de uma violência nefasta, institucionalizada como política de estado, executada com o objetivo de homogeneizar a sociedade à força, e deixa-la de acordo com os parâmetros estabelecidos pela sórdida ideologia do Partido Comunista. Nos campos de detenção, internamento e doutrinação do estado – onde pessoas religiosas são forçadas a renunciar às suas crenças espirituais para substituí-las compulsoriamente pela ideologia oficial do estado e por uma lealdade absoluta para com o governo chinês – já existem até mesmo fornalhas para incineração industrial de cadáveres, instaladas para eliminar rapidamente os restos mortais dos internos que sucumbem em decorrência dos abusos e da tortura excruciante de que são vítimas, e também para impedir que parentes e familiares reclamem o corpo, e deem ao mesmo um funeral religioso. Não, caro leitor, qualquer semelhança com a Alemanha nazista não é mera coincidência. Um genocídio está acontecendo na China neste exato momento, e como lá tudo é controlado pelo estado, obviamente não existem jornalistas independentes para investigar, escrever, relatar e divulgar esta sucessão de crimes contra a humanidade que estão sendo perpetrados pelo governo totalitário. Ao menos, não na extensão e com a profundidade que uma trágica fatalidade desta proporção mereceria. Atualmente, mais de um milhão de muçulmanos uigures são mantidos em campos de detenção.  

 

Desde que Xi Jinping assumiu o poder, a violência e a agressão do governo contra pessoas inocentes tornou-se uma ferrenha e irrevogável política de estado. O déspota tornou-se tão poderoso que até mesmo suas convicções políticas foram incorporadas à constituição. Sua teoria política – chamada de O Pensamento de Xi Jinping sobre o Socialismo com Características Chinesas para uma Nova Era – contém quatorze princípios que, na prática, fortalecem a supremacia do totalitarismo de estado. Para ele, o que realmente importa é a sumária e ilimitada expansão do seu poder. Xi Jinping também removeu a cláusula que limitava o termo presidencial a dois mandatos consecutivos – instituído por Deng Xiaoping em 1982 –, o que abre caminho para o déspota se perpetuar indefinidamente no poder. 

 

O chamado “Sonho Chinês” – uma espécie de slogan não-oficial do Partido Comunista, cujo conceito abstrato e bastante difuso é alardeado como um conjunto de crenças que estabelecem a promessa de um novo futuro para a nação – tornou-se nos anos recentes um elemento indispensável da retórica política que destaca a centralização do papel de liderança que Xi Jiping desempenhará de maneira cada vez mais contundente na sociedade chinesa. Basicamente mais um instrumento de propaganda do regime, o conceito está indiretamente ligado a expansão do papel que a China desempenhará no mundo, ao mesmo tempo que internamente alcançará um nível de progresso que irá supostamente torna-la uma das nações mais desenvolvidas e sustentáveis do globo terrestre. 

 

Tudo o que o governo chinês faz, realiza com a ambição de expandir suas tecnologias e potencialidades autócratas. Evidentemente, a China pretende vender o sistema de crédito social – que é extremamente sedutor para ditaduras – para tantos países quanto possível, inclusive para o Brasil. Lembre-se da maior gafe do ano, quando deslumbrados integrantes do PSL foram até a China para trazer a tecnologia digital de reconhecimento facial, que já está sendo implantada em muitas cidades brasileiras. Sob o pretexto de proteger a população de criminosos e infratores, está sendo instalado no país inteiro uma tecnologia de estado policial, que poderá reconhecer qualquer cidadão em qualquer lugar em questão de segundos. E você pode usar boné ou óculos escuros sem problema nenhum. Depois que você tiver sido cadastrado, e todas as informações sobre você tiverem sido devidamente registradas em uma grande base governamental de dados virtuais – o que incluirá, evidentemente, cada milímetro da sua composição anatômica, especialmente o seu rosto – o algoritmo do programa poderá reconhece-lo da mesma maneira através de uma leitura exata da sua composição facial, com uma margem mínima de erro.  

 

Está na hora de entender que o perigo vem da China.

Eles não são nossos amiguinhos. Eles estão “ajeitando a casa”, por assim dizer, – ou seja, ajustando o país de acordo com as diretivas políticas de Xi Jinping, fazendo isso com extrema violência – ao mesmo tempo que estão empregando técnicas sutis, porém diversificadas, para colonizar o resto do mundo. Com a China, não podemos baixar a guarda nem por um segundo. Uma única distração basta para sermos convertidos em simplórios serviçais de uma brutal, cibernética e totalitária tecnocracia. 

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