© Todos os direitos reservados

Re-União 2017

A expansão do Big Brother na China

May 27, 2019

O sistema de vigilância que existe hoje na China é muito mais sofisticado do que as pessoas pensam. A expansão de aplicativos utilizados por empresas de tecnologia está nas mãos da polícia e das agências de inteligência, que podem rastrear e identificar cidadãos através de aplicativos digitais, que fazem o reconhecimento facial de um determinado individuo, comparando a análise virtual recebida com documentos de identificação. Diversos aplicativos estão diretamente conectados a uma ampla bases de dados – conhecida como Plataforma de Operações Conjuntas –, onde estão cadastradas todas as informações sobre o cidadão, como por exemplo quem são seus familiares, qual é sua filiação religiosa, quais são suas convicções e posições políticas, onde o indivíduo trabalha, entre muitos outros dados relevantes. Toda a tecnologia é desenvolvida por enormes conglomerados e grandes corporações multinacionais, que operam como se fossem extensões cibernéticas do governo chinês. Tudo deliberadamente arquitetado com um só propósito: saciar o voraz fetiche por controle absoluto do estado totalitário.  

 

Algumas poucas organizações internacionais – como a Human Rights Watch – protesta contra este abuso cometido pelo governo, que praticamente não concede nenhuma privacidade aos cidadãos. Sendo o país que mais tem câmeras espalhadas pelo mundo – hoje são aproximadamente duzentos milhões, espera-se que fique maior, no entanto, com um número estimado em seiscentos milhões para os próximos anos –, a vigilância na China se torna cada vez mais abrangente, concêntrica, ininterrupta e absoluta, expandindo-se de forma irrefreável, sem barreiras, restrições ou limites. Aproxima-se o momento em que os chineses serão meticulosamente vigiados até mesmo no interior de suas próprias residências, e todos os aspectos de suas vidas serão totalmente monitorados e esquadrinhados pelo estado. 

 

Quando o governo decidir capturar ou prender um cidadão suspeito de ter cometido alguma infração, o mesmo poderá ser facilmente encontrado pela polícia, que terá acesso a todas as suas informações, que estarão disponíveis na Plataforma de Operações Conjuntas. Desta maneira, todos os cidadãos ficarão reféns do estado, podendo ser facilmente encontrados a qualquer hora e presos a qualquer momento, por terem praticado qualquer coisa que ofenda o estado onipotente. Em um estado compulsoriamente ateu – onde a crença oficial é o ateísmo marxista-leninista –, até mesmo uma oração pode ser considerada um crime hediondo pelo governo totalitário. Como ficam os direitos do indivíduo neste momento? 

 

Empresas como a China Electronics Technology Group, a Megvii, a Alibaba Group Holding e a Huawei são algumas das corporações envolvidas na criação dos diversos componentes da tecnologia digital que está sendo usada para vigiar a população, e deixa-la refém das arbitrariedades autocráticas do estado. O que mais impressiona no sistema é a precisão e a rapidez. Um indivíduo qualquer pode ser identificado em questão de minutos, e a margem de erro é tão pequena que pode ser considerada insignificante. Dependendo da ferramenta digital a ser usada, assim que o indivíduo é identificado, todas as informações associadas a ele, armazenadas no banco de dados, são imediatamente divulgadas. 

 

Evidentemente, este é o fim da privacidade para os chineses, e dissidentes políticos temem muito este sistema, que além de desnecessário, poderá ser usado pelo governo para caçar opositores políticos, e prendê-los por qualquer pretexto. Muitos chineses já se tornaram mais cautelosos e começaram a mudar a sua rotina, em função do vigilantismo permanente rigorosamente empreendido pelo governo totalitário. 

 

Infelizmente, o que não faltam são tolos ingênuos que acham que esse sistema existe para ajudar a população, e permitir que a polícia identifique criminosos com mais facilidade. Ainda que isso possa acontecer, não é esta a razão principal por trás da implementação deste sistema. Ele é o suporte, o alicerce, a estrutura de uma ferramenta de controle de larga escala, cuja implantação, ao menos em algumas cidades e aeroportos brasileiros, já está acontecendo. 

 

Os chineses não tem mais liberdade ou privacidade para nada. E com a instalação de mais quatrocentos milhões de câmeras – que deverá ocorrer em breve –, a situação deles irá piorar drasticamente. Pelo andar da carruagem, infelizmente tudo indica que aqui no Brasil estamos trilhando o mesmo caminho. A Nova Ordem Mundial segue implacável no seu processo irrefreável de conquista, domínio, controle e monitoramento do mundo, enquanto a maioria das pessoas seguem sonolentas, letárgicas e apáticas, completamente obtusas para o fato de que uma abominável ditadura global está sendo implantada bem debaixo dos seus olhos. 

Share on Facebook
Share on Twitter
Please reload

Posts Em Destaque

A Pandemia Covid-19 e a Nova Ordem Mundial

March 24, 2020

1/10
Please reload

Arquivo
Please reload

Siga
  • Facebook Basic Square
  • Twitter Basic Square
  • Google+ Basic Square