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Re-União 2017

Especialistas da Globo

June 7, 2019

Não, eles não são idiotas ! São capazes de negar – concluo pelas bobagens que pronunciam - até as suas mais profundas convicções para não perder a oportunidade, única, de aparecer em rede nacional e ter os seus 30 segundos de glória na telinha da emissora-líder.

Em campanha deliberada contra o novo governo, impressiona o estoque de “especialistas” que a TV Globo tem à disposição para sustentar essa causa...

Já há uma infinidade de exemplos, mas aqui neste artigo mencionarei apenas dois – os mais, digamos, acintosos: bombardeiam impiedosamente o decreto governamental que flexibiliza o porte de arma pelos cidadãos comuns e começam também a combater com ferocidade a iniciativa do governo para quebrar pela espinha a próspera e perversa indústria de multas de trânsito que assola o país...

CENÁRIOS TERRÍVEIS
Engajados na batalha global contra o governo, os “especialistas em segurança” traçam cenários apocalípticos e sombrios para prever o que acontecerá com o Brasil caso o porte de arma seja flexibilizado...

Não fazem nenhuma menção ao fato de o país ter realizado um referendo pela posse de armas em 2005 (início do primeiro mandato de Lula) quando a maioria esmagadora da população, do Oiapoque ao Chuí, votou a favor da posse de arma. E foi o PT, com ajuda dos demais partidos da esquerda corrupta, que deu o drible da vaca na vontade popular, fazendo campanha intensiva pelo desarmamento.

Esse drible da vaca teve, é claro, motivação ideológica porque uma população desarmada atura as falsas ideologias e a corrupção muito mais facilmente, a exemplo do que ocorre hoje na bolivariana Venezuela, onde o regime bandalho e autoritário de Maduro foi precedido de desarmamento intensivo da população civil...

CRIMINALIDADE SUBIU
Fora a face político-ideológica, ainda assistimos no Brasil à feroz escalada da criminalidade nos últimos 15 anos da chamada Era PT e nenhum “especialista” chega a considerar que assassinos, ladrões, estupradores e feminicidas, tiveram ampla liberdade de ação justamente por encontrar suas vítimas desarmadas e indefesas...

Ninguém para considerar também que apesar das restrições legais nunca faltaram armas – e armas pesadas – para narcotraficantes e milicianos e nem mesmo para os autores das chacinas recentes em escolas, como nos casos do Realengo e de Suzano...

NO TRÂNSITO, MAIS BLÁ, BLÁ, BLÁ
Também não faltam “especialistas” em segurança no trânsito para, diante das câmeras da Globo, brandir sinistroses a ocorrer com as modificações que o presidente Jair Bolsonaro pretende introduzir no Código Nacional de Trânsito que entrou em vigor em setembro de 1997 e teve multas e punições elevadas em várias ocasiões.

A contar da última década do Século 19, os motoristas, sentindo no bolso e na carteira de habilitação, a força punitiva do novo Código, tiraram o pé do acelerador e as mortes no trânsito estacionaram por cerca de 15 anos na marca de 35 mil mortes/ano...

Já era muito se comparado ao índice registrado nos países desenvolvidos onde o trânsito matava no máximo oito mil pessoas por ano, mas não era tanto quanto nos países subdesenvolvidos onde o trânsito sempre matou acima de 50 mil pessoas/ano...

A DESCOBERTA DO RADAR
De repente, os prefeitos brasileiros, os governadores e órgãos federais descobrem o radar... parecia que havia entre eles uma aposta para ver quem implantava mais radares ou, simplesmente, quem arrecadava mais em multas...

Os especialistas da Globo não conseguem enxergar que os radares são apenas punitivos e nada educativos... há organismos do sistema nacional de trânsito que recebem uma fração de todas multas aplicadas no Brasil para lançamento de campanhas educativas mas o dinheiro é desviado para outras finalidades e o trânsito brasileiro fica a cada dia mais deseducado e mortífero...

Para se ter uma ideia do poder de fogo da “indústria de multas”, só nos três primeiros meses de 2018, segundo dados do Registro Nacional de Infrações de Trânsito (Renainf), foram aplicadas no Brasil nada menos de 15,4 milhões de multas.

MORTES NÃO CONTABILIZADAS
Embora os números sejam imprecisos, pois as mortes ocorridas meses depois do acidente e em consequência de traumas e sequelas não são contabilizadas, a barreira das 35 mil mortes já foi ultrapassada há vários anos.

O Observatório Nacional de Segurança Viária contabilizou, em 2018, nada menos de 47 mil mortes, com elevação assustadora dos acidentes com motos...

Não precisa ser especialista para concluir que enfrentamos a falência completa do código de trânsito e que é preciso pensar – e com urgência - num novo modelo regulatório que troque a punição pela educação e que envolva intensivamente a participação dos municípios.

A rua, a avenida e a rodovia estão dentro do território municipal e são as prefeituras, com os acréscimos de receita que virão da reforma do modelo federativo, que devem cuidar da manutenção, da fiscalização e da segurança do trânsito.

O presidente Jair Bolsonaro só fez dar o pontapé inicial nas mudanças que hão de vir...

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