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Re-União 2017

Por que o socialismo foi um fracasso tão descomunal?

June 12, 2019

O socialismo não vai fracassar. Ele já fracassou. 

Entender o que é, de fato capitalismo, e o que ele representa em nossas vidas, ajuda a contextualizar nossa compreensão a respeito do eterno conflito ideológico existente entre o capitalismo e o socialismo. São dois modelos de gestão política e social tão diferentes que, na verdade, não deveriam nem ser comparados. Eles não chegam nem mesmo a ser a antítese um do outro, pois não possuem valores ou uma simetria organizacional similar. O socialismo em si, embora possa ser considerado uma ideologia comunal e política, é antes de tudo um sistema de governo, ao passo que capitalismo não é um sistema de governo, mas um padrão de desenvolvimento inerente à cultura de mercado. A justaposição destas duas formas de encarar o mundo não é de todo coerente, pelo fato do socialismo e do capitalismo não serem, tecnicamente, paradoxais. De um ponto de vista prático, no entanto, ambos poderiam sim, ser considerados a antítese um do outro, pois divergem em praticamente tudo: ao passo que o capitalismo promove o desenvolvimento e têm a liberdade como prerrogativa fundamental de sua essência, o socialismo causa estagnação, retrocesso e empobrecimento. Portanto, sempre que forem comparados – sempre que um for posicionado ao lado do outro, e seus prós e contras forem devidamente mesurados –, o modelo capitalista vai ganhar em todos os aspectos. Entenda porquê.

 

Em primeiro lugar, o que a grande maioria das pessoas tem dificuldade de assimilar e compreender – especialmente socialistas – a respeito do capitalismo, é que, ao contrário do comunismo e do socialismo, o capitalismo não é um sistema. O capitalismo surgiu de forma orgânica e natural, como um padrão de desenvolvimento social inerente à necessidade de sobrevivência humana. Ao contrário do comunismo e do socialismo, nunca precisou ser implementado à força, e jamais precisou erradicar ou suplantar um outro modelo pré-existente para se estabelecer. Pelo contrário, ele preencheu uma enorme lacuna de necessidades humanas, ao promover o desenvolvimento comercial e social, e suplantar a prática da agricultura de subsistência, quando se plantava o próprio alimento para sobreviver. Ou seja, ocorreu uma sofisticação dos meios de produção, que vieram atrelados a uma cultura de fomento mercantil. Com o desenvolvimento da cultura de mercado, passou a existir a necessidade de produção. E a necessidade de produção passou a fomentar a cultura de mercado. Com isso, as mais antigas sociedades e civilizações humanas passaram por um colossal nível de desenvolvimento, que acabou fomentando ainda mais desenvolvimento quando o mercado, ao gerir a necessidade de se realizar comércio – e o comércio, por sua vez, passou a alimentar a necessidade produtiva do mercado – viabilizou o contato entre diferentes povos, tribos e civilizações. Isso permitiu troca de mercadorias e comercialização de produtos que, em outras circunstâncias, seriam extremamente inacessíveis. Cerca de um milênio antes de Cristo, os fenícios já dominavam o comércio marítimo em quase toda a região do Mediterrâneo, e constituíram o que veio a ser uma das primeiras talassocracias do mundo antigo. E o que é uma talassocracia? É um império baseado no comércio marítimo. E o que é comércio? É capitalismo, simples, puro, bruto e direto (ou um dos inúmeros aspectos que o constitui). Mas os fenícios não inventaram o capitalismo, assim como eles também não inventaram o comércio. Apenas deram continuidade ao desenvolvimento de uma sofisticada prática de sobrevivência, que já vinha sendo executada há séculos, por muitos outros povos que vieram antes. Compreendeu quão longe é possível regressar no passado, ao se rastrear a história do livre mercado, e do desenvolvimento da cultura de intercâmbio comercial?  

 

O socialismo e o comunismo, por outro lado, além de serem extremamente recentes, podem sim, ser considerados sistemas. Eles foram deliberadamente criados, através de estudos analíticos e desenvolvimentos teóricos. Como um sistema formulado através de padrões metodológicos, para funcionar no mundo real, ele precisaria primeiramente ser implantado. Mas para ser implantado, ele deveria suprimir o padrão organizacional de desenvolvimento social que o precedeu, o do capital de mercado, que é primariamente baseado em liberdade e livre iniciativa. E isso já aconteceu? Sim, já aconteceu. E quais foram os resultados? A história nos mostra. Foram os piores, os mais desastrosos, desumanos e deploráveis possíveis. 

 

Ao analisarmos com profundidade a história de países comunistas, como União Soviética ou Camboja, tudo o que eles experimentaram foi um nível de horror, brutalidade, morticínio e retrocesso sem precedentes na história humana, em escala mundial. Mas por que isso aconteceu? Porque os sistemas socialistas e comunistas estão alicerçados em métodos, apontamentos analíticos e diagramas sociológicos completamente equivocados. E aquilo que já está errado na teoria não pode dar certo na prática. Embora existam muitos mais, vamos abordar aqui cinco dos principais equívocos cometidos pelos modelos comunista e socialista.

 

1º – Primazia do estado sobre tudo e sobre todos

 

Esse é o maior, mais grosseiro, abominável e indesculpável de todos os erros, sem dúvida nenhuma. Abre caminho para sistemas de governo perigosos, como absolutismo e totalitarismo, conhecidos pela prática do abuso de poder, e pela total supressão das liberdades individuais e da violação dos direitos humanos. Para uma sociedade funcionar de forma plena, deve-se fazer exatamente o contrário. O estado deve ser limitado em todos os aspectos e quesitos possíveis, interferindo na vida do cidadão apenas quando necessário. A proteção ao indivíduo deve ser impreterivelmente promulgada por uma constituição que sistematiza e esclarece os direitos e as liberdades individuais do cidadão como uma prioridade irrevogável, fundamental e intransponível, ao passo que as limitações do estado – aonde este pode interferir, aonde não pode e aonde deve interferir – serão igualmente estabelecidas. Não obstante, o indivíduo deve ser maior que o estado, e o estado, por sua vez, têm a obrigação de funcionar como uma alavanca, ou ferramenta de auxílio para o desenvolvimento do indivíduo. O cidadão, em troca, deve contribuir para o progresso pleno e funcional da sociedade, e para isso deve ser correto, honesto, produtivo e cordato, e pagar os seus impostos em dia, contanto que estes não sejam exorbitantes. O estado fica na obrigação de fornecer saúde, segurança, áreas de lazer e bem-estar social e ruas limpas, entre outros serviços primários e secundários. Ponto final. Esta é toda a interação que deve existir entre estado e indivíduo. E este sistema de governo existe? Sim, existe. Chama-se democracia. Funciona com níveis de eficiência diversos e variados, dependendo do país em que se vive. Pode ser esplêndido, se você vive na Islândia, na Finlândia ou em Singapura, pode ser razoável, se você vive no Uruguai, no Chile ou na Croácia, pode ser precário, se você vive no Brasil, no México ou na Guatemala, e pode ser deplorável, se você vive no Nepal, em Bangladesh ou na Somália. Mas o que ocorre no socialismo? 

 

No socialismo, ocorre exatamente o contrário. O estado é absoluto, e a completa e total supressão das liberdades individuais é a norma padrão. O estado vive única e exclusivamente para si próprio, e sendo totalitário, tem o poder de definir todos os aspectos concernentes à vida do indivíduo. Na Coréia do Norte, por exemplo – que ironicamente têm como nome oficial a pomposa e falaciosa nomenclatura de República Popular Democrática da Coréia – até mesmo os cortes de cabelo são regulamentados pelo estado: dez modelos diferentes para os homens, e dezoito para as mulheres. Isso até o ditador Kim Jong-un determinar que todos os homens deveriam ter o mesmo corte de cabelo que ele. A ausência de elementos democráticos constitucionais intensifica o caráter autoritário desta forma de governo, que permite que este tipo de abuso seja não apenas recorrente, mas ostensivamente comum. Se um indivíduo, por uma razão ou outra, não puder cortar o cabelo e este ficar um centímetro maior do que o estabelecido, já é motivo para este mesmo indivíduo ser considerado subversivo pelo estado. 

 

2º -Desconsideração, ignorância e falta de compreensão com relação a natureza humana

 

Os seres humanos não são fabricados todos iguais, em uma linha de produção industrial, mas é exatamente assim que o socialismo enxerga o indivíduo. Isso fica bem claro em sua aviltante promoção de uma sociedade padronizada, onde todos devem pensar da mesma forma, agir da mesma forma e se vestir da mesma forma, tudo condizente com as diretrizes do sistema de partido único, que não aceita nenhuma forma de diversidade. E não vamos nem abordar o quesito entretenimento, afinal, o indivíduo só pode ler, ver ou ouvir aquilo que o estado permite. O cidadão visto como exemplar por um regime socialista é um fanático que adora o partido, e têm louvor por todos os ditames políticos que tecem os regulamentos práticos para cada apontamento de sua vida, nos mais minuciosos detalhes. Não obstante, o ser humano não foi feito para ser oprimido, e o rancor, o ódio e a hostilidade que ele acaba nutrindo pelo regime que o obriga a anular-se, para tornar-se apenas e tão somente alguém que vive, trabalha e respira pelo estado, mais cedo ou mais tarde, pode fomentar a semente de uma possível rebelião. E a efemeridade de todos os regimes socialistas mostra, de uma forma ou de outra, que – ao contrário do modelo capitalista – todos eles, invariavelmente, vêm com prazo de validade. 

 

3º – Ignorância com relação às falhas inerentes da natureza humana

 

Socialistas vivem pregando justiça social. Em sua simplória, restrita e diminuta visãozinha de mundo, enxergam a elite e a aristocracia como o mal da humanidade, e repetem, como cãezinhos adestrados, versinhos de Marx e Engels, que, na sua concepção, contém todo o valor inerente da cívica e sensata moralidade humana. De acordo com o que estudaram na teoria, argumentam como seria simples acabar com a pobreza se a sociedade partilhasse de forma justa e igual as suas riquezas. A ironia é que nenhum deles dá o seu smartphone para um pobre, ou o seu carro para um cidadão miserável, mas a todo momento não cansam de clamar e exigir por uma sociedade que faça isso. E em sua esmagadora maioria são indivíduos tão obtusos, que não têm nem sequer o mais vagaroso nível de conhecimento sobre o sistema que tanto defendem. Na melhor das hipóteses, ficam empanturrados com teoria utópica inútil que no mundo real para nada serve. Os sistemas socialistas ou comunistas alguma vez acabaram com a pobreza? Não, de forma alguma. Pelo contrário, intensificaram-na. Por quê? Porque aqueles que defendiam este tipo de sistema não levaram em consideração as falhas inerentes da natureza humana. 

 

E que falhas seriam essas? Ganância, egoísmo, hostilidade, egocentrismo e obsessão pelo poder político, para citar apenas algumas. Em qualquer sistema – e no sistema socialista isso não seria uma exceção – os políticos querem poder, riquezas e influência. Só que em uma sociedade democrática, onde a população detém o poder, é possível, ao menos até certo ponto, controlar isso. Mas em um regime socialista, onde um ditador detém controle absoluto sobre tudo, é impossível realizar qualquer espécie de intervenção. Políticos em um regime socialista estarão sempre em busca de poder ilimitado. Era isso o que Stálin queria, era isso o que Pol Pot queria, era isso o que Nicolae Ceaușescu queria, era isso o que Fidel Castro queria. E todos eles conseguiram. Eles não se importavam nem um pouco com a população. Em decorrência da displicência inerente do regime, a pobreza não diminui, ela aumenta. Como o estado normalmente detém os meios de produção, ele não oferecerá alternativas para a escassez que ele mesmo promove. Por exemplo, na União Soviética stalinista, fazendeiros e agricultores eram obrigados a entregar toda a sua produção para o estado, que era o responsável por realizar a distribuição dos alimentos. Mas por diversas razões, a distribuição não era igualitária. Negligência, indiferença e problemas de caráter logístico e geográfico impediam o estado de ser eficaz nesse quesito. Como o maior país do mundo – que compreendia nove zonas temporais diferentes –, a União Soviética continuava sendo uma nação primariamente agrícola, sendo muito rudimentar na questão do transporte, e em virtude disso, o governo era totalmente incapaz de abranger e atender de forma plena e efetiva uma área tão extensa. Como resultado dessa distribuição desigual dos alimentos, a Ucrânia – que na época atendia pela nomenclatura de República Socialista Soviética Ucraniana – passou pelo pior período de sua história, quando uma escassez de alimentos de enormes proporções, que ficou conhecida como Holodomor, matou de fome – estima-se – quase dez milhões de ucranianos. Durante este período, o canibalismo tornou-se uma prática extremamente comum e recorrente pelo país inteiro. Pais matavam os seus próprios filhos para ter o que comer. Quando o Kremlin ficou sabendo disso, os próprios russos ficaram horrorizados, e a crise tornou-se tão intensa que Stálin chegou a pensar que a União Soviética perderia a Ucrânia. Funcionários civis e militares do governo soviético dirigiram-se até a nação dizimada pela fome, não para levar alimentos, mas para espalhar cartazes com os dizeres “comer suas próprias crianças é um ato bárbaro”. Historiadores e estudiosos durante muito tempo chegaram a cogitar a possibilidade do Holodomor ter sido implementado deliberadamente por Stálin, como uma tentativa de exterminar ucranianos étnicos. A situação invariavelmente tornou-se tão precária e deplorável, que quando os nazistas invadiram a Ucrânia, o povo ucraniano viu isso como um ato de redenção e libertação, pois clamavam pelo fim do jugo stalinista. Ao analisar uma história tão horrenda, brutal e dramática, torna-se perfeitamente aceitável e compreensível que, a pouco mais de um ano e meio, o governo ucraniano tenha aprovado uma lei que tornou ilegal o comunismo. 

 

4º – Necessidade de se propagar e perpetuar propaganda falaciosa

 

Em virtude dos problemas alistados acima, é evidente que o sistema socialista é um fracasso. Não obstante, cria-se a necessidade de esconder e ocultar todos os problemas causados pela ineficiência política e logística do regime. Para ostentar uma falsa autossuficiência, e mostrar sua “superioridade” ao modelo capitalista, é comum que países comunistas tentem se mostrar como paraísos de redenção, beleza, esplendor e harmonia quase celestiais, onde a coletividade é uma norma infalível e a felicidade gerada por ela, a solução de todos os problemas causados por uma sociedade capitalista desumana, atroz, pérfida e opressiva. O orgulho, o desejo de manter o poder, e a recusa de ver que os modelos socialistas e comunistas são um fracasso retumbante, e que promovem, na melhor das circunstâncias, a miséria, a morte, a opressão e a infelicidade, criam no regime a necessidade de desenvolver e difundir uma propaganda falaciosa, para que o mundo exterior perceba como o modelo socialista “deu certo”. A União Soviética fez isso, a China de Mao Tsé-Tung fez isso, a Coréia do Norte faz isso e Cuba sempre foi notória por avidamente empenhar-se nisso. E esta propaganda falsa funciona muito bem. Existem pessoas que realmente acham que estes países são – ou, no caso dos que já não existem mais, foram – lugares edênicos, paradisíacos e maravilhosos para se viver. O interessante é que não se arriscam a morar em nenhum deles.   

 

5º – Idolatria e culto de personalidade

 

Como o socialismo e o comunismo são ideologias que defendem a supremacia do estado em tudo, o estado pode fazer o que quiser. Como não existe uma legislação para regular o estado, o estado regula tudo ao seu bel prazer, e tudo o que o estado faz reflete uma busca constante de controlar a população. Isso é realizado com o intuito de impedir possíveis rebeliões e sublevações, que são um medo constante de todo e qualquer estado socialista. Como eles não atendem às vontades nem às necessidades do povo, o estado teme constantemente possíveis insurreições. Para tanto, sua prioridade sempre é proteger-se da população, mas nem sempre isso é feito pelo uso da força, ou através de táticas de repressão. Há muito tempo, descobriu-se que lavagem cerebral estatal é uma ótima ferramenta para o exercício do controle das massas. Tornou-se muito comum, portanto, em países socialistas, o chamado culto de personalidade, quando o ditador do regime substitui a Deus, e promove a si próprio como o grande líder inconteste da nação. Stálin promoveu de forma grandiosa um culto à sua pessoa. Era conhecido por títulos terrivelmente pomposos, exaltados e exagerados, que denotavam ostensiva vaidade e narcisismo, como “Grande Arquiteto do Comunismo”, “Brilhante Gênio da Humanidade”, “Jardineiro da Felicidade Humana” e “Pai das Nações”. Kim Jong-il, que foi ditador da Coréia do Norte de 1994 até a sua morte, em 2011, quando seu filho, Kim Jong-un assumiu o seu lugar, era celebrado por não menos que 54 títulos honoríficos, entre os quais poderíamos citar “Brilhante Líder”, “Pessoa Superior”, “Sol do Socialismo”, “O Grande Sol da Vida”, “Grande Sol do Século 21”, “Líder do Século 21”, “Glorioso General que Desceu do Céu”, “Invencível e Triunfal General”, “Estrela Guia do Século 21” e “A Mais Alta Encarnação da Camaradagem Revolucionária”, para citar apenas os mais hilariantes. E em qualquer publicação, seu nome deveria vir necessariamente precedido de um título, sendo que Kim Jong-il deveria ser impresso em negrito, ou com alguma outra caracterização especial.

 

Em virtude do culto de personalidade que se desenvolve em torno da pessoa do ditador, países socialistas promovem o ateísmo estatal. Não raro em países socialistas, indivíduos e organizações religiosas são ostensivamente perseguidos, e aqueles que insistem em manter suas crenças são mortos. O expurgo stalinista direcionado ao cristianismo está não apenas muito bem documentado, mas foi invariavelmente repetido em outros estados socialistas. De maneira geral, todas as religiões, mas em especial as que praticam alguma forma de proselitismo, e seus respectivos adeptos, tornam-se vítimas de alguma forma de represália, das circunstanciais às mais brutais possíveis. 

 

Quais são os motivos que tornam impossível o sucesso do socialismo?

 

Qualquer restrição às liberdades individuais e a livre iniciativa resultarão em pobreza social. Quando o estado inibe os meios de produção, e restringe ou suplanta a circulação de riquezas, ele estará fomentando a miséria, e não a prosperidade. Como os indivíduos que controlam o estado são indiferentes a isso, pois quem sofre é a população, o estado não oferece alternativas para a pobreza que ele próprio ajuda a fomentar. Dessa maneira, morrer de fome em regimes socialistas é algo normal e corriqueiro. Não passa fome quem é da elite governamental ou militar. Evidentemente, os pseudosocialistas de regimes democráticos, reclamam que em sociedades capitalistas também existe fome, enquanto se empanturram de hambúrgueres, churrasco, frango e macarrão – iguarias com as quais poderiam apenas sonhar, em qualquer país socialista –, mas jamais convidam um pobre ou um morador de rua para fazer uma refeição em sua casa. Acreditam piamente em um socialismo que nunca praticam, regurgitam ingênuos sermões igualitários para os malignos capitalistas opressores enquanto acessam o instagram no seu smartphone, falam em partilhar o bem comum, mas não querem vender o seu carro para dividir o dinheiro entre os pobres, e defendem homicidas, contraventores e criminosos como vítimas da sociedade.     

 

Intelectuais e militantes socialistas são os legítimos idiotas úteis, manipulados por políticos socialistas famintos por poder. Estes, ao chegarem ao poder, farão o que todo estadista socialista faz: torna-se absurdamente rico, e negligencia completamente as necessidades da população. E por que isto acontece? Voltamos ao erro de nº 3º, que é uma das principais características dos socialistas, a ignorância com relação às falhas inerentes da natureza humana. Socialistas não reconhecem a existência do mal. Pelo contrário: tudo é belo, magnífico e possível. Como são indivíduos que vivem em um perpétuo conto de fadas, alimentando-se de ficção e fantasia, nunca de fatos, o socialismo se desenvolve de acordo com uma idealizada visão obtusa, como uma tão sonhada e esperada possibilidade, que é constantemente sabotada pelas gananciosas e desumanas engrenagens do vil, terrível e malévolo capitalismo opressor. Alimentam-se, sobretudo, do socialismo utópico, que jamais irá se desenvolver. É sempre uma promessa “possível”, “viável”, mas que continuará sendo uma eterna utopia. Esta utopia, no entanto, precisa ser continuamente vendida como uma possibilidade factual, para a farsa continuar se disseminando.  

 

Conclusão – Mas se o capitalismo é tão bom, por que os socialistas o odeiam tanto?

 

Socialistas e comunistas são fundamentalmente obtusos, não têm conhecimento algum de história e enxergam apenas aquilo que querem enxergar. Adotam uma lógica hilariante que vê o capitalismo como o grande responsável pela disseminação da pobreza, e professam a sua amada ideologia como a principal solução para a desigualdade. Em sua terrivelmente diminuta visãozinha de mundo distorcida, medíocre e deturpada, julgam a sociedade capitalista como um mal a ser combatido, mas a verdade é que o capitalismo não gera e nunca gerou pobreza alguma. O principal gerador de pobreza em uma sociedade é a corrupção política. Países como Suíça comprovaram de forma ostensiva, para quem estiver disposto a analisar e estudar, que o capitalismo bem-gerido não apenas é a melhor ferramenta de combate a pobreza – pois fomenta de forma exponencial a circulação de riquezas –, mas sustenta um alicerce de desenvolvimento social que propicia gradualmente um aumento na qualidade de vida. Um dos grandes alicerces para este desenvolvimento está na quase ausência de corrupção política. Políticos na Suíça não viram celebridades, não ganham salários – mas ajuda de custo –, dependendo da função ou do cargo público, não deixam de exercer suas profissões ou atividades primárias, são encarados como cidadãos comuns, não possuem privilégios e dependendo do cargo político exercido, não podem se reeleger, mas realizar apenas um mandato. Ainda que a pobreza seja considerada um problema na Suíça, de acordo com o site swissinfo,ch, “uma família monoparental com duas crianças com menos de 14 anos é classificada como vivendo na pobreza quando o rendimento dela é de CHF 3.490 (US$ 3.905) por mês. A linha de risco da pobreza é de CHF 3.933”. US$ 3.905 equivale a R$ 11.964,14, ou seja, um indivíduo considerado pobre na Suíça é muito mais rico do que um indivíduo da classe média brasileira. De acordo com este mesmo site, uma conferência foi realizada na cidade de Biel com o objetivo de confrontar diretamente este grave “problema”. 

 

E o que ocorre em um país socialista? A Venezuela de Maduro já está com um índice de pobreza que atinge 80% da população. Enquanto Maduro é fotografado comendo um enorme e suculento hambúrguer, de acordo com o site mídia inversa, “75% dos venezuelanos relataram ter perdido “pelo menos 19 libras” (8,6 kg) em 2016, enquanto 93% dos venezuelanos disseram que não têm dinheiro para conseguir três refeições por dia.”

 

É verdade que a democracia capitalista não é perfeita. Mas é um sistema intrinsicamente funcional, e que prioriza tanto o desenvolvimento coletivo como o individual, sendo primariamente corroída quando há corrupção política, pois esta é que verdadeiramente compromete a distribuição de riquezas e maximiza a desigualdade, constituindo-se em um problema real a ser combatido. Corrupção, impunidade, e servidores públicos e políticos com supersalários elevadíssimos estão entre os principais problemas que impedem a revitalização e o desenvolvimento de nosso país, bem como uma real evolução em termos de igualdade e minimização da pobreza. 

 

A verdade é que veremos socialistas felizes apenas em países democráticos. Em países socialistas, como Coréia do Norte, as pessoas têm a obrigação de mostrarem-se felizes, pois se não o fizerem, correm risco de morte. Militantezinhos socialistas de smartphone de país democrático, que não têm nem sequer a mais vaga noção do que é socialismo de fato, não durariam cinco dias em um país verdadeiramente socialista. Pediriam ajuda e suplicariam pela oportunidade de voltar para casa, assim que tivessem um choque de realidade. O pior ignorante é o que não quer aprender. Como Chico Buarque, que declara o seu irremediável amor por Cuba, do conforto de seu luxuoso apartamento em Paris, tomando fino vinho da Borgonha. A legítima esquerda caviar, que declara o socialismo como o perfeito ideal da humanidade, mas nunca viveu nem por quinze segundos da sua vida o real socialismo, como ele é e realmente existe.

 

Tudo o que você tem deve-se ao fato de viver em uma sociedade democrática que prioriza as possibilidades da livre iniciativa e do livre mercado. Evidentemente, o que você têm, você provavelmente conquistou com o seu esforço e o seu trabalho. Em um país socialista, no entanto, tudo o que você produz vai para o estado. Você conheceria apenas escassez e fome. Se você estivesse vivendo em um país socialista, só teria abundância e fartura se fizesse parte da corrupta elite política. O resto da população deve contentar-se com migalhas, isso quando os dirigentes governamentais se prestam a atirar migalhas à população, que para eles, têm serventia apenas para ovacioná-los e idolatrá-los em desfiles cívicos e patrióticos.

 

Um socialista só será socialista deliberadamente em três casos: se for ingênuo, se for ignorante, ou se for mau-caráter. Em resumo, o socialista existe porque têm um profundo ódio pela verdade. Não lê, não estuda, e aqueles que o fazem, ficam empanturrados de literatura marxista alienante. Para esta classe de indivíduos, é impossível explicar que dialética marxista ou literatura comunista é imprestável lixo inútil, afinal toda a teoria é inútil quando destituída de valor prático. Até o presente momento, teoria e literatura socialista não serviram para matar a fome dos venezuelanos. A não ser que comessem os livros. Seria a única forma da literatura marxista algum dia ser capaz de encher a barriga de alguém. 

 

A boa notícia é que esta batalha já foi vencida. Apenas socialistas, em seus mundinhos pessoais de alienação soviética e idolatria stalinista, completamente desconectados da realidade, ainda não foram capazes de enxergar isso. O socialismo é uma forma de governo tão ostensivamente sardônica, brutal, letal, pérfida e precária que ela naturalmente tende a desaparecer. Países que foram socialistas, como Hungria e Romênia, não o são mais. A União Soviética, em 1991, deixou de existir. Os poucos países que restam, como Coréia do Norte, Laos, Cuba, Vietnã e Venezuela, terão os seus prejudiciais regimes invariavelmente suplantados. É apenas uma questão de tempo. 

 

Socialistas reclamam dos problemas de sociedades fundamentalmente capitalistas, não levando em consideração o fato de que estes mesmos problemas também existem em países socialistas, só que ampliados em uma escala muito mais atroz e descomunal. Enquanto o capitalismo propicia o desenvolvimento, e permite que um indivíduo, com muito esforço e trabalho, saia da miséria, o socialismo o prende a um sistema de estagnação e escassez, do qual ele só escapará se morrer, ou se fugir do país onde vive. No socialismo, apenas a elite política e militar têm privilégios, abundância e todas as suas necessidades amplamente atendidas. Nenhum brasileiro quer substituir a liberdade pelo totalitarismo. Aqueles que querem, têm a obrigação de respeitar a vontade da maioria dos brasileiros, que desejam o progresso, e não o retrocesso. Socialistas que não estão contentes devem ser lembrados que são livres para viver em países socialistas, como Cuba, Coréia do Norte, Laos, China ou Vietnã. Em hipótese alguma serão forçados a permanecer. 

 

Então, se pudéssemos resumir estes dois sistemas de governo, seria da seguinte forma:

 

Capitalismo = amplas possibilidades de progresso.

Vantagens: sistema democrático, garantia das liberdades individuais, individuo maior que o estado, possibilidade de participação na política do país, entre muitos outros.  

Desvantagens: corrupção política, força motriz e principal responsável por problemas como pobreza, desigualdade e criminalidade. 

 

Socialismo e comunismo = retrocesso.

Vantagens: nenhuma

Desvantagens: todas, com o adicional de muitas outras mais.  

 

Por que trocar um sistema plenamente funcional por um sistema precário e imprestável? Evidentemente, o socialismo é e só será defendido por pessoas que não estudam, e em sua ingenuidade e incapacidade cognitiva, tendem a culpar o capitalismo por todos os problemas que existem. Muitas vezes, é uma ótima maneira de descontar desapontamentos e frustrações, ao considerar o capitalismo o grande responsável por fracassos pessoais, ao invés de responsabilizar a si próprio. 

 

Sabe o que os países mais ricos, prósperos e desenvolvidos do mundo têm em comum? Eu poderia salientar: o capitalismo. 

 

Mais ainda prefiro, como melhor resposta, terminar com a seguinte frase: nenhum deles é socialista.   

 

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