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Re-União 2017

As Cínicas Bestialidades de Rodrigo Maia

June 20, 2019

Quem está a par dos acontecimentos recentes sabe que Joaquim Levy e Marcos Barbosa Pinto foram demitidos do BNDES. O Nhonho – um dos representantes, ou melhor, um dos cadáveres putrefatos da velha política – ficou nervosinho, e, sentindo-se contrariado, chamou as demissões de “covardia”. Ora, evidentemente, sendo um capacho dos grandes barões das oligarquias criminosas que dominam Brasília, a Maia interessa apenas a permanência e a manutenção do status quo. Portanto, ele está entre aqueles que irão lutar com unhas e dentes para que tudo permaneça exatamente como está.

 

A verdade é que tanto Bolsonaro quanto Paulo Guedes tem pegado leve demais com essa gente. Ambos tem demonstrado não apenas paciência, como sensatez e critério ao jogar o ardiloso e frívolo jogo democrático. O BNDES – um dos grandes vetores da corrupção e do corrosivo capitalismo de estado no Brasil – já deveria ter sido extinto há muito tempo. Ao colocar todas as cartas na mesa e analisar de forma minuciosa quais são as opções mais estratégicas para viabilizar a desintoxicação econômica que dará impulso ao desenvolvimento do país, percebemos como o presidente e o ministro da economia estão sendo cautelosos e arguciosos ao lidar com o ninho de cobras peçonhentas que pretende manter privilégios para barganhar favores e posições de poder quando for conveniente. Desmontar as facções e organizações criminosas que se encastelaram nos feudos paralelos do estado é uma tarefa que exige inteligência, determinação e flexibilidade. Essa gente, evidentemente, irá resistir com muita persistência para tentar manter o território conquistado nos anos de irrefreável e contumaz cleptocracia que consumiram o país. E não será de uma hora para outra que essa gente vai sair de onde está. 

 

A boa notícia é que para substituir Joaquim Levy, Paulo Guedes quer alguém da iniciativa privada, o que pode aproximar o banco – hoje uma tenebrosa desgraça desenvolvimentista – da realidade do mercado e da verdadeira ortodoxia econômica, embora venhamos a ter certeza disso apenas quando um nome concreto for apontado. 

 

Evidentemente, tanto Bolsonaro quanto Paulo Guedes entendem perfeitamente a desgraça que o BNDES representa para a economia do país. Para que o banco deixe de ser uma entidade negativa – usurpadora, espoliadora e destruidora de valores na sociedade brasileira – uma completa e total reformulação é mais do que necessária. É fundamental. 

 

Os atritos no BNDES intensificaram-se depois que Bolsonaro solicitou a Levy – o presidente do banco estatal – a demissão de Barbosa Pinto, diretor da seção de Mercado de Capitais do banco. Levy não teria obedecido ao presidente, o que levou Bolsonaro a dizer que ele ficou com a “cabeça a prêmio”, declaração que ressoou pela imprensa vermelha como uma “ameaça do presidente autoritário.” A situação esquentou entre eles, no entanto, quando Bolsonaro solicitou sugestões de prospectivos sucessores para o cargo, e Levy apresentou ao presidente nomes ligados ao PT. Mas é claro que a imprensa vermelha não divulgará isso. Aparentemente, existem seitas políticas no congresso e no planalto que acham que nós temos a “obrigação” de continuar financiando as ditaduras cubana e venezuelana. Só que o presidente e o ministro da economia mostraram que esse governo não possui fetiche por ditaduras socialistas. 

 

De qualquer maneira, é sempre ótimo ver Rodrigo Maia em desespero, se contorcendo de angústia porque uma boquinha está sendo perdida. Quando os representantes dos grandes cartéis e das plutocracias oligárquicas que comandam o país perdem um feudo estatal, eles não hesitarão em jogar sujo para reconquistar o território perdido. Agora, será interessante ver o que o Nhonho vai apresentar como justificativa. Na certa vai dizer que um banco que tira dos pobres para redistribuir aos corporativistas ricos é uma benção para a população?

 

É interessante observar que aos poucos, pequenas colisões vão se transformando em tremores esparsos, porém intensos, e o establishment político começa a ruir. Os poderosos já perceberam que o governo não está interessado em agradá-los, e que não tem medo de fazer inimigos, seja aonde for. Pois que venham mais abalos e tremores no BNDES, o maléfico e destrutivo banco estatal, que tem sido o vórtice das desgraças, do atraso e do retrocesso que acometem o Brasil, há décadas. 

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