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Re-União 2017

Sérgio Moro e o conteúdo sigiloso da relação entre a Odebrecht e o regime venezuelano

July 9, 2019

O vazamento de conversas entre Sérgio Moro e os demais procuradores da Lava Jato está dando o que falar há semanas. Ora, sabemos que o escândalo está sendo engendrado pela oposição, que não quer de maneira alguma que o público tome conhecimento da podridão nefasta que faz um arco entre a cúpula do PT, grandes corporações oligárquicas como a Odebrecht, e ditaduras como a venezuelana e a guinéu-equatoriana, que abrange em toda a sua sórdida envergadura um nefasto projeto de poder transcontinental, que buscava perpetuar regimes totalitários de esquerda nos continentes americano e africano, com dinheiro do BNDES. Agora que o esquema está sendo desbaratado, o castelo de cartas começou a cair. Diversos integrantes da organização criminosa estão fazendo o possível para tirar o corpo fora, e por isso o desespero está cada vez mais latente entre os dirigentes da ORCRIM. 

 

Há muito tempo Sérgio Moro e Deltan Dallagnol queriam ter revelado o esquema de propinas que existia na sucursal venezuelana da Odebrecht, que envolvia subornos e mesadas para políticos venezuelanos; no entanto, não podiam quebrar o caráter de confidencialidade do sigilo. Tanto Moro quando Dallagnol se mostraram a favor do livre trânsito de informações concernentes à corrupção do regime bolivariano, que poderia inclusive dar aos venezuelanos acesso a informações restritas, que de outra maneira não seriam capazes de obter. Não obstante, alguns integrantes da força tarefa mostraram-se céticos, temendo o aumento das convulsões sociais no país; o que, tanto hoje como há dois anos atrás seria incompreensível, visto que a população não está tendo alternativa nenhuma a não ser lutar pela sua própria sobrevivência, em condições que ficam ostensivamente mais e mais degradantes e insalubres. Atualmente, os colectivos — gangues de motoqueiros que apoiam o ditador Nicolás Maduro — estão até mesmo decapitando quem ousa se opor ao regime. Diante das situação atual, omitir informações sobre a pior ditadura socialista do continente é um crime tão hediondo quanto perverso.     

 

Quando tomaram conhecimento da conexão entre a Odebrecht e a corrupção do regime venezuelano, Moro e Dallagnol inicialmente estudaram como tornar públicas as informações, sem comprometer a integridade das investigações. "O propósito (...) seria contribuir com a luta de um povo contra a injustiça, revelando fatos e mostrando que se não há responsabilização lá é porque lá há repressão.”, teria dito Dallagnol. Os avatares da força-tarefa estavam inclusive buscando auxliar diretamente e agir de acordo com orientações de Luisa Ortega Diaz, que fora procuradora-geral da Venezuela, mas depois de ter sido destituída do cargo, virou um alvo do regime criminoso de Maduro, e teve que fugir do país. Posteriormente, ela própria viralizou um video no qual o antigo diretor da sucursal venezuelana da Odebrecht, Euzenando Prazeres de Azevedo, confessou que a corporação financiou campanhas eleitorais de Maduro, com valores em cifras estimado na casa dos milhões. Por terem ambos, Moro e Dallagnol, aventado a possibilidade de uma rebelião popular — Dallagnol afirmou que "Cabe aos cidadãos venezuelanos ponderarem, eles têm o direito de se insurgir.” —, a imprensa vermelha passou a tratá-los como figuras antidemocráticas, ao passo que costumeiramente continuou a ignorar deliberadamente a situação da Venezuela, retratando como democrático um regime que, na prática, é brutal, hostil, assassino e totalitário. Como a imprensa vermelha tem um evidente viés ideológico, e trabalha para os auspícios do crime organizado político, ficou fácil constatar que seu sistema de valores está tão comprometido, que não serve nem mesmo como fonte secundária de informações. 

 

A natureza detalhada das informações contida na delação sobre as propinas da Odebrecht, e a natureza dos seus negócios escusos com o regime venezuelano ainda não é conhecida na íntegra pelo grande público. No entanto, se estas informações forem divulgadas, sem dúvida nenhuma poderão revelar um esquema de corrupção muito polivalente, que pode não apenas desacreditar inteiramente a legitimidade do regime de Nicolás Maduro — que teria sido eleito através de propaganda partidária financiada com dinheiro criminoso —, como pode também inviabilizar muitos de seus associados políticos e corporativistas aqui no Brasil, que teriam colaborado direta e indiretamente para posicionar a Odebrecht como ponta de lança do grande esquema geopolítico de hegemonia continental das oligarquias globalistas de esquerda em dois continentes. 

 

Organizações criminosas desta natureza evidentemente não vão querer prestar contas com a justiça por livre e espontânea vontade. Como a imprensa vermelha está ao lado do crime organizado político, não irá sossegar até que as forças da justiça estejam completamente soterradas, obliteradas e devidamente inviabilizadas, e o projeto de poder socialista continental continue de onde parou. Com muito poder e dinheiro em jogo, com a disputa por posições na linha de frente, todos que estavam na liderança desta jornada criminosa lamentam o que perderam por terem sido desmascarados. Não obstante, isso não significa que eles irão desistir. Muito pelo contrário. Essa gente que idolatra o poder não desistirá jamais.  

 

Como todas as ações da PGR e da força-tarefa da República de Curitiba estão pautadas pela ética da legalidade do sistema penal, nenhuma de suas ações até o momento representou uma violação da ordem constitucional. Como há toda uma sórdida e nefasta cleptocracia, no entanto, que tem tudo a perder, caso a justiça avance no seu trabalho de desenterrar a verdade e revelar todos os esquemas criminosos das várias facções que estavam encasteladas no estado brasileiro, não devemos ficar surpresos pelo fato de estarem desesperados em destruir a credibilidade dos investigadores da força tarefa. Mancomunados com um STF aparelhado, um sistema corrupto e todas as idiossincrasias revolucionárias do estado paralelo, estamos finalmente chegando na ponta de um insidioso enigma, cujo clímax pode ser bem mais bombástico do que imaginamos.  

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