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Re-União 2017

Como o progressismo está destroçando os Estados Unidos?

July 10, 2019

Como bem sabemos, o progressismo é uma verdadeira desgraça. Aonde esta praga se instala, o retrocesso, a estagnação e o empobrecimento se tornam os elementos mais incólumes da sociedade. Também pudera, o que poderíamos esperar de uma ideologia terrivelmente perversa e maligna, que prega que uma expressiva parcela da população – quando não todos – devem depender do estado, e que ninguém tem deveres, mas apenas "direitos"? 

 

Conforme o socialismo vai se alastrando pelos Estados Unidos – e tudo o mais entra em declínio – sua tonitruante, pertinaz e elástica ascensão encontra apoio em políticos como Bernie Sanders, e na queridinha da vez dos Democratas, Alexandria Ocasio-Cortez, que, com apenas 29 anos, tornou-se a mais jovem mulher a integrar o congresso americano. Infelizmente, o seu discurso, "novo" para seus deslumbrados eleitores, porém tão velho quanto os truques do Diabo, é simplesmente uma exaustiva e torpe repetição dos clichês populistas de esquerda, saturado de ataques ao capitalismo, e do auxílio aos mais pobres e desfavorecidos, grupos que são os eternos mascotes das seitas progressistas. 

 

Por nunca terem experimentado a níveis cavalares, apenas em pequenas dosagens, os horrores nefastos do socialismo, os americanos flertam com esta terrível e agressiva doença política, que causa um nível dramático de destruição por onde passa, sem atentarem efetivamente para as suas consequências. Por pensarem que a criação de riquezas e sua prosperidade é o seu estado natural, e que se dividirem tudo entre todos a sociedade será mais "justa" e "igualitária" – termos que a esquerda simplesmente venera –, os socialistas americanos esquecem que estão flertando com uma perigosíssima desgraça, capaz de destroçar qualquer país. Não existe absolutamente nada que o socialismo não consiga destruir em questão de alguns anos. Para verificarmos isso, basta que analisemos os lugares dos Estados Unidos que já são socialistas, e como eles estão indo. De todos, o maior exemplo sem dúvida nenhuma é a Califórnia, que está virando um verdadeiro aterro sanitário a céu aberto. 

 

Com um drástico nível de pobreza que está se igualando aos miseráveis países latinoamericanos, a Califórnia está definitivamente se "terceiromundizando". Com um grau de pobreza astronômico, que cresce diariamente, uma carga tributária elevadíssima, assistencialismo estatal em alta, um quarto da população vivendo abaixo da linha de pobreza, e um número cada vez maior de sem-tetos – Los Angeles é a capital mundial dos sem-teto, todas as noites aproximadamente cem mil pessoas dormem nas ruas – a Califórnia, apesar das belas praias, do clima agradável, da indústria cinematográfica e do turismo, está se tornando cada vez mais parecida com a África subsaariana e com a miserável América central. Tudo porque doutrinas socialistas emergentes tornaram-se um lugar comum na política regional e local, apregoada e difundida por indivíduos que, interessados apenas em se reeleger, prometem todos os tipos de benefícios aos seus eleitores. Por isso, elevam progressivamente os impostos, o que afugenta os empreendimentos privados, e aumentam as regulações protecionistas, o que perpetua um ciclo de capitalismo clientelista entre cartéis políticos e corporativistas, concentrando riquezas nas mãos de abastadas e influentes oligarquias, o que gera desemprego e miséria, e tudo isso é feito sem a menor consideração pela devastação social que nasce em consequência direta de tais práticas nefastas.  

 

Com um número cada vez maior de imigrantes ilegais, drogados, e empresários se mudando para lugares mais amigáveis ao empreendedorismo em virtude das regulamentações cada vez mais absurdas, até mesmo doenças que haviam sido outrora erradicadas – como o tifo – estão regressando. Nas principais cidades do estado, aglomerações de moradores de rua se empilham em montes de lixo e entulho, que nunca são eliminados. Os impostos aumentam progressivamente, o que acentua a migração de parcela expressiva da sociedade produtiva para outros estados, as regulações e o parasitismo estatal agridem de forma implacável a livre iniciativa, e a pobreza continua se alastrando de maneira contínua. Tudo isto como resultado do agressivo e gradual, porém irrefreável socialismo de estado, que não para de crescer no chamado "estado dourado", como também é chamada a Califórnia; que, diga-se de passagem, de dourado atualmente tem muito pouco. 

 

Que um povo como o americano esteja engolindo esta balela de socialismo, depois de testemunhar o que fez a países do continente, como Venezuela, Cuba e Nicarágua, é simplesmente lamentável. Não percebem que estão brincando com fogo e arquitetando a semente da sua própria destruição, que já começou a germinar com força. E, ainda que seja o exemplo mais emblemático, a Califórnia não é nem sequer de longe o único estado americano a apresentar os sintomas de deterioração e degradação causados pelo socialismo. Flórida, Washington, Oklahoma e Nova Iorque, entre outros, experimentam na própria carne a intoxicação perversa do vírus socialista, muito bem disfarçado de políticas progressistas, que astutamente apresentam-se como algo novo, quando na prática difundem na verdade a velha enfermidade marxista, com todo o horror e depravação que lhe são característicos.

 

Evidentemente, a doença socialista não é nova nos Estados Unidos. Vem sendo ministrada em doses bem pequenas, porém constantes, já há muito tempo, por diversos presidentes de esquerda, como Bill Clinton e Barack Obama. Este último, sem dúvida nenhuma, foi o pior presidente na história americana; quando saiu da presidência, Obama deixou nada menos que quarenta e sete milhões de norte-americanos no limiar da pobreza. Um resultado óbvio de políticas socialistas, que apenas disseminam desgraça, pobreza e miséria aonde são aplicadas. 

 

Infelizmente, alguns lugares nos Estados Unidos deterioraram de forma tão severa que estão em um ponto quase irreversível de recuperação. Embora o padrão de vida nos EUA ainda seja relativamente superior ao de muitos outros países, diversas partes da nação estão a um nível de miséria tão extrema, que não ficam devendo em nada para países latinoamericanos ou africanos. Há muito tempo tendo deixado de ser um local amigável à livre iniciativa e ao empreendedorismo, os Estados Unidos atual é uma depravada e autocrática corporatocracia, que concentra um número de riquezas cada vez maior sobre as famílias mais abastadas da nação, ao passo que proporcionalmente espalha a miséria e a pobreza no resto do país. 

 

Ainda que seja um pouco tarde para fazer qualquer coisa – a mentalidade socialista está profundamente arraigada à política americana, bem como em toda a elite financeira e corporativa – é possível preservar algumas cidades e estados que ainda usufruem de um certo nível de prosperidade, e que mantém um respeito salutar pelo capitalismo de livre mercado. Infelizmente, em larga medida, no entanto é necessário ser realista, e aceitar que este outrora grande país está, em larga medida, ostensivamente contaminado pela depravada e terrivel desgraça do socialismo. Que aguentem as consequências, quando essa malignidade os atingir com força. Certamente, vão precisar de muita determinação e vigor para superar as aflições das quais certamente irão padecer.   

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