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Re-União 2017

A chapa esquenta — Terceira Guerra Mundial se aproxima?

July 26, 2019

Muitas pessoas afirmam, e pior ainda, outras tem "certeza" — em função dos sofisticados e altamente destrutivos armamentos nucleares que as grandes potências mundiais tem hoje à sua disposição — que uma terceira guerra mundial á altamente improvável, jamais irá acontecer, pois caso acontecesse, o nível de destruição resultante seria muito catastrófico. De acordo com os ingênuos e os otimistas irrealistas, daqui para a frente, o mundo irá se pacificar cada vez mais, até atingirmos, eventualmente, a total plenitude da bondade, do amor, da vivacidade, da esperança e da generosidade fraternal entre os homens, e finalmente viveremos como irmãos, todos juntos e felizes, sendo parte de uma grande família feliz. Se você acredita em contos de fadas dessa estirpe, é melhor dar uma espiada no que está acontecendo no mundo real. 

 

Muita gente duvidava que uma primeira guerra mundial pudesse acontecer. Aí ela aconteceu. Depois dela, muita gente achava altamente improvável que uma segunda guerra mundial acontecesse. Aí, ela aconteceu, e foi muito pior e muito mais destrutiva do que a primeira. Fico imaginando em que mundo de fantasias vivem essas pessoas que — em sua ingenuidade infantil —, expressam a "certeza absoluta" de que uma terceira guerra mundial jamais irá acontecer. E o pior de tudo, quando ela está vagarosamente se desenhando bem debaixo dos nossos olhos. 

 

Quem acompanha os acontecimentos geopolíticos sabe que a chapa está esquentando entre os Estados Unidos e o bloco imperialista eurasiano, que tem na Venezuela a sua colônia mais promissora, que funciona basicamente como um ponto estratégico no continente americano, da mesma forma como Cuba serviu em relação a extinta União Soviética. O totalitário bloco globalista sabe que a sua plena hegemonia só poderá ser efetivamente consolidada depois que os EUA for sumariamente derrotado militarmente. Enquanto isso não acontecer, existirá resistência ao cada vez mais soberano e draconiano imperio russo-chinês. Tanto que a Rússia está abastecendo a Venezuela com caças e equipamentos de guerra, e o Irã — em uma escala um pouco mais modesta — está fazendo exatamente a mesma coisa. Para todos os efeitos, a Venezuela serve atualmente como um estado satélite do bloco imperialista eurasiano. 

 

No último dia 19, um caça venezuelano de fabricação russa perseguiu uma aeronave militar americana — em atitude altamente suspeita —, quando esta encontrava-se sobrevoando espaço aéreo internacional. O exército americano, em um comunicado oficial, divulgou que um "caça de fabricação russa acompanhou agressivamente o EP-3 em uma distância insegura no espaço aéreo internacional por um período prolongado de tempo, colocando em risco a segurança da tripulação". As forças armadas bolivarianas, por sua vez, afirmaram em um comunicado oficial que repeliram "uma aeronave de reconhecimento e inteligência dos EUA", sobrevoando uma área circunjacente ao aeroporto de Caracas.

 

Não houve confronto, nem maiores incidentes, apenas uma aflitiva tensão aérea, que durou um período considerável de tempo, embora não se saiba com precisão por quantas horas ou minutos. O que — ao menos por enquanto —, impede ambos os lados de desferir o primeiro ataque é justamente a magnitude do conflito resultante. Há também o fator conhecido como "just war", visto por estrategistas de guerra como sumariamente importante. Indubitavelmente, um lado está esperando o outro atacar primeiro, porque é muito mais fácil justificar uma "legítima defesa", do que ser aquele que joga a primeira bomba. Este quase sempre fica condenado a assumir na história o malogrado papel de vilão. Não obstante, é evidente o que está acontecendo. Estamos todos sendo cozinhados em "banho-maria", para quando o grande conflito estourar, não considerarmos o evento estranho ou improvável, mas inevitável. A tensão política para um conflito é construída aos poucos. E ela é fundamental para a eclosão de uma guerra. Todo o cenário geopolítico vem sendo engenhosamente manipulado há muito tempo para deixar deliberadamente toda a sociedade humana em um perpétuo estado de conflito.    

 

Evidentemente — como agora servem incondicionalmente ao projeto globalista russo-chinês —, os venezuelanos não vão tolerar intromissão americana em seu espaço aéreo, pois caso o façam, terão que prestar contas aos seus senhores. E a elite política bolivariana, evidentemente, com o imensurável rompante de miséria que aflige o país, não vai querer perder os suntuosos benefícios dos quais usufrui, servindo como cachorrinho vira-lata do projeto eurasiano. Os russos e chineses seguram seus escravos venezuelanos com promessas de fartura, o que é muito tentador em um ambiente de mortífera e atroz escassez.  

  

Com a Rússia, a China e o Irã transformando progressivamente a Venezuela em uma colônia militar, uma estratégia fundamental se desenha, para um insólito diagrama de guerra. A intromissão do Irã conta muito para efeitos geopolíticos, visto que a Terceira Guerra Mundial provavelmente vai começar no Oriente Médio, região que passou por um processo deliberado de desestabilização durante parte expressiva do século 20 — e que acentuou-se de forma exponencial no século 21 —, principalmente com a criação do estado de Israel. A nação judaica, uma criação do movimento sionista globalista, foi deliberadamente arregimentada para gerar conflitos permanentes na região. O Irã também pretende tirar a desforra, visto que antes da invasão americana ao Iraque, os Estados Unidos já estudava como colocar em prática um monumental projeto de desestabilização do Oriente Médio — com um sórdido plano para desestabilizar sete países em cinco anos: Iraque, Síria, Líbia, Líbano, Sudão, Somália e Irã. Os exercícios e as tensões militares construídas na Venezuela servirão para desestabilizar de forma definitiva e absoluta a América do Sul, e talvez envolver até mesmo o Brasil, entre outros países, na guerra que está para acontecer.   

 

Os néscios proclamam através dos quatro ventos, para Deus e todo mundo ouvir, que estamos vivendo em "tempos de paz", talvez porque negar a realidade e viver uma ilusão é a saída mais fácil que encontram. No entanto, será possível negar a realidade apenas durante algum tempo. A verdade é que as coisas ficarão muito piores daqui para frente. As tensões geopolíticas estão gradualmente ficando cada vez mais exacerbadas, e com o poder bélico das nações envolvidas ficando progressivamente maior, é improvável que as divergências entre as potências globais se resolvam de forma pacífica. Até porque a Venezuela — quer queiramos assumir isso ou não — trilhou um caminho sem volta, como uma colônia totalitária socialista do projeto eurasiano. Agora, os globalistas vão simplesmente fortalecer todas as suas possessões territoriais, com o objetivo de avançar e jamais recuar. Por enquanto, eles o fazem de forma gradual e pacífica, é verdade. Mas só até a guerra estourar. 

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