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Re-União 2017

O esquecimento foi a decadência

July 31, 2019

Eu cresci ouvindo dos mais velhos que o Brasil era o país do oito ou oitenta. De tanto ouvir de tantos, não teve jeito, também passei a dizer que o Brasil era o país do oito ou oitenta.

 

Começava com um hábito que é o exemplo do nosso orgulho patriótico. Nunca vi brasileiros comparando o Brasil com a Argentina ou com qualquer outro país razoavelmente civilizado. Para o Brasileiro o Brasil era uma merda porque não era igual à Suiça. E os detalhes eram desfraldados, das regras de trânsito à Educação sofisticada. Pode haver povo mais orgulhoso?

 

No íntimo o brasileiro fala mal do Brasil mas o considera o melhor país do mundo, ou ninguém identificaria na Suiça a referência ideal.

 

Com a decadência forjada nos últimos vinte anos de PSDB e PT, os brasileiros esqueceram a Suiça. E passamos a comparar o Brasil com aquilo que ninguém quer, com aquilo que passou a nos ameaçar. Esquecemos a Suiça. E é esse esquecimento que simboliza nossa decadência alcançada.

 

Dos extremos, passou a prevalecer o inferior. Mas o comportamento dos brasileiros também mudou, e a escolha foi pelo oitenta. Não houve a acomodação esperada pela esquerda escravocrata.

 

FHC, do apartamento na Avenue Foch, Paris, e Lula do triplex no Guarujá, ambos em nome de laranjas, levaram um chute no saco com a força de quase duzentos milhões de brasileiros. Falta prender FHC, não esqueçam.

 

O que tivemos nos últimos vinte anos representa o extremo inferior, e quem os brasileiros colocaram na presidência em 2018 representa o outro extremo. Representa a Suiça do nosso imaginário antigo.

 

Sim, realmente no Brasil é oito ou oitenta. Qualquer um outro candidato que fosse eleito, Amoedo, por exemplo, instalaria o Brasil no meio termo, para deleite do Itausa e da turma da ponta inferior, sim, vamos lá, Cuba. E isso não seria nada lícito, pois no Brasil tem que ser oito ou oitenta. E com nossa força e patriotismo do orgulho imaginário, vamos estacionar no oitenta. Para sempre. O Brasil conta com todos nós nessa guerra contra o demônio ideológico.

 

Eu amo o Brasil como não amaria outro país no mundo. Do pobre ao rico, do favelado ao bem instalado, eliminando os idiotas, aprendi a explorar o Brasil através do nosso povo. E a minha paixão é oitenta. Vamos ganhar a guerra, pois ela é patrióticamente brasileira. Amém.

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