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Re-União 2017

As "relevantes" opiniões de Pepe Mujica

August 6, 2019

José Mujica, que foi presidente do Uruguai de 2010 a 2015 — e que começou seu ativismo político como membro de uma organização terrorista de esquerda conhecida como Tupamaros — recentemente reconheceu que a Venezuela é uma ditadura. Ponto para ele; afinal, a maioria dos esquerdistas não está disposta a reconhecer nem isso. De acordo com a esquerda nacional e latino-americana em geral, Maduro cometeu apenas alguns "erros", mas até certo ponto, tudo anda muito bem na república bolivariana. A Venezuela é uma "democracia" plenamente funcional, e se eventualmente algum problema acomete o país, é por culpa dos embargos econômicos impostos pelos imperialistas americanos. O socialismo, é claro, não tem absolutamente nada a ver com a fome, a miséria, a escassez, a inanição e a sofreguidão que assola a nação. 

 

Recentemente, José Mujica reconheceu que a Venezuela vive uma ditadura. "Sim, é uma ditadura. Na situação em que está, não há nada além de uma ditadura." Mas ele afirmou também que cabe apenas aos venezuelanos solucionarem o problema, como se essa fosse uma real possibilidade. E tentando justificar a ditadura, o infeliz ex-presidente do Uruguai e ex-guerrilheiro comunista complementou: "Mas há ditadura na Arábia Saudita com um rei absoluto, na Malásia, onde matam 25 por dia. E na República Popular da China". Bom, eu tenho uma novidade que gostaria de compartilhar com o Pepe Mujica — nem a Arábia Saudita, nem a Malásia e nem a China ficam no continente americano. A Venezuela é um país vizinho, não uma nação distante de outro continente. Tudo o que acontece na Venezuela, em maior ou menor medida, nos afeta, e nos afetará pelo tempo que a ditadura bolivariana se prolongar. Se os venezuelanos estão sofrendo todos os horrores e toda a brutalidade de uma nefasta ditadura socialista, isso nos diz respeito, sim. E se uma intervenção militar externa puder ajudá-los, não podemos descartar esta possibilidade como o primeiro passo para uma solução. 

 

Assim como nós brasileiros, os venezuelanos também foram desarmados; toda a resistência e todo o enfrentamento realizado por populares contra o governo totalitário é feito na base da coragem, com paus, pedras, martelos e o que a população tiver em mãos. Mas segundo Mujica, não podemos nos meter. Ele acha que uma população esquálida, faminta, enfraquecida e desarmada pode derrubar o regime de terror que está no poder. O velhinho, provavelmente, já está senil, e não tem mais juízo ou competência mental para analisar o cenário político da forma como este se apresenta. 

 

Infelizmente, a esquerda gosta de se eximir de qualquer noção de culpa ou responsabilidade pelas desgraças que ela ajuda a disseminar pelo mundo. E a pior delas, sem dúvida nenhuma, é a sua crença perniciosa e maligna em um estado grande, intervencionista, infalível e onipotente, o que fatalmente pode descarrilhar para um sistema totalitário. Ainda que Mujica tenha tido a hombridade de reconhecer que a Venezuela é uma ditadura — coisa que a maioria dos esquerdistas se recusa a fazer — o político provou que não passa de uma nulidade, de um marginal socialista completamente indiferente ao sofrimento humano. A Venezuela, como nação, se desintegra pouco a pouco, e sozinha, não será capaz de se reerguer. Muito pelo contrário. De um dos países mais ricos do mundo, ela se transformou em um amontoado de escombros e entulhos, que além de ter se tornado uma das nações mais miseráveis do mundo, é também uma das mais violentas. Caso a Venezuela conseguisse se livrar hoje do socialismo, levaria décadas até a nação voltar a ser a sombra do que fora um dia, especialmente nos seus áureos tempos de glória e prosperidade, cujo ápice foram os anos da década de 1970. 

 

Mujica, como sempre, calado é um poeta. Infelizmente, como todo esquerdista, ele está sempre disposto a falar, e invariavelmente, profere todo o tipo de baboseiras a asneiras imbecis, especialmente para defender os seus amiguinhos, ditadores sanguinários, cujos governos se sustentam com o sangue, a dor e o sofrimento de pessoas inocentes. Não há esperança alguma de genuíno humanitarismo na esquerda política. O que sobra de demagogia, oportunismo e cinismo nessa gente, falta em honra, caráter, compaixão e integridade. A humanidade precisa aprender de uma vez por todas: o solo onde essa gente pisa adoece, apodrece e fica muito tempo sem dar frutos. A miséria, a servidão e a escravidão impostas por um estado autoritário, agressivo e prepotente são as desgraças fundamentais com as quais essa gente se compromete. Sua única grande preocupação é encontrar formas de justificar o injustificável.  

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