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Re-União 2017

Economia também exige liberdade

August 11, 2019

Alfredo Stoeesner; Augusto Pinochet; Jorge Rafael Videla, Roberto Eduardo Viola e Leopoldo Fortunato Galtieri; Castelo Branco, Costa e Silva, Emílio Garrastazu Médici, Ernesto Geisel e João Baptista Figueiredo – todos militares de alta patente; todos ex-presidentes de seus respectivos países; todos mortos...

Para grande parte dos civis, são nomes que lembram monstros, torturadores, ditadores sanguinários, no mínimo censores, inimigos da cultura e agentes do atraso.

Para a grande maioria dos militares, são nomes que lembram patriotismo, firmeza e determinação para evitar que o continente latino-americano mergulhasse profunda e vigorosamente nas trevas da ditadura do proletariado, das quais, como aconteceu com Cuba, talvez não conseguisse sair até os dias de hoje.

INTOLERÂNCIA
Essa é a grande barreira que separa o presidente Jair Messias Bolsonaro de seus opositores. Trata-se, portanto, de um obstáculo rígido, inflexível e intransponível...

Entre os que se encontram de um lado e de outro não haverá convivência! Será – do começo ao fim – uma relação de grande intolerância, especialmente do lado derrotado nas históricas eleições de 2018...

Será impossível mesmo olhar para esses processos que nos últimos 40 anos sacudiram a América Latina com os olhos dos militares ?

É uma questão de foro íntimo...Eu nunca serei tolerante com a ignomínia seja lá quem a tenha praticado...  Nestes últimos anos, reduzi um bocado a imensa dose de culpa que sempre atribuí aos militares percebendo que essa esquerda que aí está é capaz de cometer ignomínias ainda maiores...

COMISSÃO DA "VERDADE"
Ainda esses dias fui ver de perto o “santuário esquerdófilo”, chamado Comissão Nacional da Verdade: saí da pesquisa com ânsia de vômito... a pretexto de levantar a verdade na repressão durante o regime militar, ela só fez sustentar o que deve ser chamado de “farra das indenizações” concedidas a “vítimas da ditadura”.Escrevi sobre o assunto no artigo  “Acertos do Capitão em 3 de agosto/2019.

Atravessei o regime militar sem nunca haver pensado em sair do Brasil... se essa esquerda dominada por gente do calibre de Zé Dirceu, Dilma Rousseff, Maria do Rosário, Glesi Hoffmann, Paulo Pimenta, etc, etc, etc, tivesse vencido a batalha contra os militares, é bem provável que nem eu e nem minha família continuaríamos aqui... Conviver com essa gente na democracia já é indigesto, imagine num regime opressivo com todos eles no comando...

Aqui no Brasil e na Argentina, a esquerda desafiou os militares e no Chile, depois de tomar o poder pela via democrática, fez, em três anos, tanta bobagem na economia que só mesmo uma intervenção militar do tipo ampla, geral e irrestrita para repor o país no bom caminho...

Depois de tudo, sobraram nos três países duas grandes lições – definitivamente, o socialismo, a ditadura do proletariado e todas as suas versões, mais ou menos radicais, não representam uma solução para o desenvolvimento dos povos; e a ditadura, seja de esquerda ou de direita, não traz desenvolvimento e progresso, pois, antes de tudo, estes precisam de liberdade para se estabelecer com vigor...

DUAS LIÇÕES NO CHILE
É no Chile que essas duas lições foram consagradas com clareza !
Com 18 milhões de habitantes e hoje ostentando a maior renda per capta e o maior PIB per capta da América Latina, o Chile viveu a sua experiência socialista com o médico Salvador Allende, eleito presidente do país por uma pequena margem de votos em 1970... Permaneceu no poder por três anos até ser derrubado pelas Forças Armadas. Suicidou-se durante a batalha que finalizou o golpe.

Nesse curto período, foram estatizadas mais de 500 empresas de quase todos os setores – mineração, bancário, seguros, distribuidoras de alimento, metal-mecânico... os donos da metade dessas empresas não foram sequer indenizados... o regime adotou protecionismo total (90% de tarifas na importação) da indústria nacional e tabelou os preços de mais de quatro mil produtos...

Isto tudo somado ao boicote de todos aqueles que não aceitavam as reformas, transformou o Chile num caos...

Resultado: a inflação disparou de 35% para 508% e o PIB que crescera 9% em 1971, caiu 7% em dois anos...

GOLPE AMPLO E IRRESTRITO
O governo “socialista” cedeu lugar, à força, ao regime opressivo de Augusto Pinochet, que se manteve no poder por 17 anos... durante esse período, duas mil pessoas foram assassinadas, outras mil estão desaparecidas e o número de presos políticos e torturados passou de 30 mil...

Pinochet entregou a economia para um grupo de economistas que ficou conhecido como Chicago’s Boys. O país foi o primeiro do mundo a introduzir as reformas liberais que depois foram adotadas pelo Consenso de Washington e receitadas mais tarde aos países em desenvolvimento, em crise...

Como resultado da transformação dirigida pelos Chicago’s Boys, a inflação baixou de 420 para uma média de 20,7 % na década de 1980... criou-se então uma base efetiva para o desenvolvimento do país, que no entanto só veio a florescer com mais força, a ponto de colocar o Chile na posição de ilha de progresso no continente, apenas 17 anos depois com a volta da democracia...

UM BALANÇO EM 2018
Ainda em fevereiro de 2018, o jornal Gazeta do Povo, do Paraná, publicava um balanço sobre a economia chilena, dizendo:

"Quando Pinochet deixou o poder, o PIB per capita chileno, considerando a paridade do poder de compra, era inferior até mesmo ao brasileiro: 4.589 dólares anuais contra 6.686 dólares no Brasil.

Três décadas depois, o valor chileno quintuplicou, tornando-se o mais alto da América Latina – o do Brasil, em ritmo muito mais lento, pouco mais que dobrou. Hoje (fevereiro de 2018) , segundo dados do Banco Mundial, nosso PIB per capita bate em 15.153 dólares anuais, contra 23.960 dos chilenos.

Não é só nisso que o país andino lidera: o Chile também possui o mais alto Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da região. Ocupa hoje o 38.º lugar mundial, à frente de membros da União Europeia como Portugal e Hungria, contra a 79.ª posição ostentada pelo Brasil, que fica atrás de países como Albânia e Azerbaijão".

O Chile continua como exemplo vivo de que a economia precisa de liberdade para crescer !

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