© Todos os direitos reservados

Re-União 2017

A prostituição ideológica

August 16, 2019

Na Renascença havia os mecenas que sustentavam a arte. O núcleo era Firenze, onde ao entrar numa viela esbarrávamos em Rafael; admirados íamos distraídos e de repente, bum!, éramos atropelados por Michelangelo, que, sempre resmungando por causa do Papa avaro que não lhe pagava o que merecia sua arte, vivia de mau humor.

 

Enquanto um pintava a Madona e o outro esculpia a Pietà, para pagarem um pão com manteiga e uma caneca de vinho, perguntamos: e os artistas daqui, o que pintam, o que esculpem para pagarem suas viagens de Primeira Classe a Paris, e suas coberturas em Ipanema?

 

Bem, a arte dos nossos artistas é outra, muito mais fácil e rentável. E tal arte não exige um pincel de Rafael nem um cinzel e martelinho de Michelangelo. A arte de hoje está confinada a um comportamento político, basta se dizer comunista que a arte já está feita, consagrada e muito bem remunerada.

 

Nossos consagrados artistas de hoje são prostitutas ideológicas.

 

Acusá-los de comunistas, como vejo por aí, é um elogio imerecido. Eles adoram, e pedem bis, porque o único elogio que faz efeito é o imerecido. Mas o real é que são damas do cabaré do PT, nada mais relevante do que isso.

 

A prostituição ideológica é a mais bem aquinhoada de todas as profissões. Sem necessidade de dar prova de dignidade intelectual ou moral, deleitam-se. Cargos e benesses, de uma Lei muito bem explorada e Ocupada, caem no colo de cada um.

 

Como o Ministério da Cultura para a irmã de um (Anna de Hollanda), uma propina mensal para bancar um teatro de outra (Marieta Severo), outro Ministério (Gilberto Gil), a adesão total, leviana e submissa da imprensa, que também explora como ninguém a prostituição ideológica, (Caetano).

 

Mas os mecenas cobram um preço, e o preço é ter que sustentar o cinismo ideológico, atacando o que há de honesto e bom para o Brasil. Esses artistas, ou prostitutas, são de uma mediocridade encantadora.

 

Quando a arte era coisa de gênio, o artista tinha que ser magistral. Hoje, e esse hoje tem muitas décadas, basta se instalar como um piolho num saco Stalinista para alcançar a glória vulgar.

Share on Facebook
Share on Twitter
Please reload

Posts Em Destaque

Renan Calheiros, a história de um pilantra

January 21, 2020

1/10
Please reload

Arquivo
Please reload

Siga
  • Facebook Basic Square
  • Twitter Basic Square
  • Google+ Basic Square