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Re-União 2017

A sombra da "Fraternidade"

August 30, 2019

As ideias iluministas que tiveram seu apogeu no século XVIII moldaram nossa história política contemporânea, a revolução francesa foi o difusor de uma ideia inconteste pela Liberdade, Igualdade e Fraternidade.

Todavia, qual não é a natureza humana que a tudo invoca a subversão? Desta forma foi a “Liberdade” o Valor e fundamento que iniciou as mudanças políticas mundiais e através do Liberalismo concluímos o exagero que esmagava a Igualdade e a Fraternidade, de certo, isso propiciou as bases para uma ideologia que nos assolou por todo o século XX, o Socialismo.

 

A ideia de igualdade e luta de Classes tentou, inicialmente, fazer um contraponto ao Liberalismo exacerbado, que desconsiderava o respeito humano. Notadamente, tudo isso parecia muito bom e razoável, afinal, quem se oporia a dignidade humana em nome do “lucro”?

 

Contudo, a natureza humana em tudo invoca a subversão e, no seu extremo, nessa perseguição do ideal Igualdade nasce o Comunismo, que elimina a Liberdade e demonstra absoluta incompatibilidade econômica, sendo um mal a se combater e muitas vezes preparada pelo apelo aparentemente sedutor do Social e da igualdade. Ou seja, Igualdade e Liberdade são antípodas lógicos, nesse enfoque. Nesse breve resumo das consequências iluministas, por óbvio não fazendo jus a completude da história, é que se baseia, por exemplo, as Gerações ou Dimensões dos Direitos Humanos (Teoria Geracional de Vasak).

 

Mas e a Fraternidade?!

Voltemos nossa percepção para exemplos recentes, como os grandes festivais de Rock, por exemplo, Live Aid (Julho de 1985, Inglaterra e USA), que veio a reboque de um dos maiores festivais do mundo, o Rock in Rio(janeiro de 1985, Brasil), com a absoluta diferença de ter levantado fundos na Inglaterra e USA para donativos contra a fome na Etiópia(África): essa foi a 1ª vez que o engajamento de artistas, no caso músicos, surtiram resultado práticos na atuação beneficente. Mais tarde, com outros formatos, outras iniciativas apareceram como “We are the World”que contava com inúmeros artistas e encabeçado por Michael Jackson, artista que depois se tornou símbolo desse tipo de ativismo na década de 80. Vale ressaltar que essa “febre” se voltava inicialmente para a África, e somente após isso, curiosamente, sendo movida por artistas como Sting (The Police), Madonna e o próprio Michael Jackson para o Brasil.

 

Quem faria qualquer crítica? Afinal, eles estavam “gastando” seu tempo com os necessitados, que mal poderia haver nisso? Milhares de adolescentes foram à loucura, insuflados por tão nobre ideal.

 

Esse “Senso Fraterno” permeou as ultimas décadas de nossa história e se intensificou de tal forma que havia mais artistas que necessitados, toda semana um jantar beneficente em algum ciclo de abastados, “músicas politizadas” até para Guerras, a exemplo de Kosovo e Saraievo.

 

Mas, o que há por trás disso tudo? Qual o motivo desse necessário “pedágio artístico” de conduta comportamental?

 

Certo é que, cada vez mais, a necessidade desse discurso possibilitou ganhos em várias áreas, sobretudo a da imagem, mas pior que isso, “não rezar” conforme a cartilha fraterna coloca o artista fora do cenário dos grandes shows e eventos, causa o ostracismo e a desgraça do esquecimento da mídia. Por óbvio que se extrai daí um filão comercial e politicamente correto.

 

A organização desse tipo de universo se destacou por um flagelo social de onde se conclui sua natureza, e por se tornarem organismos não governamentais, dando a ideia de que cumpriam um papel social relevante e esquecido pelo Estado.

 

O lobby por esse tipo de “organismo” foi tão intenso que atualmente são consideradas mega entidades autossustentáveis e que conduzem as decisões de governos e influenciam povos.

 

Mas se esse “movimento” tão fraterno é tão importante, por qual motivo a África continua pobre e desvalida, palco de Guerras e doenças? Por qual motivo essas entidades internacionais se esmeram tanto na Região Norte mesmo sabendo das necessidades emergenciais da Região Nordeste do Brasil?

 

Quem está por trás dessa organização quase empresarial com CEOs e Planos Executivos?

 

Curiosamente, essas entidades trabalham como engrenagens seguindo um ritual esperado por cada uma delas em suas áreas de atuação, esse fenômeno também é perceptível nas entidades missionárias e, ainda que sendo entidades não governamentais, contam com apoio financeiro de seus governos de origem e até do governo brasileiro – caso específico das ONGs, que doravante tomaremos.

 

Em estudo recente (2017) realizado pelo Exército brasileiro com os índios

 Ianomâmis (“A ação do Exército brasileiro na terra indígena Yanoami frente à atenção básica de saúde e aos indígenas Sanömá na região de Auaris”)¹ destacou-se quanto os índios no noroeste do estado de Roraima, especificamente um subgrupo da etnia Ianomâmis, os Sanömá, não são assistidos na atenção mais básica de saúde, tal tribo estava infestada por Tunga penetrans (“bicho de pé”), causando deformidades ósseas, infecções e obstrução retal por infestação no ânus, vale ressaltar que tal inflamação seria facilmente combatida com a extração do causador da lesão, a Tunga penetrans (pulga) instalada na pele.

 

No Estudo realizado pelo, atualmente Ten. Coronel R1, Rodrigo Luiz Soares Evangelista, fica clara a absoluta falta de atuação direta dos organismos internacionais, porém, milhares dessas ONGs reportam suas presenças como fundamentais no auxílio dos indígenas que, em verdade, só pode contar com o apoio e presença das FFAA. Então, qual seria a função da ONGs na Região Norte do País? A quem estão tentando “ajudar”?

 

Estamos diante de um impressionante fenômeno onde a exacerbação da “Fraternidade” tornou-se um ativismo perigoso e de ligações sombrias de interesses desconhecidos, desvirtuando a essência inconteste da Fraternidade como conduta positiva e salutar.

 

No mesmo passo, verifica-se a intervenção exterior com afronta indiscutível da Soberania do país e marcado por toda sorte de “Campanha” e imposição “Social”, até mesmo de países como o Vaticano, como acontecerá no Sínodo da Amazônia marcado para outubro desse ano.

 

É importante frisar que nas ultimas décadas houve um claro esforço em “vender” um discurso de união dos “Povos” indígenas, a tentativa já vetada de uma criptomoeda e a denúncia do uso de aviões do SUS para uso do tráfico de drogas.

 

Há muito mais envolvido do que presumimos, há muito mais interesses vis e nada fraternos que se aceleraram na presença de um obstáculo grande que se firmou após as eleições Presidenciais. A tentativa de Internacionalizar a Amazônia pode ser um estratagema para conduzir esse território para uma “emancipação” e formação de um novo país, desejo já previamente revelado nos planos ardis de ONGs de todo o mundo.

 

A “Fraternidade” se resumiu a obsessão pelas riquezas naturais, da biopirataria aos minérios e madeira, “Fraternidade” que nunca foi dirigida ao índio, nunca revelou benefícios reais e se recente de inúmeras denúncias a serem apuradas ainda esse ano.

 

Passada a ultima etapa do iluminismo, o que restará por inventar?!

 

*GVBA é Advogado, professor de Direito Civil, ex Cadete da AMAN e Colunista (Ex Positis) do Magazine digital http://VidaDestra.org 

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