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Re-União 2017

Governo da Nicarágua perdoa assassino de estudante brasileira

August 29, 2019

Em 23 de julho de 2018, a pernambucana Raynéia Gabrielle Lima foi assassinada a tiros em Manágua, capital da Nicarágua, pelo paramilitar Pierson Gutiérrez. A jovem residia na Nicarágua, onde estudava medicina. A fatalidade teria acontecido por ela ter passado acidentalmente com seu carro em um local onde estavam sendo realizados protestos. O assassino seria integrante de um grupo paramilitar responsável por reprimir, em caráter extraoficial, manifestações contra o governo. 

 

Quando a estudante foi assassinada, a população fazia protestos contra a reforma da previdência, sancionada pelo ditador socialista Daniel Ortega. Ortega — um tirano brutal e truculento —, ordenou que suas milícias reprimissem as manifestações de forma violenta; consequentemente, mais de trezentas pessoas foram assassinadas pelas tropas populares da ditadura. 

 

Quando Pierson Gutiérrez foi positivamente reconhecido como o assassino da jovem, ele foi preso, julgado e sentenciado a quinze anos de prisão. No entanto, o assassino cumpriu apenas um ano de cárcere, e ironicamente, foi solto exatamente um ano depois do crime. Pierson Gutiérrez foi solto com base em uma lei de anistia criada pelo próprio Daniel Ortega. Segundo Paulo Abrão, no entanto — secretário-executivo da Comissão Interamericana de Direitos Humanos —, crimes dessa natureza "não podem ser submetidos a processos de anistia." O Itamaraty emitiu um parecer repudiando a anistia do assassino. 

 

A família da vítima pretende recorrer da decisão judicial. Eles serão representados por uma organização beneficente que defende as vítimas da repressão da ditadura. Nunca tendo sido notificados sobre o julgamento de Gutiérrez, em nenhum momento a justiça nicaraguense teve a consideração de entrar em contato com a família da vítima, para deixá-los a par dos procedimentos legais. Tudo foi realizado às pressas, sem o consentimento e o conhecimento da família. O julgamento do acusado durou apenas trinta e cinco minutos, e ocorreu a portas fechadas. 

 

Recentemente, a falecida foi agraciada com um diploma póstumo pela Universidad Americana de Manágua, onde ela estudava. Seus colegas receberam a homenagem com indiferença, porque a instituição decidiu não realizar nenhuma cerimônia oficial. Com um toque de deboche assassino, cruel e despótico, Ariana Ortega — neta do ditador — compareceu ao evento usando uma jaqueta da Frente Sandinista de Libertação, o partido político (organização criminosa) que tortura, dizima e sacrifica os nicaraguenses, da mesma forma que o Partido Socialista Unido da Venezuela faz com os venezuelanos.  

 

Durante o evento no entanto, Raynéia foi homenageada por seus colegas, o que deixou sua mãe, Maria José da Costa, profundamente emocionada. Quando foi assassinada, Raynéia — então com trinta anos —, estava no último ano do curso. Uma vida cheia de anseios, projetos e sonhos foi cruelmente ceifada, como consequência da repressão criminosa orquestrada por um sádico e desprezível tirano, cuja maior ambição é se perpetuar no poder. Uma brasileira, uma correligionária, filha de nossa nação, teve sua vida violentamente roubada, e sua família sofreu uma perda irreparável. Infelizmente, Raynéia foi mais uma vítima da violência e da brutalidade da doença socialista, uma sórdida e satânica depravação política, que causa inenarráveis e dolorosas desgraças por onde passa. 

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