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Re-União 2017

Parasitas do Brasil

September 7, 2019

A compra de jatinhos com financiamento do BNDES é um exemplo lapidar da mente parasitária que prosperou durante os 15 anos de domínio do Partido dos Trabalhadores, gente que enxerga no Estado não um instrumento de produção de riquezas ou um poder que apoiará os fracos diante das ameaças dos espertos, mas apenas um instrumento de preservação dos privilégios de uma casta.

Foi uma mamata, escancarada por Lula e mantida por Dilma Rousseff, que na prática roubou 700 milhões de reais do Tesouro Nacional em cinco anos (de 2009 a 2014) para tornar mais barato (subsídio) o custo do dinheiro para gente abastada servir-se de um super-luxo, espécie de adereço de uma sofisticada fantasia de carnaval...

Quem se locupletou se contorce para justificar o injustificável: foi privilégio, um mimo aos amigos mais próximos e apoiadores do governo, não há outra explicação.

DÓRIA, HUCK, FLÁVIO ROCHA
A lista dos contemplados atinge 134 contratos de financiamento e nela figuram ao menos três personagens que já sonharam ou ainda sonham em se eleger presidente da República – o atual governador de São Paulo, João Dória; o apresentador da TV Globo e candidato preferido de FHC para a presidência em 2018, Luciano Huck; e o dono das Lojas Riachuelo, Flávio Rocha, – um dos líderes do movimento Brasil 200, que apoiou a eleição de Bolsonaro.

A lista – pasmem ! – inclui os donos da JBS, numa demonstração de que a intimidade e a cumplicidade dos açougueiros de Goiás com os dois governos petistas ainda está por ser esclarecida.

Os 134 nomes que subscrevem esses contratos precisam ser escarafunchados muito mais do que já foram, pois precisamos conhecer, antes das próximas eleições, quem são os parasitas incrustados no tesouro nacional...

GAZETA DO POVO
Um primeiro trabalho de prospecção sobre a lista foi feito pelo jornal eletrônico Gazeta do Povo e veja o que ele descobriu:

“A aeronave mais cara vendida no programa foi para o empresário Michael Klein (Casas Bahia), que pagou R$ 77,8 milhões por um jato executivo em nome da empresa Cb Air Taxi Aereo Ltda. Ele está pagando a aeronave em 120 meses e conseguiu taxa de 3,5% ao ano.

O advogado Pedro H. Xavier, que defendeu o ex-diretor da Galvão Engenharia Erton Medeiros, e o doleiro Carlos Habib Chater, delator da Lava Jato, também estão na lista.

A família Moreira Salles (Itaú-Unibanco) também usufruiu da linha de financiamento do BNDES, pagando 4,5% ao ano de juros sobre empréstimo de R$ 75,5 milhões para adquirir uma aeronave em nome da Brasil Warrant Administradora de Bens.

Há, na lista, ainda, empresas envolvidas na Lava Jato, como a JBS, que financiou um jato de R$ 39,7 milhões, e a Estre Ambiental (R$ 14,2 milhões).

CLÁUDIA LEITE, VICTOR E LÉO
Pelo menos dois dos jatos financiados pelo BNDES estão bloqueados pela Justiça. A Operação Greenfield tornou indisponíveis os bens de Mario Celso Lopes e de suas empresas, entre elas a MCL Empreendimentos e Negócios, que têm aeronaves financiadas junto ao BNDES nos valores de R$ 15 milhões e R$ 9 milhões.

Fiat Automóveis, Lojas Americanas, John Deere e MRV Engenharia, além das empresas produtoras de shows dos artistas Victor e Léo e Cláudia Leite, também estão entre os usuários da linha de crédito do BNDES.

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