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Re-União 2017

Delírios da visão de mundo socialista

October 30, 2019

Dialogar ou debater política com socialistas pode ser cansativo de muitas maneiras. Em certo sentido, militantes socialistas não deixam de ser crianças que acreditam ingenuamente que o estado é uma instituição sacrossanta e milagrosa, que tem poder para construir o paraíso na Terra. Para eles, a resposta e a solução para todos os problemas está no estado. Quanto maior for o estado, mais "protegida" e "segura" estará a sociedade. Completamente alienados para as consequências das políticas que defendem, socialistas jamais estudam os efeitos nefastos e contraproducentes de suas deletérias convicções. E permanecem sempre alheios para as calamidades geradas pela insensatez de todas as baboseiras utópicas que defendem. 

 

Como um país socialista, o Brasil sofre justamente as consequências de um estado enorme. A classe política tem muito poder, é extremamente rica, toma muitas decisões em seu próprio benefício, a iniciativa privada é brutalmente castigada com uma das cargas tributárias mais pesadas e extorsivas do mundo – claro, tem que sustentar toda essa obscena fanfarronice estatal – e absolutamente nada funciona, porque tudo é ostensivamente burocratizado. É necessário enfatizar que essas são as consequências naturais de um estado máximo. E o que os socialistas dizem, quando tentamos explicar isso, com muita sagacidade e paciência, a eles? Como sempre, falam que isso "não é o verdadeiro socialismo". 

 

Socialistas são crianças que não conseguem compreender o mundo real, muito menos o funcionamento do estado. O que eles acham? Que todos os funcionários públicos são pessoas puras, sacrossantas e diligentes, aguerridos e patrióticos heróis que são exemplos de eficiência máxima? A verdade, dita de forma clara e simples – embora nem mesmo assim um socialista seria capaz de compreender – é que não tem como o estado ser eficiente, pois o estado não opera em um ambiente de mercado. O estado é um grande monopólio corporativo. Ele não precisa ser eficiente, coeso, consistente, prático e efetivo, pois ele não tem concorrência. Sendo assim, por que um burocrata irá atendê-lo de forma prestativa e eficaz, se ele poderá fazê-lo de forma vagarosa e desleixada, e ainda assim manter o seu cargo super-rentável, que paga muito mais do que a iniciativa privada? Um burocrata do estado não precisa ser eficiente, nem atender a demanda de qualquer cidadão. Ele ocupa um cargo vitalício, e qualquer reclamação eventual por conta de um atendimento precário se perderá nos vastos e extensos labirintos da burocracia estatal. O estado é um parasita que existe para gerenciar os seus próprios interesses, de aumento da arrecadação e espoliação sobre a sociedade produtiva. Acreditar que o estado existe para atender as necessidades do cidadão é tão fantasioso quanto acreditar em contos de fadas.    

 

É assim que o estado funciona, e não apenas no Brasil, mas em qualquer país do mundo, com níveis variáveis de ineficiência. Socialistas, no entanto, recusam-se a ver o estado por aquilo que ele realmente é, e insistem em enxergá-lo por um viés ridiculamente romântico e idealista. 

 

Para o leitor ter uma ideia do que estou falando, vou dar um exemplo bem interessante. Nos Estados Unidos, há muitos anos atrás, algumas cidades passaram a ter a coleta de lixo feita por empresas privadas. Depois de um tempo, realizou-se a comparação entre aquelas cidades que ainda tinham a coleta de lixo sendo realizada pela prefeitura. Ao fazer uma comparação, verificou-se que nas cidades onde a coleta de lixo era realizada por uma empresa privada, além do serviço ser de qualidade superior, ele custava apenas a metade do que custava nas cidades onde a coleta do lixo permanecia sendo realizada pela prefeitura. Como sempre, a iniciativa privada foi superior em questão de custos e eficiência.  

 

Para os socialistas, no entanto, dane-se o mercado, que poderia nos entregar aquilo que precisamos de forma muito mais dinâmica, barata e eficiente. Socialistas querem que você e eu sejamos extorquidos em 70% dos nossos rendimentos pelo governo via tributos, para que sustentemos o tão louvado, idolatrado e adorado deus dessa gente, o estado. E que você e eu fiquemos pobres, é claro. O importante é enriquecermos de forma sistemática e abundante os políticos de estimação dessa gente. 

 

Outra coisa que devemos combater fervorosamente: socialistas, em geral, são desarmamentistas. Evidentemente, quem não gosta de armas não deve ser forçado a ter uma. Mas eles não podem se achar no direito de dizer a outras pessoas como elas devem viver suas vidas, muito menos exigir que cidadãos renunciem ou negligenciem a sua própria segurança. Tampouco devemos terceirizar ou confiar cegamente no estado nessa questão. A polícia não serve para coibir ou prevenir crimes; apenas para recolher os cadáveres depois que o crime já foi cometido. Se criminosos invadirem a sua casa, é melhor você ter em mãos uma arma do que um telefone (embora a propaganda estatal diga justamente o contrário).

 

Socialistas, no entanto, sempre arrogantes e prepotentes, são totalitários por natureza. E o pior de tudo, não vivem no mundo real, mas em um idealista e pueril conto de fadas. Eles acham que todas as pessoas do mundo são boas, puras, graciosas e gentis; portanto, para o mundo ser pacífico, basta proibir as armas. O resultado que teríamos – por consequência dessa medida estatal – seria o paraíso na Terra. Não importa os argumentos que tentemos usar, socialistas e esquerdistas em geral são pessoas tão infantis que não apenas são completamente incapazes de compreender que existem indivíduos malignos no mundo – e que cidadãos decentes tem o direito de se resguardar e se proteger desses indivíduos malignos – mas eles sequer conseguem entender o conceito de maldade, de tão alienados e infantis que são. E o pior de tudo, não conseguem compreender que é imoral, antiético e abusivo tentar exercer controle sobre a vida de outras pessoas, e privá-las da sua faculdade de fazer escolhas, o que dirá defender a própria vida. Socialistas tem enorme dificuldade de entender que qualquer tentativa de planificação da sociedade é uma atrocidade política cruel e feroz; é autoritarismo coletivista se sobrepondo às circunstâncias e necessidades individuais. 

 

Restringir o armamento civil não ajuda em nada a diminuir a criminalidade, de maneira alguma. E o mundo está cheio de exemplos que nos ajudam a fazer essa constatação. Na China – uma ditadura totalitária onde o armamento civil é ostensivamente proibido –, ataques com facas tem sido cada vez mais recorrentes. Em 2014, um grupo de cinco homens matou trinta e três pessoas a facadas e feriram mais de cento e trinta em uma estação de trem na província de Yunnan. 

 

Apenas duas semanas depois, um outro ataque fez cinco vítimas fatais na cidade de Changsha, na província de Hunan. E no ano passado, uma mulher de trinta e nove anos esfaqueou quatorze crianças em uma escola, na cidade de Chongqing. Felizmente, esse caso não registrou nenhuma fatalidade. Não obstante, os casos envolvendo facadas nas escolas chinesas – cujas vítimas em sua maioria são especialmente crianças –, tornaram-se uma verdadeira epidemia. Os países do Reino Unido vem sofrendo de forma similar com esse mesmo problema. Nação que nos anos recentes aumentou de forma expressiva as restrições sobre armas de fogo, ataques violentos e assassinatos realizados com facas tiveram um aumento alarmante recentemente. No período entre março de 2017 e março de 2018, Inglaterra e País de Gales registraram os seus piores níveis, desde que estatísticas começaram a ser compiladas, em 1946, com duzentas e oitenta e cinco mortes registradas. A maioria das vítimas eram homens negros entre 18 e 24 anos. Na Inglaterra e na Indonésia também foram registrados recentemente casos envolvendo ataques realizados com espadas. 

 

Outra questão relacionada com o armamento civil diz respeito aos notórios mass shootings, que ocorrem em vários países do mundo, mas especialmente nos Estados Unidos. Quando eles ocorrem, no entanto, a mídia esquerdista cobre esses casos da forma mais sensacionalista e parcial possível, e sempre aproveita a tragédia para fazer alguma conexão sobre a possibilidade de legislação desarmamentista.

 

O que estes informativos parciais saturados de falácias omitem, por exemplo, é que mesmo com toda a violência que existe nos Estados Unidos, ele ainda é um país infinitamente mais seguro do que o Brasil, que está entre os dez países mais violentos do mundo. No Brasil, temos aproximadamente sessenta mil homicídios por ano. Nos Estados Unidos, o número de homicídios é de aproximadamente trinta mil, ou seja, é a metade do que temos aqui. E devemos levar em consideração o fato de que os Estados Unidos, com seus trezentos e vinte e três milhões de habitantes, tem uma população superior a do Brasil, que possui duzentos e dez milhões de habitantes, aproximadamente. Ou seja, os Estados Unidos, tendo uma população consideravelmente maior que a do Brasil, tem um índice de homicídios muito inferior. Nos Estados Unidos, estima-se que existam mais de quatrocentos milhões de armas – o número de armas, portanto, supera o próprio número de habitantes –, enquanto no Brasil o número de armas registradas fica sendo inferior a nove milhões.

 

Outro aspecto que ajuda uma sociedade a ser mais segura é justamente a descentralização. Uma sociedade que tem a sua segurança completamente centralizada no estado – no caso de uma ocorrência – fica totalmente dependente da polícia. A polícia precisa ser primeiramente acionada, e depois precisa ir até o local da ocorrência, para neutralizar uma agressão. Normalmente, a polícia chega depois que o crime já foi cometido. Muitas vezes, após o criminoso escapar.  

 

No final de 2017, um homem chamado Devin Kelley invadiu uma igreja batista no estado americano do Texas, e começou a atirar em toda a congregação. Nisso, Stephen Willeford – antigo instrutor da NRA, a National Rifle Association – que morava nas circunvizinhanças, fora alertado sobre o tiroteio por sua filha. Ele então pegou um rifle da sua estante de armas e foi correndo descalço até a igreja. 

 

Willeford, com muita garra e valentia, enfrentou o criminoso, que a esta altura já havia matado vinte e seis pessoas. No entanto, teria matado muito mais se o corajoso homem não houvesse interferido. Willeford conseguiu alvejar o assassino, que, ferido, saiu da igreja e fugiu em seu carro. Willeford conseguiu parar um veículo na rua, e depois de explicar o que estava acontecendo para o motorista, Johnnie Langendorff, o convenceu a perseguir o criminoso. Willeford embarcou no veículo, e ambos foram atrás de Kelley, que foi eventualmente capturado. 

 

Todas as pessoas que Willeford salvou não teriam sido salvas, se os Estados Unidos fosse um país como o Brasil, por exemplo, que restringe de forma draconiana o armamento civil. Se tivessem que esperar pela polícia, provavelmente todas as pessoas que estavam na igreja batista naquela ocasião teriam sido mortas. Com certeza ninguém teria se salvado. Esse é um caso que mostra objetivamente que a descentralização da segurança é muito mais eficiente do que a sua centralização. 

 

Uma das razões pelas quais tantos mass shootings ocorrem em escolas é que escolas normalmente ficam localizadas em "Gun Free Zones", ou seja, Zonas Livres de Armas. Assassinos impiedosos são covardes, priorizam locais onde sabem que as pessoas estarão desarmadas; assim, eles não terão que se preocupar em serem alvejados, poderão fazer vítimas livremente. A melhor solução para esse problema seria armar professores e diretores. Armados, eles teriam chances muito mais consistentes de proteger os alunos. Os dois indivíduos que cometeram o massacre na escola de Suzano, em São Paulo, no mês de março, fizeram isso pelo mesmo motivo. Tinham plena certeza de que iam para um lugar onde as pessoas estavam desarmadas, e portanto, desprotegidas. Assim, eles estavam livres para cometer atrocidades, e não teriam que se preocupar em serem alvejados, poderiam se concentrar unicamente em fazer vítimas. Em Israel e no Paquistão as escolas são seguras justamente porque lá os professores ficam armados em sala de aula. Quando foi que você ouviu falar de algum mass shooting em uma escola de Israel?   

 

Enfim,  a verdade é que não adiante proibir a venda de armas. Isso é imoral, antiético e não produz uma sociedade mais segura. Cada pessoa deve ter o direito legítimo de defender o seu maior patrimônio, que é a sua vida, bem como a de seus familiares, em situações de risco. Tentar proibir as pessoas de exercer esse direito natural é o que constitui um verdadeiro crime. 

 

Socialistas precisam crescer, e abandonar o mundo de fantasias onde vivem. Criminosos não ficam impossibilitados de comprar armas, caso estas sejam proibidas. Eles ainda terão amplo acesso a elas no mercado negro, um mercado paralelo que é impossível de ser completamente coibido pelo estado. E uma sociedade onde vigora uma lei tão nefasta e depravada como a do estatuto do desarmamento é tudo o que os criminosos querem, pois uma lei dessa natureza trabalha a favor deles. Afinal, os bandidos e contraventores tem a certeza absoluta de que a sociedade está desarmada; portanto, eles podem roubar, matar, assaltar e sequestrar à vontade, visto que – pelo fato dos cidadãos estarem desarmados – eles não encontrarão nenhuma resistência por parte de suas vítimas, que, depois de abordadas, não terão nenhuma escolha a não ser obedecer os criminosos, e atender a todas as suas exigências.  

 

É fundamental entender que algo tão vil e maléfico como o estatuto do desarmamento – longe de institucionalizar algo como a segurança – institucionalizou a vulnerabilidade da sociedade; pior de tudo, uma vulnerabilidade compulsória, que obriga a população a viver como reféns do medo, e de criminosos sádicos, depravados e oportunistas. Está na hora da esquerda sair do mundinho colorido de fantasias em que ela vive, para compreender a realidade, e tentar exercer o "humanitarismo" do qual ela se diz partidária. Ser humanitário é entender que existe maldade no mundo, e que as pessoas não devem ser proibidas de exercer o seu direito inalienável à legítima defesa; tampouco devem ser obrigadas a depender exclusivamente do estado. A existência do estado não deve servir como pretexto para sabotar a autonomia e a independência das pessoas. O estado não é onisciente nem onipresente. A única pessoa que estará com você o tempo todo é você mesmo. 

 

O socialismo seria uma grande piada, se também não fosse uma irresponsável e destrutiva tragédia. Coisa de pessoas desocupadas com mentalidade infantil, que pensam que um mundo melhor depende exclusivamente do deus-estado e do papai-governo, quando na verdade é exatamente o contrário. Estado e governo devem ser reduzidos ao máximo, e a autonomia e a independência do cidadão devem ser potencializadas ao extremo. Só assim poderemos resgatar valores éticos tão importantes e tão fundamentais para o desenvolvimento da nação. A história já mostrou centenas de vezes que uma sociedade onde o cidadão é completamente tutelado pelo estado – depois de ter todas as suas liberdades defenestradas –, além de ser imoral e antiético, não funciona, e frequentemente resulta em tiranias que escravizam a população por décadas. Isso mostra que o conflito entre o indivíduo e a tirania coletivista da mentalidade de rebanho persistirá, enquanto o estado ocupar o lugar de Deus no panteão mitológico das nefastas ideologias de esquerda que saturaram a sociedade. 

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