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Re-União 2017

A ética própria da Globo

November 1, 2019

Desde que a TV Globo, já transformada numa rede de cobertura nacional, assumiu a liderança efetiva da audiência no Brasil, Roberto Marinho, seu controlador e patrono, sentindo-se uma pessoa poderosa, achou que poderia também virar as costas para a Ética dos homens e ter uma ética própria, devidamente amoldada a sua vontade e aos seus interesses.

Surpreendido pela morte (sim, surpreendido, porque aos íntimos confessava sua convicção na imortalidade) no dia 6 de agosto de 2003, aos 98 anos, Roberto Marinho conseguiu transferir aos filhos, herdeiros e gestores do seu império de comunicações, os mesmos compromissos com a ética que lhes deixou como herança.

Nada mais pode explicar os métodos “jornalísticos” que ela tem usado, seja para desgastar, desestabilizar, seja para golpear o atual governo, como nesse caso das “revelações” do porteiro do mesmo condomínio onde morava, no Rio de Janeiro, o presidente da República Jair Messias Bolsonaro.

ÉTICA DOS HOMENS NÃO SERVE
Não, a Globo nunca se orientou pela Ética dos homens !

Há uma infinidade de casos em que isso ficou explícito, a começar pelo ocorrido em 1982, quando a emissora, mancomunada com o Regime Militar, tentou surrupiar a eleição de Leonel Brizola no Rio de Janeiro.

Foi o famoso caso Proconsult, nome de uma empresa de processamento dos dados eleitorais, também envolvida na tentativa de golpe.

Foi no bilionário mundo do direito de transmissão dos grandes eventos esportivos que ela mais fez valer a sua ética própria, que o diga o empresário argentino Alejandro Burzaco, uma das testemunhas chamadas por promotores dos Estados Unidos para participar do julgamento de ex-dirigentes de futebol acusados de corrupção no escândalo da Fifa.

A Globo negou tudo, mas ele afirmou que emissoras de diversos países, incluindo a TV Globo, pagaram propinas para assegurar direitos de transmissão de partidas.

E MORRE UM BELO ARQUIVO
A morte, em 2018, do empresário e jornalista J. Háwilla, o dono da Traffic, empresa especializada no comércio dos direitos de transmissão de eventos esportivos, facilitou muito a vida da Globo ao ter de explicar – se é que um dia terá mesmo – qual foi a sua participação na roubalheira que abalou as grandes entidades mundiais de esportes nos últimos anos.

A imagem de J. Hawilla sempre se confundiu com a imagem da Globo, até porque ele era dono de várias emissoras que retransmitiam a programação da rede em várias localidades do interior paulista.

J. Hawilla teve participação direta na eclosão do escândalo de corrupção da Fifa que provocou a prisão de vários dirigentes, incluindo o então presidente da CBF, José Maria Marin, em 2015.

Na época, o empresário fez um acordo com a Justiça dos Estados Unidos para delatar irregularidades em contratos comerciais de várias competições, com o pagamento de subornos.

Na sua delação, então, Hawilla detalhou o esquema que envolvia dirigentes da Conmebol e da CBF, inclusive Ricardo Teixeira e Marco Polo del Nero, ex-presidentes da confederação nacional, e os acordos por torneios como a Copa América, a Copa Libertadores e a Copa do Brasil. Em troca, Hawilla não foi para uma cadeia, ficando detido em prisão domiciliar, além de ter pagado uma elevada multa para a Justiça norte-americana.

SINAIS QUE SE ESPALHAM
Os sinais da “ética própria” estão por toda parte, seja na obtenção de empréstimos em bancos públicos, seja no generoso acolhimento de artistas que dão cusparadas no rosto de pessoas em restaurantes, seja em fechar os olhos para seus jornalistas que faturam altíssimo em palestras promovidas por entidades diretamente envolvidas em corrupção, seja ainda demitindo um jornalista por “racismo” por ter pronunciado, em privado, uma frase politicamente incorreta.

Este caso, do porteiro do condomínio, serve para mostrar o quanto ela está disposta a usar o mau jornalismo para tentar desestabilizar o governo.

Não, a “ética própria da Globo” não tem limites.

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