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Re-União 2017

Quem quer incriminá-lo?

November 1, 2019

No calor do momento, você descobre,com exclusividade, que há um depoimento de um zelador do condomínio do Presidente da Repúblicaligando-o,ainda que indiretamente, aos assassinos de Marielle.

Minutos depois, também se depara com a informação que o então deputado Bolsonaro estava em Brasília. Não só por registro na Câmara, por votação, mas com vídeos feitos na cidade. Por mais que este fato quebre o “barato” da descoberta inicial, inundando seu chopp com água fria, é preciso, por dever de ofício, informar a população. Mas da forma adequada, com uma “nota de rodapé”, um adendo, um pequeno informe, pois os fatos demonstram que não apenas o então deputado não participou, como, ao que tudo indica, alguém quer ligá-lo ao acontecido.

 

Diante disso, mais recomendado do que soltar uma pequena nota, é perceber o óbvio: a notícia importante não é mais o Presidente da República, mas quem quer incriminá-lo. Quem tentou levar você, jornalista, ao erro. Ou não apenas você, mas a polícia em si -- uma constante no caso Marielle, inclusive. O que causa um sofrimento infinito aos familiares da própria.

 

Mas, infelizmente, tudo acima não foi seguido. Ao contrário. Dizer que a reportagem mencionou que Bolsonaro estava em Brasília não anula a decisão irresponsável de levar ao ar a matéria sem a devida apuração do contexto geral. Só prova que deveriam ter investigado melhor -- ainda que por mais 24h.

 

O zelador estava falando a verdade? O depoimento é verdadeiro? A portaria, como sai agora nos noticiários, tem ainda os originais? Nestes originais, consta algo? No calor do momento, você descobre, com exclusividade, que há um depoimento de um zelador do condomínio do presidente da República, ligando-o, ainda que indiretamente, aos assassinos de Marielle. Minutos depois, também se depara com a informação que o então deputado Bolsonaro estava em Brasília. Não só por registro na Câmara, por votação, mas com vídeos feitos na cidade. Por mais que este fato quebre o “barato” da descoberta inicial, inundando seu chopp com água fria, é preciso, por dever de ofício, informar a população. Mas da forma adequada, com uma “nota de rodapé”, um adendo, um pequeno informe, pois os fatos demonstram que não apenas o então deputado não participou, como, ao que tudo indica, alguém quer ligá-lo ao acontecido. Diante disso, mais recomendado do que soltar uma pequena nota, é perceber o óbvio: a notícia importante não é mais o Presidente da República, mas quem quer incriminá-lo.

Quem tentou levar você, jornalista, ao erro. Ou não apenas você, mas a polícia em si -- uma constante no caso Marielle, inclusive. O que causa um sofrimento infinito aos familiares da própria.

 

Mas, infelizmente, tudo acima não foi seguido.

Ao contrário. Dizer que a reportagem mencionou que Bolsonaro estava em Brasília não anula a decisão irresponsável de levar ao ar a matéria sem a devida apuração do contexto geral. Só prova que deveriam ter investigado melhor -- ainda que por mais 24h.

O zelador estava falando a verdade? O depoimento é verdadeiro? A portaria, como sai agora nos noticiários, tem ainda os originais? Nestes originais, consta algo? Quem ganha tentando ligar o presidente atual ao assassinato de uma então desconhecida parlamentar do município do Rio, sem poder à época, e que não ameaçava de forma alguma o “nicho” do presidente?

Até estas perguntas serem respondidas, o melhor seria aguardar.

 

Aguardar não é prevaricar, não é omitir, não é mentir para a população.

É ter uma fome insaciável pela verdade dos fatos, e quando estes estiverem claros, na mesa, expostos, aí sim levá-los ao público. Para que este decida no que acreditar. Até estas perguntas serem respondidas, o melhor seria aguardar.

 

 

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