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Re-União 2017

Impunidade sem limite para ricos e poderosos

November 8, 2019

Talvez não se tenha notícia, em todo o mundo dito civilizado, de um país que mude leis a torto e a direito como o Brasil.

 

De fato, a lei sobre a possibilidade de prisões antes ou depois do trânsito em julgado vem sendo mudada de acordo com a conveniência sombria dos poderosos que manipulam a lei e seus marionetes desde 2011.

 

Em 2016, o mesmo STF decidiu mudar a lei para que os réus começassem a cumprir pena após a condenação em segunda instância.

 

Hoje, movidos por conveniências obscuras e a pedido do Partido Comunista do Brasil e da OAB, decidiram mudar novamente a lei estabelecida por eles próprios em 2016.

 

Já havia uma combinação para que o voto decisivo fosse dado por toffoli nesse teatro mambembe.

 

E assim foi, com interpretações teatrais de gilmar mendes -que parecia assistente de toffoli no voto- e do próprio ex advogado do PT, que com voz "embargada" citou o caso das vítimas da Boate Kiss, usado como um argumento (que não foi compreendido por ninguém) enviesado.

 

Com voz grave e "sofrida", o ministro ainda teve a cara de pau de observar:

 

"Todos estão entendendo o que quero dizer?"

 

Todos quem, toffoli?

 

O que se entendeu foi algo bem diferente.

 

A lenga lenga interminável de toffoli não disse nada.Entre números despejados que mais demonstravam a atual ineficiência da justiça (que mais parecia um argumento contrário ao que ele próprio defendeu no fim), a morosidade absurda na aplicação da lei, e seu próprio ato "heróico" e "digno" ao julgar um caso 1 hora antes de sua prescrição, toffoli se perdeu em considerações absurdas, como a de que o adiamento infindável das sentenças -e prisão- nada tem a ver com o gigantesco índice de homicídios no país.

 

No caso de seu ato "heróico", só se esqueceu de que o réu passou mais de uma década, sendo culpado, livre e solto, graças justamente à justiça morosa que não o prendia nunca.

 

E que agora piora e muito com essa mudança vergonhosa.

 

toffoli enrolou, bajulou, se baseou numa decisão do Congresso em 2011.

 

Citou orgulhosamente o mensalão, que fez justiça e prendeu todo mundo.

 

Se esqueceu novamente, em seu raciocínio seletivo, que o grande líder o mensalão, o corrupto luladasilva, realizou um acordo onde entregou zé dirceu pra sair ileso do caso.

 

gilmar mendes, numa encenação onde se pretendia dramático e não patético como foi realmente funcionou como assessor de toffoli, declamando seu juridiquês e citando casos que não tinham nada a ver com a hora do Brasil.

 

Aproveitando a cena e o circo para ainda destilar seus ódios pessoais, gilmar ainda aproveitou para espetar Fux, declamando com ironia:

 

"Incomodados que se mudem".

 

E ainda, atacando Moro, declarou que não havia diferença entre conversa de contador do PCC e Procurador.

 

Ou, penalizado, ao afirmar que "querem transformar o STF em refém", quando é justamente o STF que transforma o país em refém de suas manobras sujas.

 

Enfim, o STF ratifica hoje o que já se imaginava: seu objetivo em favorecer e libertar bandido rico e poderoso.

 

Se nessa palhaçada serão beneficiados 5 ou 190 mil, isso importa pouco para eles.

 

O que importa são dois nomes basicamente: luladasilva e zé dirceu.

A defesa dos dois meliantes deve entrar imediatamente com pedido de soltura, conforme o acordo.

 

Acordo que agora foi cumprido vergonhosamente.

 

É um dia negro para a sociedade e para a justiça brasileiras.

 

Quando, um dia desses, a sociedade exigir aos gritos intervenção militar, será necessário se lembrar do dia 7 de novembro.

 

O dia da vergonha.

 

O dia em que o STF, finalmente, chegou ao limite da imoralidade em defesa da impunidade.

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