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Re-União 2017

Isso você não verá na mídia tradicional

November 25, 2019

Foi só o dólar bater R$4,20 que pipocaram especialistas em câmbio e economia.A mídia também não colabora e desinforma em vez de esclarecer. A manchete do UOL diz: “após dólar a R$4,20, internautas ironizam a campanha do Fora, Dilma”. E isso foi replicado por toda a sorte de metido à intelectual.

 

Pra começar a conversa, dólar é um fator importante, mas não o único. Absolutamente tudo tem que ser analisado dentro de um contexto, senão são apenas dados jogados sem importância nenhuma. Há meses que o noticiário internacional destaca a guerra comercial entre China e EUA e o medo de uma desaceleração da economia global. É natural que aconteça o chamado “fly to quality”, onde investidores saem do risco e vão procurar mercados seguros, o que faz mais dólares saírem do país, elevando sua cotação.

 

A Argentina, com a eleição do poste de Cristina Kirchner, deve voltar à moratória e impactou também negativamente o dólar no Brasil. A soltura de Lula (e outros presos) depois da decisão esdrúxula do STF, também afetou a moeda.

 

Quando Dilma e Guido Mantega destruíam a economia brasileira com políticas econômicas desastrosas, esses mesmos “intelectuais” diziam que não comiam dólar. A moeda saltou de R$2 pra R$4 em apenas um ano e meio. Fora isso, tivemos quedas bem significativas no PIB, a dívida pública foi para perto de 80% do PIB pela primeira vez na história, perdemos o selo de bom pagador (investment grade), o risco-Brasil explodiu e as estatais apresentavam prejuízo astronômicos e dívidas corporativas campeãs mundiais. E tudo isso fora a corrupção megalomaníaca. Nada disso parecia convencer o eleitor do PT de que a maior crise econômica e moral do país estava em curso.

 

Chegamos em 2019 com a lama acima do pescoço. A previdência com um rombo cada vez maior, se tornou prioridade do governo eleito. Mesmo com muitos dizendo que não aconteceria, a reforma com economia de R$800 bi foi aprovada. O risco Brasil voltou aos níveis de 2013. As reformas administrativa e tributária estão à caminho. Privatizações, concessões e leilões estão sendo feitos. O PIB do último trimestre teve um pequeno crescimento, mas que já foi maior que o previsto. Empregos foram criados, a inflação está baixa e os juros estão no menor patamar da história (e sem artificialismos).

Ainda é pouco? É. Mas o país foi saqueado e mal gerido por anos pela quadrilha petista. Pelo menos esse caminho mudou. Ele não é perfeito nem linear, mas atribuir o dólar de R$4,20 à gestão atual de apenas 11 meses, depois de tudo que foi feito e com as questões internacionais, é uma grande burrice ou má-fé deliberada.

 

Fora isso, agora a moda é corrigir o dólar pela inflação. Outra matéria do UOL diz: “Com inflação, dólar só bate recorde de 2002 se fechar a R$10,81.” Outra bobagem.

Primeiro que, se fôssemos atualizar o dólar pela inflação, deveríamos considerar também a americana. Segundo que, corrigir o dólar, que é flutuante, pela inflação, seria o mesmo que aplicar uma correção monetárias usada pra preços fixos. O preço do dólar é definido pela sua oferta e demanda, não é um preço fixo. Quando o dólar sobe, diversos preços no Brasil sobem também, dado que muitos dos materiais que utilizamos são importados. Até mesmo o pão francês é atingido, já que 60% de trigo é importado. Se os preços aumentam quando o dólar sobe e isso aumenta a inflação, como podemos corrigir o dólar por um índice que ele mesmo contribui pra aumentar?

 

A melhor maneira de entendermos a questão do poder de compra é através do índice Paridade do Poder de Compra medido pelo Banco Mundial. Nele, conseguimos verificar quantas unidades monetária de determinada moeda são necessárias pra comprar as mesmas coisas nos EUA em dólares. No caso do Brasil, esse índice hoje é de 2,03, o que significa que precisamos de US$2,03 para comprar a mesma coisa que um americano compra com US$1,00. O detalhe? Em 2010 esse índice era de 1,38, ou seja, perdermos 47% de poder de compra em relação ao dólar em apenas 9 anos.

 

E ainda querem culpar as “políticas neoliberais”? Ah, tenha a santa paciência! Parem de aprender economia com artista metido à besta e esse bando de desenvolvimentista maluco que continua achando que vai dar certo fazer as mesmas coisas que fracassaram no passado.

E isso você não verá na mídia tradicional. 

 

*Renata Barreto é economista

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