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Re-União 2017

No Brasil, o crime compensa

November 26, 2019

Agora que Lula está solto, a sua matilha de sicofantas aglomerou-se ao redor do líder da seita, desesperada para retornar ao poder; sem dúvida nenhuma, muita coisa está sendo tramada nos bastidores. Sabemos que a esquerda jamais dorme no ponto. Para complementar as festividades, os canhotos também celebram a soltura de José Dirceu, liberado pela juíza Ana Carolina Ramos, da 1ª Vara de Execuções Penais de Curitiba no dia 8 de novembro. A mudança do entendimento sobre o cumprimento da pena antes do trânsito em julgado certamente pode libertar uma miríade de criminosos que encontram-se em detenção. Ora, está na cara que o STF está disposto a fazer de tudo pelos seus criminosos de estimação. O STF é uma assessoria jurídica que trabalha para garantir a impunidade da ORCRIM. Como sabemos, no Brasil, o crime compensa. É possível cometer contravenções à vontade, que a "justiça" não faz nada além de carinho nos delinquentes. Além do fato de que ninguém mais vai ser preso, daqui a pouco a "justiça" estatal estará premiando aqueles que cometem crimes, erguendo monumentos e prestando-lhes homenagens. 

 

Sabemos que o STF na prática é o escritório de serviços jurídicos particulares da ORCRIM. Como Augusto Nunes corretamente lembrou, não podemos esquecer que Dias Toffoli foi "advogado do PT em duas campanhas eleitorais, e foi assessor jurídico da Casa Civil enquanto esteve no comando o delinquente José Dirceu." Como cachorrinhos adestrados, eles não farão nada que prejudique os seus donos, antes o contrário. Servirão aos seus proprietários com extrema diligência, sempre dispostos a atender a todos os seus caprichos, sejam eles quais forem.  

 

Uma das coisas que a Lava Jato mostrou aos brasileiros foi a extrema dificuldade de se prender os ricos e poderosos. A justiça estatal é tão fraca, subserviente, condescendente e letárgica com relação a toda sorte de infrações, contravenções e crimes, que quem tem dinheiro pode subverter o sistema judiciário com imensurável facilidade. Não adianta nada submeter os criminosos aos processos legais vigentes. Os ricos e poderosos tem contatos, conexões, amigos, dinheiro; como se isso fosse pouco, a infindável quantidade de recursos e instâncias existentes podem fazer os processos penais se arrastarem, prolongando-se indefinidamente. O sistema é feito para ser travado, para não punir. No Brasil, o crime compensa. Aqui, os ricos e poderosos — especialmente os da classe política — pode deitar e rolar à vontade, pode rir e gargalhar da "justiça", que sempre esteve, está e estará nos bolsos de quem paga mais. O que temos no máximo é jogo de cena. Os ricos e poderosos podem subverter o sistema e colocá-lo a seu favor sempre que desejarem. Como o jornalista Cláudio Dantas, do Antagonista, falou recentemente, isso provoca "risco de colapso do sistema penal brasileiro".

 

Ele também falou, apropriadamente, que é um verdadeiro absurdo que a nação inteira tenha presenciado Lula, "condenado duas vezes já, e com várias outras ações penais em curso, saindo da cadeia como se fosse inocente." No país da impunidade institucionalizada, no entanto, tudo é possível. E agora, podemos ter certeza que a esquerda vai colocar lenha na fogueira, como se não houvesse amanhã. A esquerda vai apostar no conflito, na discórdia, na dissensão, na insegurança. "Lula não está interessado em fazer com que nada do que está aí dê certo (...) Ele não quer que o país dê certo. Muito menos que dê certo sendo conduzido por um rival político."

 

"Mesmo ainda com seus direitos políticos cassados (...) [Lula] se prepara para ter uma atividade política intensa. Inclusive já desferiu ataques ao governo Bolsonaro, ao próprio Sérgio Moro, Deltan (...), Polícia Federal. Na verdade, vai fazer caravana, vai viajar, vai fazer o que quiser. Ele está contando com a anulação (...) do processo do sítio de Atibaia. Ainda vai piorar muito. Vão legalizar prova ilegal, pra poder anular processos do Sérgio Moro, para considerá-lo parcial. Ainda vão punir o Deltan Dallagnol (...) vai ser a terra arrasada."

 

Indubitavelmente, o sistema vai fazer tudo o que estiver ao seu alcance para criminalizar a Lava Jato, para beneficiar a ORCRIM, o seu líder máximo e a sua seita de fanáticos idólatras, para conferir uma aura de legitimidade que propicie ao PT voltar ao poder. A narrativa — a única coisa que realmente importa para essa gente — que estão tentando conferir à organização criminosa é a de que o PT e os seus "sacrossantos" dirigentes foram vítimas de uma "injustiça" perpetrada pelos Estados Unidos e os seus lacaios imperialistas. É a esquerda sendo esquerda, uma caricatura dela própria, com uma narrativa tão obsoleta quanto sua ideologia. Na verdade, sabemos do que se trata, "criminalizar a Lava Jato é uma estratégia política. E essa estratégia política está direcionada ao retorno da esquerda ao poder, ao retorno do próprio Lula ao poder. Essa gente quer arrastar o país pra trás. É inaceitável."

 

Muito mais do que colapso do sistema jurídico, há o risco de um colapso total da sociedade brasileira. A partir do momento que os brasileiros perceberem que as instituições não funcionam — ou melhor, funcionam, mas para atender a interesses vis, nefastos, ardilosos e criminosos — teremos uma ampla licença para a prática da barbárie. "O STF está devolvendo a sociedade brasileira a lei de Talião (...) Do olho por olho, dente por dente", como corretamente completou Cláudio Dantas. 

 

Desnecessário dizer que a Lava Jato — uma das maiores operações anticorrupção na história do mundo — está em risco. E o mais importante, ela teria muito ainda a desenvolver. "A Lava Jato colocou aos olhos do mundo como se deu a prática de cooperação mútua desses governos de esquerda na América Latina (...) na África e vários outros países (...) através da corrupção, do roubo generalizado, usando o BNDES, usando grandes empreiteiras, usando dinheiro público (...)" Saber que existem pessoas na estrutura do estado brasileiro que estão avidamente empenhadas em acobertar, proteger, soltar e inocentar criminosos é no mínimo tão deplorável quanto lastimável. 

 

E esses criminosos nem sequer foram julgados pelos piores crimes que cometeram. Como Cláudio Dantas corretamente expressou, "eu lamento que a Lava Jato tenha condenado o Lula (...) pelo Triplex (...) Tinha que enquadrar o Lula em crime de lesa-pátria, em crime contra a humanidade, porque foi isso o que ele fez com o povo brasileiro. Ao roubar a riqueza do cidadão brasileiro e entregar isso a outros países, gerar emprego em outros países, não só o roubo em si, não só o desvio pra financiar partido, pra financiar campanha, pra enriquecimento pessoal, mas mesmo assim as obras que foram feitas, as empresas que foram criadas, tudo isso (...) com dinheiro brasileiro (...) Todas essas grandes empreiteiras, fazendo obra, gerando emprego, gerando infraestrutura, gerando mais emprego, fazendo a economia rodar nos outros países, enquanto nós estamos aqui ainda em frangalhos."

 

"O que se fez não foi só o maior esquema de corrupção da história, foi o maior crime de roubo da riqueza de uma nação. Isso deveria ter sido enquadrado (...) O PT foi correndo lá pra tirar o Lula, tirar a Dilma do indiciamento do relatório, porque eles sabem aonde aperta." Infelizmente, a "justiça" nesse país existe para atender os interesses de nefastos e desprezíveis criminosos. Criminosos que estão desesperados para retornar ao poder e se tornarem divindades supremas; sim, subir para aonde estavam quando foram interrompidos, tendo pleno desejo de controlar nossas vidas, comandar nossos destinos, e se vingar de todos aqueles que foram responsáveis por sua deposição, ao paralisar sua inaudita ascensão ao poder, estancando e comprometendo a hegemonia de sua atroz e cruel ideologia totalitária. 

 

Lula e o PT voltam com sede de vingança. "Agora o objetivo é reescrever a história sob uma nova perspectiva. O que nós temos que fazer é impedir que essa história seja reescrita."

 

Como Cláudio Dantas concluiu, agora é "impossível calar milhares e milhares de cidadãos que estão absolutamente chocados e espantados (...) com Lula na rua, com Dirceu, com tantos outros criminosos que ainda ganharão as ruas para infernizar a sociedade." Vamos continuar fazendo barulho, denúncias, publicações, iremos até as vias de fato se for necessário, partiremos para o conflito, mas — mesmo que isso contrarie todas as expectativas, batendo de frente com um judiciário vendido e corrupto — não podemos jamais nos render, e permitir que os criminosos cheguem ao poder novamente. 

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