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Re-União 2017

Sobre tributação, estado e a aristocracia política

December 9, 2019

Um dos elementos que certamente melhor define a esquerda é a crença irracional de sua ideologia, reforçada pelo fanatismo de seus adeptos, de que o estado é a solução para tudo. Infelizmente, muitas pessoas que estão — ou afirmam estar — à direta do organograma político, acabaram por absorver uma fé inabalável no estado, igualmente irrealista e desmesurada, porque foram contaminados com conceitos socialistas, ou porque são terrivelmente ingênuos quando o assunto é a política na prática. 

 

Uma das coisas que a esquerda defende com veemência são impostos elevadíssimos, pois afirma, erroneamente, que isso ajuda os pobres. Na verdade, impostos elevados agridem os pobres, pois a tributação sobre determinados produtos é tão alta que eles acabam sendo impedidos de consumir estes bens. Ademais, a tributação indireta no Brasil é tão extorsiva e absurda, que não apenas destrói com brutalidade o poder de compra da população, mas por incidir de forma sintomática justamente no consumo, acaba limitando de forma progressiva o poder de compra dos mais pobres, que acabam presos em um círculo interminável de destituição, miséria e depauperamento. Não apenas ganham pouco, como devem racionar tudo aquilo que consomem, pois não possuem poder aquisitivo suficiente para compensar todas as suas necessidades. A destruição da moeda através da inflação — que pode ser corretamente qualificada como um imposto oculto —, é outra manobra igualmente perversa, que serve para dilacerar continuamente o poder aquisitivo das massas, obrigando os pobres a racionar ainda mais os seus escassos recursos. Isto acaba gerando um ciclo ininterrupto de miséria e pobreza, o que é muito conveniente para os objetivos políticos da esquerda. 

 

Infelizmente, a esquerda detesta aprender com a vida, com os fatos, com a realidade, com aquelas pessoas que realmente são pobres e miseráveis — que a esquerda afirma amar e adorar —, mas que na prática nunca passaram de mascotes descartáveis, que servem apenas como capital político, para serem devidamente manipulados em período eleitoral, de acordo com as necessidades populistas da esquerda, que se importa única e exclusivamente com a sua ideologia. Se os progressistas realmente "amassem" os pobres tanto quanto afirmam, tomariam medidas mais drásticas e pragmáticas para ajudá-los a sair do ciclo de pobreza no qual se encontram aprisionados, e que foram inseridos nesta situação por força discricionária do estado. Para entendermos esse conceito, é fundamental compreendermos que nascer pobre é uma circunstância. Quem mantém os indivíduos permanentemente encarcerados na condição de pobreza, no entanto, é o estado. Não é sem razão ou motivo que, em países onde existem maiores níveis de liberdade econômica, os pobres conseguem deixar sua condição de pobreza com muito mais facilidade do que em países saturados de regulações e intervenções, onde o estado controla toda a economia, ou ao menos grande parte dela, como é o caso do Brasil.  

 

Pagar elevadíssimos impostos nunca é a solução, por dois motivos que são bastante óbvios, ao menos para quem possui o mínimo de inteligência e capacidade de raciocínio (o que, evidentemente, a esquerda não tem e nunca teve); o dinheiro arrecadado com os impostos não vai para os pobres. Ele serve para sustentar a alta elite do funcionalismo público. Políticos que ganham salários de 34 mil, desembargadores que ganham salários de 400 mil, juízes que ganham salários de 600 mil, fora todos os suplementos, bonificações e a imensurável quantidade de benefícios adicionais. E acredite, caro leitor, esses são apenas alguns exemplos bastante moderados. Por baixo, o governo federal gasta aproximadamente vinte e cinco bilhões — repito, bilhões — de reais por ano apenas com a sua magistral e opulenta folha de pagamento. 

 

Agora, vamos para o segundo motivo, a parte mais importante. Adivinha de onde vem o dinheiro que banca a aristocracia política e a alta elite do funcionalismo? Dos impostos que são cobrados da sociedade produtiva, da qual fazem parte a classe média e os pobres. Na verdade, o que muitas pessoas não conseguem entender é que impostos são um grande esquema de transferência de renda, que confisca os dividendos dos mais pobres e os transfere para os mais ricos. Pobres, evidentemente, em sua grande maioria trabalham, pois se fossem depender inteiramente do assistencialismo estatal, morreriam de fome.

 

A classe média, em função da implacável recessão financeira que ainda vivemos, foi ostensivamente depauperada. Não são poucos os milhões de brasileiros que eram da classe média e tornaram-se pobres. Aqueles, por sua vez, que já eram pobres, tornaram-se paupérrimos. O extorsivo ciclo tributário, no entanto, além de não dar trégua — ao contrário, se tornou muito pior —, passou a exaurir de forma mais voraz, desesperada e dilacerante os dividendos da sociedade produtiva, tanto direta quanto indiretamente, pois esta continua sendo sobrecarregada com todos os encargos necessários para custear o estado, e todos os salários, benefícios e privilégios das elites que o compõem. 

 

O resultado disso é péssimo para a sociedade. A economia não se desenvolve, a estagnação e o retrocesso se tornam latentes, e o ambiente para investimentos e empreendedorismo é tão hostil e contraproducente — em virtude da exacerbada burocracia estatal e do fato de que não existe liberdade econômica nenhuma na República Tupiniquim — que praticamente ninguém consegue conquistar progresso e prosperidade. Dessa maneira, a miséria, o desemprego e a destituição geral continuam sendo uma parte indivisível da sociedade.  

 

Claro, um cenário desses é ótimo para o populismo de esquerda. Ele precisa da miséria e da desgraça da população para ganhar forças e se difundir. Socialistas de esquerda podem sempre culpar o capitalismo pela miséria e pela pobreza, e podem prometer ao seu eleitorado que deus-estado e papai-governo resolverão todos os problemas, se políticos de esquerda forem eleitos, é claro. Não obstante, é muito bom ver que ao menos algumas pessoas estão despertando da letargia e da sonolência, e estão aprendendo que todos os problemas de que sofremos são culpa do caríssimo, burocrático, perdulário e nababesco estado soviético, que — como o grande parasita que é — consome a maior parte dos recursos gerados pela sociedade produtiva. 

 

Pagar altos impostos não adianta, não é a solução, nunca foi, isso simplesmente alimenta o ciclo de pobreza, e dificulta de forma brutal o exercício da livre iniciativa e do empreendedorismo, que é o que efetivamente gera riquezas em uma sociedade. O estado não gera riquezas. A iniciativa privada, por outro lado, gera riquezas, cria, constrói, inova e dá empregos. Altos impostos, além de inúteis, são absurdamente imorais. O dinheiro que o estado arrecada extorquindo a população com taxas, tarifas, impostos e contribuições compulsórias de todos os tipos não é direcionado para os mais pobres, mas serve para financiar a elite política e sustentar a alta aristocracia do funcionalismo publico. Em resumo, serve apenas para deixar os ricos ainda mais ricos, e os pobres ainda mais pobres. 

 

Enriquecer políticos não acaba com a pobreza, apenas engorda os populistas do estado, mantém a população refém da miséria, e completamente vulnerável ao tirânico, deplorável e demagógico oportunismo de esquerda. O crescimento e a expansão do estado devem sempre ser vigorosamente combatidos. Conforme o estado se expande, a liberdade e a prosperidade tendem a desaparecer. Nós já vivemos no estado totalitário máximo, haja vista que estamos entre os piores países do mundo quando o assunto é livre mercado e liberdade econômica. Para a conquista de progresso, desenvolvimento e prosperidade de uma sociedade, tão importante quanto combater a esquerda é combater o alargamento do estado. Não devemos jamais esquecer que o estado é uma ferramenta que serve para escravizar e subjugar, e por isso a esquerda faz tanta questão de estar no comando da burocracia estatal. Quando é um estado imenso, como o que temos hoje, aí é que a esquerda fica salivando, com água na boca, pois é possível comandar de forma discricionária, em caráter vertical, absolutamente todos os aspectos da sociedade, moldando até mesmo comportamentos através de sistemas de controle e engenharia social. Regularizar a pedofilia e punir quem ousar falar mal do islamismo e associar muçulmanos ao terrorismo seriam apenas o início da catástrofe. Logo, o cristianismo seria proscrito, e bestialidades como necrofilia, canibalismo e zoofilia seriam normalizadas e tratadas como algo natural. 

 

Na Coreia do Norte, por exemplo, até mesmo os cortes de cabelo são regulamentados pelo estado. Dez tipos para os homens, dezoito para as mulheres. Alguém duvida que a esquerda não gostaria de fazer a mesma coisa por aqui? Recentemente, o deputado Glauber Braga — aquela excrescência do PSOL — homenageou o falecido ditador cubano Fidel Castro por ocasião dos três anos de sua morte. Essa gente que venera ditadores sanguinários e genocidas são o grande anátema da espécie humana. Estado, esquerda, socialismo, são doenças deploráveis que devem ser contínua e diariamente combatidas, com fervor e veemência. Não haverá paz, progresso e prosperidade, enquanto tudo continuar como está. 

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