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Re-União 2017

A Fatal e Inevitável Venezuelização da Argentina

January 15, 2020

O progressista Alberto Fernández assumiu a presidência da Argentina recentemente, em dezembro de 2019. Evidentemente, como todo "bom" esquerdista, ele não esperou nem sequer um minuto para começar a fazer bobagem. Seu mandato como presidente da república já começou bem ao gosto dos socialistas, com pesado intervencionismo no setor econômico para combater problemas que nem sequer existiriam, se o estado não interferisse na produtividade econômica. Ou seja, esta é a expressão máxima do socialismo, interferir na economia para mitigar problemas criados pelo próprio intervencionismo estatal no campo econômico. Para que respeitar a ortodoxia da ordem natural — e do capitalismo de livre mercado —, se você pode estatizar tudo, destroçar o país completamente e depois culpar o "neoliberalismo"? 

 

O que vem por aí, com relação a Argentina, infelizmente é o clássico mais do mesmo. Venezuelização econômica, a serviço da dilaceração da prosperidade, para depauperar a sociedade, a produtividade industrial e a livre iniciativa. O programa de congelamento de preços — implementado recentemente — é justamente a etapa da estatização da economia que precede a escassez. Inicialmente cerca de setenta produtos foram tabelados. Agora, o número subiu para mais de trezentos. Como a primeira etapa para a destruição da cadeia produtiva, o controle de preços pelo governo invariavelmente faz os custos de produção tornarem-se proibitivos, e aí a produtividade e posteriormente o consumo entram em colapso. Mais de dois mil supermercados deverão adotar o sistema compulsório de preços, e fiscais do governo já foram despachados para verificar se a política governamental está sendo cumprida. Da mesma maneira como Maduro fazia, com relação ao tabelamento de preços na tirania bolivariana da Venezuela.  

 

Mas é claro que isso é apenas o início da desgraça.

Quando socialistas estão no poder, eles se encarregam de destruir completamente todo o país, interferindo em todos os setores da cadeia produtiva. Como se tabelar preços não fosse aberração suficiente, o governo encareceu ostensivamente a demissão de funcionários, e também a compra de moedas estrangeiras. É completamente desnecessário afirmar que medidas dessa natureza produzem um nível de insegurança jurídica de proporções titânicas, o que invariavelmente afasta investidores estrangeiros; na verdade, contribui até mesmo para que as próprias empresas argentinas — ao menos as que estão em melhores condições financeiras —, saiam do país, e se estabeleçam em alguma país vizinho, como o Paraguai. Algo que já acontece aqui no Brasil. Há muito tempo, empresas brasileiras deixam o país, para se estabelecer no Paraguai, pelo fato de que lá os custos de produção são menores. A tributação e a burocracia estatal também são comparativamente inferiores. Como o deputado gaúcho  Marcel Van Hattem falou recentemente, a pobreza no Brasil é gerada pelo estado. Exatamente. O estado brasileiro, demasiadamente caro, perdulário, burocrático e soviético, dificulta de forma brutal a abertura de empresas, o que acaba dificultando a geração de empregos. Consequência de décadas de socialismo; primeiramente, o socialismo fabiano do PSDB, e depois o socialismo leninista revolucionário do PT. 

 

O controle de preços não é novo nas políticas de governos argentinos.

O governo de Cristina Kirchner — que atualmente é a vice-presidente — realizou controle e tabelamento de preços, assim como o "liberal" Mauricio Macri, mais recentemente. Isso causou um estrago imensurável em determinadas companhias, o que já era esperado por economistas verdadeiramente liberais. Uma empresa que já chegou a distribuir cerca de seiscentos produtos diferentes pelo país hoje distribui menos de duzentos. Aos poucos, a economia vai definhando em decorrência das nefastas e contraproducentes medidas estatizantes. Recentemente, o governo decidiu colocar um novo imposto em passagens aéreas, o que certamente irá diminuir a demanda, e reduzir o turismo, tanto estrangeiro, quanto doméstico.

 

Ao invés de estimular a economia — deixando de controlá-la de cima para baixo —, o que estimularia o empreendedorismo, e com este, a geração de empregos, os socialistas enveredam pelo caminho oposto, sórdido e destrutivo, e optam por exercer um controle discricionário sobre os preços e a produtividade econômica, e passam a taxar produtos e serviços de forma autocrática e aviltante, o que reduz a oferta, a demanda, e consequentemente despedaça toda a cadeia produtiva.  

 

A Argentina infelizmente está nesse sórdido, triste e deplorável caminho. Agora estão consolidando uma nova etapa socialista, que muito em breve se tornará irreversível. Com a manipulação artificial da moeda — o peso argentino —, esta em breve se tornará tão irrelevante e destituída de valor quanto o bolívar venezuelano. Hiperinflação, escassez, medidas arbitrárias e discricionárias em breve irão destroçar completamente a república argentina, para desespero dos que vivem lá. 

 

Em breve, sem dúvida, veremos argentinos atravessando a fronteira do Rio Grande do Sul, da mesma maneira que os venezuelanos o fazem ao norte, no estado de Roraima. Triste, parece que as pessoas não aprendem. Socialismo é morte, totalitarismo, miséria, escassez, escravidão. O ser humano é destituído de sua própria dignidade. Quantos países mais esses vermes pretendem destruir? Quanta desgraça os socialistas ainda precisam causar, para o mundo perceber que essa ideologia não traz absolutamente nada, a não ser morte, caos, sofrimento e destruição? 

 

Infelizmente, os argentinos optaram por seguir um caminho, que em breve se mostrará tão fatídico e fatalista quanto sórdido e deplorável. O dissimulado cárater inicial aparentemente paternalista e afável do socialismo não demora a mostrar sua verdadeira face, conforme os problemas vão surgindo; aí, suas garras tirânicas e implacáveis começam a asfixiar e punir a população. Assim que as coisas começarem a dar errado — e infelizmente irão dar errado, a irracionalidade econômica não perdoa, ela tem consequências catastróficas e cobra o seu preço em vidas humanas —, os argentinos vão começar a fugir. Aí, a esquerda tupiniquim, em consonância com a esquerda mundial, vai dizer que a Argentina nunca foi socialista. Como sempre fazem, quando um país socialista entra em colapso. Infelizmente, essa gente vai destruir muitos outros países, em nome de sua utopia voraz e aterradora, por mais que tentemos avisar. Socialistas são criaturas intransigentes; não se importam nenhum pouco com seres humanos, apenas com sua ideologia decrépita e totalitária. Nada de novo debaixo do sol. Já vimos essa novela antes, e sabemos perfeitamente como ela termina. 

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