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Re-União 2017

Cinema canhoto

January 15, 2020

Coincidência ou não, nestes tempos bicudos em que um espião -Greenvaldo- vira celebridade no Brasil, na Netflix chovem 'documentários’ esquerdopatas com visões muito particulares sobre o tema de invasão, apropriação e divulgação de dados digitais sigilosos.

 

"The Great Hack" (Privacidade Hackeada, por aqui), por exemplo, documentário sobre o escândalo de hackers da Cambridge Analytica que acabou envolvendo Mark Zuckerberg e seu Facebook numa suposta conspiração para eleger Trump, é um enaltecimento a "heróis" que denunciam as conspirações do mal ao se apropriarem de dados de todos os cidadãos do mundo.

No caso, uma das "heroínas" é Brittany Kaiser, que abandona o barco da Cambridge e, com informações privilegiadas e afanadas, denuncia ao mundo os malfeitos do monstro capitalista ligado ao governo americano -naturalmente.

 

Outro, Snowden (Snowden, Herói ou Traidor, no Brasil) já acaba com o título tupiniquim logo de cara: Edward Snowden, que surripiou milhares de documentos da NSA (Agência de Segurança dos EUA) e os negociou com Greenvaldo (ele mesmo) através do jornal britânico The Guardian, é considerado um herói terno e cheio de ideologia ‘do bem’ desde o início.

Snowden, com todos os documentos afanados e conhecimento profundo dos meandros da segurança digital norte americana, acabou refugiado em Moscou, vejam só.

E Greenvaldo acabou no Brasil.

 

Por último, nesta temporada vermelha da Netflix, o "documentário" que mais parece ficção de Petra Costa, Democracia em Vertigem’, é uma declaração de amor enviesada feita pela herdeira da Andrade Gutierrez (acusada pela Lava Jato) às hordas esquerdistas que invadiram e atrasaram este país a partir da ascensão ao poder do vigarista luladasilva.

 

Todos tem em comum o ataque incisivo ao monstro capitalista sem coração, o governo dos EUA.

Todos tem seu vilão, a direita sem alma e hiperpoderosa que esmaga as pobres forças do bem.

Todos afirmam, descaradamente, que os "heróis" não precisam de grana e se alimentam do bem.

Snowden abandona um emprego milionário no Hawai para denunciar o mal e acaba em Moscou sem ganhar um mísero tostão, assim como seu comparsa, Greenvaldo, herói do The Guardian.

Não, eles não venderam as informações para a Russia (que se recusou a extraditar Snowden) como poderiam afirmar as más línguas.

Kaisar, da Cambridge, também é outra personagem que faz o bem de graça, e repete isso infindavelmente durante o filme.

 

Petra Costa, a chorona, em seu documentário acusa Sergio Moro de ter sido "treinado pela CIA" e lamenta o fim dos belos tempos de lula com a chegada do "homofóbico" Jair Bolsonaro ao poder.

 

As histórias são pueris, tipo fábula de 3 porquinhos contra o Lobo Mau, Branca de Neve contra a Rainha Má.

O maniqueísmo burro serve aos interesses da esquerda, que ao contrário do que se possa pensar, não subestima a capacidade intelectual de seu inimigo.

Ela apenas manda o recado de acordo com a capacidade intelectual de seus militantes pelo mundo, que prezam mais a mentira açucarada do que a verdade.

Serve também para outro publico, o dos isentões, chamados de "persuasíveis", que não estão nem lá nem cá.

 

Por enquanto, parece ser bom negócio fazer filme de esquerda.

Vamos ver o quanto dura.

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