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Re-União 2017

Para o Brasil prosperar, é necessário reduzir o estado

January 29, 2020

Recentemente, o deputado gaúcho Marcel Van Hattem afirmou que a pobreza no Brasil é gerada pelo estado. Sim, esta é uma verdade tão fundamental quanto inegável, e que não tem sido abordada com a frequência que deveria. O perdulário, burocrático, regulatório, complexo, labiríntico estado brasileiro dificulta muito as coisas para quem quer empreender, para quem quer gerar riquezas. Não é sem razão ou motivo que tantas empresas nacionais há muito tempo estão se mudando para o Paraguai. Lá, o liberalismo econômico propiciou a criação de um ambiente de vitalidade e prosperidade, como nunca se viu antes na história daquele país. Com custos de produção inferiores, tributação e burocracia menos agressivas, menor intervenção do estado nos negócios e nos assuntos particulares, rapidez para contratar e demitir, entre muitos outros benefícios, o Paraguai — tão logo sua envergadura política inclinou-se mais à direita —, passou a usufruir de níveis de progresso e desenvolvimento nunca antes vistos naquele país, e por isso muitas empresas brasileiras mudam-se para lá.   

 

Lamentavelmente, muitos brasileiros ainda não entenderam que quem produz progresso e prosperidade não é o estado ou o governo, mas iniciativas individuais. O governo apenas abocanha através de impostos a maior parte daquilo que é produzido pelos setores produtivos da sociedade. Como a filósofa russa naturalizada americana Ayn Rand já dizia, "a única maneira de um governo estar a serviço da prosperidade nacional é mantendo suas mãos fora dela.” Essa é uma verdade histórica irrefutável. Mas o que ela quis dizer com isso? 

 

O governo — através de excessivas regulações, taxação e burocracia — contribui mais para asfixiar a atividade produtiva, do que para estimulá-la. Por essa razão, empresários hoje estão procurando abrir suas empresas em países onde terão custos menores. E não é com o custo dos funcionários que eles estão preocupados, não. É com a carga tributária, a burocracia governamental e a intervenção estatal em seus negócios. Ninguém investe dinheiro para perder. Entre abrir uma empresa em um país estatista-desenvolvimentista como o Brasil, ou abrir o seu negócio em um país onde existe algum grau de liberdade econômica, como Chile, Paraguai, Suíça ou Nova Zelândia,  qualquer empresário escolherá estes últimos. Ele sabe que nestes lugares seus investimentos serão respeitados; e em decorrência do ambiente de negócios ser mais livre, com menos intrusão governamental e menos regulações, ali suas chances de prosperar serão muito maiores. Ele conseguirá com muito mais facilidade o retorno sobre o seu investimento.  

 

É fundamental entender que a crença totalmente equivocada de que o estado deve gerir a economia — controlando-a de forma discricionária e vertical, de cima para baixo — é uma convicção de utopias totalitárias. O controle absoluto da economia, por exemplo, é parte integral de ideologias perniciosas e tirânicas, como nazismo, fascismo, socialismo e comunismo. Por outro lado, países efetivamente livres, que conquistaram progresso e prosperidade, conseguiram isso justamente por respeitar a livre iniciativa, a atividade empreendedora, o mercado e as leis naturais de oferta e demanda. É verdade que durante muito tempo, fomos governados pela esquerda, que não apenas demoniza brutalmente tudo isso, como conseguiu dar a todos esses elementos uma reputação muito ruim. Hoje o que é "belo" é ser um "intelectual" graduado em filosofia pela USP, que dá palestras chiques contra o capitalismo e o lucro em eventos beneficentes da alta sociedade, cobrando um cachê caríssimo, é claro, do que ser um indivíduo audacioso, criativo e inovador, que quer abrir a própria empresa. Aí, você será punido pelo estado, e em decorrência de taxação agressiva e arbitrária, e dos custos proibitivos, seu capital será dilacerado em pouco tempo, e sua empresa irá fechar em pouco tempo.   

 

Por isso, precisamos de um ambiente salutar para os negócios. Essa vitalidade só será conquistada se retirarmos o soviético, autocrático, perdulário e ineficiente estado brasileiro do caminho de quem quer produzir e empreender. Caso contrário, permaneceremos atolados neste pavimento de estagnação e retrocesso, onde já estamos há muito tempo. A produtividade do Brasil é excepcionalmente baixa — se comparada com a de muitos outros países subdesenvolvidos —, justamente em decorrência do peso excruciante do estado brasileiro sobre a livre iniciativa, que compromete o seu desenvolvimento com uma burocracia aviltante, taxação abusiva, regulações tirânicas e intrusão agressiva. Todos esses fatores combinados contribuem para destroçar de forma ostensivamente pusilânime o custo-benefício ao longo de toda a cadeia produtiva. Por essa razão, o mercado continuará disfuncional, investidores estrangeiros evitarão o Brasil em função dos riscos de prejuízo, e audaciosos empreendedores procurarão países com uma próspera e pujante economia de mercado para abrir os seus empreendimentos. Ou seja, a não ser que as coisas mudem radicalmente, a verdade é que continuaremos a ser um país pobre e socialista, e os empreendedores e empresários brasileiros continuarão procurando outros países para abrirem os seus negócios. É capital, empregos e prosperidade que saem daqui, e vão para outro lugar. Tudo porque o tirânico, retrógrado, burocrático, soviético e arcaico estado brasileiro tornou impraticável o ambiente de negócios.  

 

É verdade que depois de tantos anos sendo governados pela esquerda, nenhuma mudança positiva virá da noite para o dia. Triste, no entanto, é ter em meio a esse cenário até mesmo pessoas na direita brasileira — ou que se dizem "de direita" — falando de forma aviltante contra a desburocratização, o mercado e o capitalismo. Pseudo-direitistas doutrinados pela esquerda incapazes de compreender o que realmente gera progresso e prosperidade são tão inúteis quanto qualquer militante assumidamente progressista. O que o Brasil realmente precisa é de muito capitalismo. E tudo aquilo que está associado a isso, como empreendedorismo, produtividade e um mercado pujante. Querem socialismo? Vão para a Venezuela. Mas por favor, não voltem. Estamos tentando consertar um país que a esquerda persiste em arruinar.   

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