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Re-União 2017

As vertigens de Petra

February 7, 2020

Apesar de ser cinéfilo assumido e ter assistido a todos os indicados, sem exceção, não faço questão alguma de assistir a festa do Oscar, pois desde que tive a oportunidade de conhecer os bastidores do evento, que sempre achei chato, tive a certeza de que a premiação é política e comercial, jamais artística. 

Prova disto é a nova indicação do Brasil ao prêmio, o comercial do PT, versão longa metragem, “Democracia em Vertigem”.

Apesar de acreditar que tal peça panfletária não tenha a chance de levar o prêmio, não descarto a possibilidade, afinal estamos falando de uma Academia que já premiou Moonlight, Gwyneth Paltrow e Verdade Inconveniente, ou seja, tudo é possível em Hollywood.

Petra Costa, uma espécie de Greta Thunberg próxima da menopausa, é a diretora deste documentário ficcional, nada democrático, que causa vertigens de tão chato que é. A também herdeira da Andrade Gutierrez, empreiteira diretamente envolvida nos crimes de corrupção no governo PT, decidiu adulterar imagens, omitir fatos e até esconder manifestações públicas, como a que levou mais de 5 milhões de pessoas às ruas para pedir o impeachment da “presidenta” incapaz, só para assim garantir a narrativa adolescente, só não mais cafona do que sua narração insuportavelmente chorosa. 

Mas para acalmar o sensato leitor, adianto que as sandices desta senhora, mesmo endossadas por um asilo de artistas do qual ninguém mais dá nenhuma atenção, não são fortes o suficiente para quebrar a hegemonia explícita de seus concorrentes. 

O júri selecionou, para a tal categoria, quatro mulheres e um homem, este por ter dirigido um filme feminista, ou seja, o termômetro da lacração continua em alta, mas a estória de Petra é sobre um País que a maior parte da Academia sequer sabe apontar no mapa, portanto não despertará maior atenção.

Ao que tudo indica, o laureado da noite será "Indústria Americana", primeiro filme da produtora do casal Obama. O filme retrata o choque cultural entre operários chineses e americanos em uma fábrica chinesa de Ohio, aumentando a tensão já existente entre os dois países. 

"For Sama", o mais intenso e realista dos indicados, segue na contramão do Sítio do Pica Pau criado pela mitomania emiliana de Petra. A diretora síria Waad al-Kateab registrou, com uma câmera na mão, o caótico período em que sua cidade ficou sitiada pelo exército do ditador Bashar al-Assad e forças russas. 

Repleto de tensão, mas com belos momentos pontuais, como seu casamento, o nascimento de sua filha e a estressante rotina do hospital liderado por seu marido, levaria o Oscar em uma competição justa.

“The Cave” narra a vida de um grupo de médicas na Síria, que em meio a ataques aéreos e bombardeios, lutam contra o sexismo sistêmico, enquanto “Honeyland”, fotograficamente o mais belo, é sobre uma apicultora que vive numa vila na Macedônia. 

Parafraseando Pedro Bial, Petra, frente aos concorrentes, é apenas uma menina rica que fez um filme de ficção para agradar a mãe (esquerdista-caviar), enaltecer o ídolo criminoso e macho-opressor, Lula, e assim “lacrar” para os amigos, que como ela, não sabem o que é um hospital público, desconhecem o que é o trem na hora do rush, e sequer imaginam como é viver com um ou dois salários mínimos, afinal são milionários, mimados e dispostos a fomentar o socialismo, desde que não percam, de maneira alguma, os privilégios que já possuem. 

Quando o assunto é documentário-mentira, eu ainda prefiro “Zelig” ou “Poucas e Boas”, ambos de Woody Allen, mas “Pinóquio”, que tão bem define a diretora em vertigem, eu ainda prefiro na versão de Walt Disney , pois ao menos tem verdade em sua criação e ao final do filme, evolução.

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