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Re-União 2017

Randolfe Rodrigues quer mais impostos e taxação

February 8, 2020

Recentemente, o senador Randolfe Rodrigues — da Rede Sustentabilidade —, defendeu uma maior taxação sobre lucros e dividendos. De acordo com o seu argumento, o dinheiro arrecadado serviria para pagar benefícios assistencialistas, como o Bolsa Família e o BPC (Benefício para Idosos Carentes).

 

Por mais que os objetivos finais sejam nobres, os meios pelos quais se busca atingir estes objetivos não são. Em primeiro lugar, imposto é roubo e sempre será. Em segundo lugar, esse tipo de medida sempre terá consequências terrivelmente drásticas na economia, que contribuirão para que cada vez mais empresas deixem o país. Devemos lembrar que o Brasil está entre os países com maior carga tributária do mundo, e faz muito tempo que empresas brasileiras se mudam para países como o Paraguai; afinal, sustentar o caríssimo estado brasileiro pagando impostos excruciantes está cada vez mais difícil. Com a economia combalida, gerar receita e ter faturamento não está sendo nada fácil para as empresas brasileiras, sejam elas pequenas, médias ou grandes. 

 

Aumentar impostos — como sugerido por Randolfe Rodrigues —, nunca foi e nunca é a solução. Isso simplesmente propicia fuga de capital e aumenta a sonegação. Ninguém vai se dispor a trabalhar se quase todo o produto do seu esforço for confiscado pelo governo. Empresários continuarão a procurar países com maior liberdade econômica para as suas atividades, onde é mais fácil gerenciar os seus empreendimentos. No momento, o correto é adotar medidas de austeridade. Se Randolfe Rodrigues está realmente preocupado com os pobres e os idosos, e isso não apenas é bom, como necessário, correto e salutar, ele deveria sugerir corte de gastos por parte do estado. Deputados federais ganham salários de quase trinta e quatro mil reais por mês. Por que não cortam esse estrondoso valor pela metade? Não conseguiriam viver com "apenas" dezessete mil? Precisam de carro oficial? Auxílio-moradia, vale-refeição e auxílio-paletó? Todos esse grande cabedal de privilégios e benefícios custam milhões de reais aos cofres públicos. Temos o segundo congresso mais caro do mundo. É possível cortar muitos e muitos gastos do governo, e redirecionar o valor para os pobres e destituídos. 

 

A verdade é que nossos gestores governamentais vivem uma vida de vastos privilégios e benefícios. Por que a classe política tem que usufruir de um estilo de vida tão abastado e nababesco? Por que são incapazes de compreender e adotar valores como modéstia e simplicidade? O que indivíduos perniciosos como Randolfe Rodrigues não entendem é que é muito fácil fazer caridade com o dinheiro dos outros; da mesma forma, é muito fácil sacrificar a população para custear a esplendorosa existência da aristocracia governamental. A carga tributária no Brasil é excruciante justamente porque foi imposto ao cidadão brasileiro comum o fardo monumental de arcar com todos os absurdos e deploráveis custos de manutenção da elite política.   

 

Não, não, não, chega de extorquir dinheiro da sociedade, chega de aumentar a carga tributária, chega de exigir sacrifícios e mais sacrifícios da população, enquanto a aristocracia política vive no luxo, no conforto, no esplendor e na suntuosidade. Está na hora de cortar a própria carne, está na hora de decepar os privilégios, os benefícios e os salários magnânimos da aristocracia governamental. É um crime degradante e maledicente taxar ainda mais a sociedade brasileira, uma das mais pobres e destituídas do mundo, que tem que trabalhar metade do ano apenas para pagar impostos.  

 

Uma medida criminosa como essa defendida por Randolfe Rodrigues contribuirá para destruir ainda mais a economia, em virtude da fuga de capital e do desemprego que ela irá gerar. O que burocratas estatais não entendem é que toda a ação será acompanhada de uma reação; toda imposição estatal terá consequências. Empresários não ficarão de braços cruzados vendo suas empresas estagnadas irem à falência, com um governo extorsivo que pretende elevar ainda mais a carga tributária, que por sua vez já é ostensivamente soviética e descomunal; eles irão se mudar para países onde existe algum nível de liberdade econômica, que lhes permita ter o mínimo de resultados e prosperidade. 

 

Seja como for, a realidade prática mostra efetivamente que aumento de impostos nunca é a solução. A Curva de Laffer comprova que isso gera apenas sonegação, evasão fiscal e fuga de capital. Ou seja, é um ótimo caminho para a ruína econômica, o desemprego, a estagnação e a escassez. Randolfe Rodrigues é mais um político terrivelmente medíocre, que — como a grande maioria — acha bonito fazer caridade com o dinheiro dos outros. Sacrificar os outros é algo maléfico, imoral e indecente, não importa se os objetivos finais são "nobres". Nobreza verdadeira seria cortar os próprios privilégios e benefícios; algo que nunca veremos a parasitária, nababesca e elitista classe política tupiniquim fazer, evidentemente. 

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